sexta-feira, 11 de março de 2016

A Regra Áurea





Conta-se que um homem encontrou a si mesmo, ainda criança, brincando no quintal.
Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto de sua vida? Ele perguntou.
Quero, respondeu o garoto.
Pense nos outros.
O menino achou o segredo meio sem graça. Mas, homem feito, ponderou:
Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino.

* * *

O conselho desse homem remete a ensinamentos repetidos e divulgados nas Escrituras Sagradas e em textos da Antiguidade.
Portanto, muito antes da vinda de Jesus à Terra, algumas civilizações recomendavam a regra áurea, trazida por embaixadores de sua sabedoria e misericórdia.
Os gregos diziam: Não façais ao próximo o que não desejais receber dele.
Os persas afirmavam: Fazei como quereis que se vos faça.
Os chineses declaravam: O que não desejais para vós, não façais a outrem.
Os egípcios recomendavam: Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.
Os hebreus doutrinavam: O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.
Os romanos insistiam: A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.
Jesus incorporou a regra áurea aos mandamentos, sintetizando todo o Decálogo em Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento e ao próximo como a ti mesmo.
O Evangelho nos ensina que amar ao próximo como a si mesmo e fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem por nós é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres para com o próximo.
E Jesus, diferentemente de muitos profetas e mensageiros, praticou a regra áurea, dando exemplos de seu significado com Suas ações.
Ele demonstrou que quem ama verdadeiramente está atento às necessidades das pessoas e sempre encontra formas de cooperar com quem necessita.
Exemplificou que quem ama o próximo é tolerante com suas faltas, é paciente, abençoa, perdoa e ajuda.
Pensar nos outros requer afastamento do egoísmo, colocando o próximo em primeiro plano.
Quem ama verdadeiramente deseja aos outros felicidade, saúde, paz, realização, enfim, as mesmas coisas que deseja para si mesmo.
Pensar nos outros é ter a responsabilidade de observar se os próprios atos e escolhas não prejudicam, ofendem ou magoam quem nos cerca.
Nossos gestos e palavras podem impactar negativamente as pessoas.
Por isso, antes de dizermos algo ou agirmos, devemos ponderar se o que estamos prestes a fazer poderá prejudicar alguém.
Ao aplicarmos a regra áurea, naturalmente sintonizaremos com o Mestre e mergulharemos nas luzes e bênçãos da Espiritualidade maior, o que nos proporcionará felicidade, a mesma que o menino sentiu quando seguiu o sábio conselho recebido na infância.



                                                                      Redação do Momento Espírita

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