quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Que Fazemos Nós?


Muito embora conte-se a mãos cheias, no mundo, as calamidades, as dores e as dificuldades, em todos os cantos há quem semeie amor, paz e solidariedade.
Muito embora fale-se em catástrofes, crimes hediondos e barbáries, nunca houve, como hoje, tanta solidariedade, abnegação e amor ao próximo.
Assim, será sempre o que cada um de nós escolher para valorizar que dará as tintas do que nossa sociedade vem passando.
O mundo sempre foi feito de contrastes.
Na multidão, que somos todos nós, os espíritos reencarnados na Terra, estamos cada um na sua faixa de evolução e amadurecimento, fruto da própria conquista individual.
Assim, nada mais natural que alguns se comprazam com a guerra, enquanto outros semeiem a paz.
Não soa tão incoerente que alguns colecionem fortunas vazias e sem nexo, enquanto outros trabalhem na solidariedade fraterna.
Alguns mais amadurecidos, outros nem tanto.
Vale a pena lembrar que, neste caldo que é nossa humanidade, cada um de nós responde apenas por aquilo que faz.
Assim, a maldade alheia será sempre do outro, enquanto não a abrigarmos em nossa intimidade.
A violência do próximo estará manchando apenas as mãos dos outros, enquanto não nos apropriarmos dela como forma de conduta pessoal.
Inevitavelmente, esses comportamentos, tantas vezes esdrúxulos e desequilibrados, nos chocam, nos provocam repulsa, gerando comentários de indignação.
Nada obstante, resta-nos indagar: o que fazemos nós diante de tanta desfaçatez?
Se tantos se locupletam no roubo e na corrupção, estamos educando nossos filhos nas virtudes da honestidade e da honradez?
Se muitos se utilizam da violência para conseguir destaque, amealhar seguidores, ou como conduta de vida, será que estamos promovendo a paz com nossas atitudes e comentários?
Se nos cansamos da maneira venal como homens e mulheres vêm comercializando seus corpos, como vêm barateando o sexo, reduzindo-o a instrumento leviano de prazer, será que temos tido uma postura de sensatez e respeito para com nosso próprio corpo?
A sociedade é o espelho de seus cidadãos, com sua maturidade e seus valores.
Se desejamos que ela se modifique, comecemos por nós.
Nossos valores e atitudes contribuirão para um mundo melhor, ou somarão para o desequilíbrio vigente.
Tudo é uma questão de escolha.
Dessa forma, todas as vezes que desejarmos mudar o mundo, que anelarmos por valores elevados, essa é a hora de começarmos a mudar a nós mesmos.
A reestruturação do mundo passa inevitavelmente pela reestrutura de cada um de nós.
Dia virá em que, cansada e exaurida dos valores vazios e infelizes com os quais elegeu caminhar, nossa sociedade buscará outros parâmetros.
Enquanto isso, que possamos dar início a essa sociedade mais equilibrada e nobre com a qual todos sonhamos.
Ante a espera de mudanças mais intensas e significativas, busquemos implementar em nosso mundo íntimo tudo o que desejamos seja um dia a tônica do nosso mundo.
Pensemos nisso. Façamos isso.
 

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ele Vela Por Ti


Confia sempre na ajuda divina. Quando te sentires sitiado, sem
 qualquer possibilidade de liberação, o socorro te chegará de Deus. 

Nunca duvides da paternidade celeste. Deus vela por ti, e te ajuda, nem sempre como queres, porém da melhor forma para a tua real felicidade. 

Às vezes, tens a impressão de que o auxílio superior não virá ou chegará tarde demais. Passado o momento grave, constatarás que o recebeste alguns minutos antes, caso tenhas perseverado à sua espera.

Divaldo Pereira Franco - Joanna de Ângelis

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Paz em Ti


É muito importante a paz.
Governos a estabelecem fomentando guerras, gerando pressões, submetendo as vidas que se estiolam sob jugos implacáveis.
A paz é imposta, dessa forma, mediante a coação e, depois, negociada em gabinetes.
Vem de fora e aflige, porque é aparente.
Faz-se legal, mas nem sempre é moralizada.
Tem a aparência das águas pantanosas, tranquilas na superfície, asmáticas e mortíferas na parte submersa.
Assim se apresenta a paz do mundo, transitória, enganosa.
A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia.
É realizada em clima de prece e de amor, porque, da consciência que se ilumina ante os impositivos das Leis Divinas, surge a harmonia que fomenta a dinâmica da vida realizadora.
Essa paz não se turba, é permanente. Não permite constrangimento, nem se faz imposta.
Cada homem a adquire a esforço pessoal, como coroamento da ação bem dirigida, objetivando os altos ideais.
Não basta, no entanto, programar e falar sobre a paz. Mas, visualizando-a, pensar em paz e agir com pacificação, exteriorizando-a de tal forma que ela se estabeleça onde estejas e com quem te encontres.
Seja a paz, na Terra, o teu anseio, em oração constante, que se transforme em realização operante como resposta de Deus.
Orando pela paz, esse sentimento te invade, e o amor, que de Deus se irradia, anula todo e qualquer conflito que te domine momentaneamente.
A paz em ti ajudará a produzir a paz no mundo.

Divaldo Pereira Franco. Filho de Deus. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sábado, 19 de abril de 2014

Com Um Beijo


"E logo que chegou, aproximou-se Dele e disse-lhe: - Rabi, Rabi. E beijou-O". Marcos, 14:45.

Ninguém pode turvar a fonte doce da afetividade em que todas as criaturas se dessedentam sobre o mundo...
A amizade é a sombra amiga da árvore do amor fraterno. Ao bálsamo de sua suavidade, o tormento das paixões atenua os rigores ásperos.
É pela realidade do amor que todas as forças celestes trabalham...
Com isso, reconhecemos as manifestações de fraternidade como revelações dos traços sublimes da criatura.
Um homem estranho à menor expressão de afeto é um ser profundamente desventurado.
Mas, aprendiz algum deve olvidar quanta vigilância é indispensável nesse capítulo!
Jesus, nas horas derradeiras, deixa uma lição aos discípulos do futuro.
Não são os inimigos declarados de Sua Missão Divina que vêm buscá-Lo em Gethsêmani: é um companheiro amado.
Não é chamado à angústia da traição com violência: sente-se envolvido na grande amargura por um beijo.
O Senhor conhecia a realidade amarga. Conhecera previamente a defecção de Judas: "É assim que me entregas"? - falou ao discípulo.
O companheiro frágil perturba-se e treme.
E a lição ficou gravada no Evangelho, em silêncio, atravessando os séculos.
É interessante que não se veja um sacerdote do templo, adversário franco de Cristo, afrontando-lhe o olhar sereno ao lado das oliveiras contemplativas.
É um amigo que lhe traz o veneno amargo.
Não devemos comentar o quadro, em vista de que, quase todos nós, temos sido frágeis, mais que Judas, mas não podemos esquecer que o Mestre foi traído com um beijo.

Emmanuel/Chico Xavier

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O Abraço


O que você faz quando está com dor de cabeça, ou quando está chateado?
Será que existe algum remédio para aliviar a maioria dos problemas físicos e emocionais?
Pois é, durante muito tempo estivemos à procura de alguma coisa que nos rejuvenescesse, que prolongasse nosso bom humor, que nos protegesse contra doenças, que curasse nossa depressão e que nos aliviasse o estresse.
Sim, alguma coisa que fortalecesse nossos laços afetivos e que, inclusive, nos ajudasse a adormecer tranquilos.
Encontramos! O remédio já havia sido descoberto e estava à nossa disposição. O mais impressionante de tudo é que não custa nada.
Aliás, custa sim, custa abrir mão de um pouco de orgulho, um pouco de pretensão de ser autossuficiente, um pouco de vontade de viver do jeito que queremos, sem depender dos outros.
É o abraço. O abraço é milagroso. É medicina realmente muito forte. O abraço, como sinal de afetividade e de carinho, pode nos ajudar a viver mais tempo, proteger-nos contra doenças, curar a depressão, fortificar os laços afetivos.
O abraço é um excelente tônico. Hoje, sabemos que a pessoa deprimida é bem mais suscetível a doenças. O abraço diminui a depressão e revigora o sistema imunológico.
O abraço injeta nova vida nos corpos cansados e fatigados, e a pessoa abraçada sente-se mais jovem e vibrante. O uso regular do abraço prolonga a vida e estimula a vontade de viver.
Ouvimos, há algum tempo, a teoria muito interessante de uma psicóloga americana, dizendo que se precisa de quatro abraços por dia para sobreviver, oito abraços para manter-se vivo e doze abraços por dia para prosperar.
E o mais bonito é que esse remédio não tem contraindicação e não há maneira de dá-lo sem ganhá-lo de volta.
*   *   *
Temos visto, colado nos vidros de alguns veículos, um adesivo muito simpático, dizendo: Abrace mais!
Eis uma proposta nobre: Abraçar mais.
O contato físico do abraço se faz necessário para que as trocas de energias se deem, e para que a afetividade entre duas pessoas seja constantemente revitalizada.
O abraçar mais é um excelente começo para aqueles de nós que nos percebemos um tanto afastados das pessoas, um tanto frios no trato com os outros.
Só quem já deu ou recebeu um sincero abraço sabe o quanto este gesto, aparentemente simples, consegue dizer.
Muitos pedidos de perdão foram traduzidos em abraços...
Muitos dizeres eu te amo foram convertidos em abraços.
Muitos sentimentos de saudade foram calados por abraços.
Muitas despedidas emocionadas selaram um amor sem fim no aconchego de um abraço.
Assim, convidamos você a abraçar mais.
Doe seu abraço apertado para alguém, e receba imediatamente a volta desse ato carinhoso.
Utilize a terapia do abraço contra a tristeza e a depressão.
Abrace, afetuosamente, a quem você ama e transmita as emoções desse seu sentimento.
Abrace e transmita bem-estar, paz.
Pense nisso! Abrace mais você também.

Redação do Momento Espírita