sexta-feira, 9 de maio de 2014

O Poder da Oração


Você tem orado ultimamente?
Você tem o hábito de orar ou só o faz quando a situação é bastante complicada?
Talvez, em momentos de aflição, você tenha descoberto a importância da prece, mas já conseguiu torná-la um hábito em sua vida?
Não desses hábitos que beiram o automatismo, mas desses que praticamos com a consciência de que nos fazem bem e são indispensáveis.
Vale a pena refletir sobre esse grande recurso que temos, conforme as palavras de um Espírito amigo:
A prece é uma aspiração sublime, à qual Deus concedeu um poder tão mágico, que os Espíritos a pedem constantemente.
Orvalho suave, é como um refrigério para o pobre exilado na Terra, e uma disposição fecunda para a alma em prova.
A prece age diretamente sobre o Espírito para o qual é dirigida.
Ela não transforma seus espinhos em rosas, mas modifica sua vida de sofrimentos (nada podendo sobre a vontade imutável de Deus), imprimindo-lhe esse impulso de vontade que levanta a sua coragem, dando-lhe força para lutar contra as provas e dominá-las.
Por esse meio é abreviado o caminho que conduz a Deus e, como efeito maravilhoso, nada pode ser comparado à prece.
Aquele que blasfema contra a prece não passa de Espírito inferior, de tal modo terreno e atrasado que nem mesmo compreende que deve apegar-se a essa tábua de salvação.
Ore, pois a prece é uma palavra descida do céu; é a gota de orvalho no cálice de uma flor; é o sustentáculo do caniço durante a borrasca; é a tábua do pobre náufrago na tempestade; é o abrigo do mendigo e do órfão; é o berço para a criança dormir.
A prece nos liga a Deus pela linguagem, chamando sua atenção para nós.
Orar por nós é amá-lO. Suplicar-Lhe por um irmão é um ato de amor dos mais meritórios.
A prece que vem do coração é a chave dos tesouros das bênçãos. É o administrador que oferece benefícios em nome da misericórdia infinita.
A alma que se eleva para Deus por um desses impulsos sublimes da prece, desprendida de seu envoltório grosseiro, apresenta-se cheia de confiança perante Ele, certa de obter o que pede com humildade.
*   *   *
Reflitaem sua natureza. Conte as suas decepções e seus riscos.Sonde o abismo profundo para onde podem arrastá-loas paixões.
Olhe os que caem em torno de você esentirá a necessidade imperiosa de recorrer à prece. É âncora de salvação que impedirá o esfacelamento do seu navio, tão sacudido pelas tormentas do mundo.
*   *   *
A alma necessita da prece, assim como o corpo necessita de pão.
A oração é o alimento da alma, é o que lhe dá o sustento para o enfrentamento dos desafios inevitáveis dos dias.
A oração é exercício de altruísmo, quando em seus versos estão as súplicas pelas dores alheias.
Tornemos a prece um hábito de higiene espiritual.
Criemos esse momento de diálogo íntimo com nosso Criador.
Nossos dias serão muito mais agradáveis, nossa vida terá mais harmonia, quando mergulharmos realmente nas benesses da oração.
 

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 6 de maio de 2014

Suave Despedida



Sally pulou da cadeira quando viu o cirurgião chegar.
Como está meu filho?

O olhar desolado do cirurgião falou mais alto do que as próprias palavras que pronunciou: Sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Como um desabafo, Sally chorou e ergueu sua voz aos céus: Deus, você não se importa com as crianças? Por que meu filho teve câncer? Onde você estava, quando meu filho precisou de você?

Uma das enfermeiras a acompanhou até onde estava o filho, a fim de que se despedisse. Ela não retiraria o corpo do hospital, porque Jimmy decidira doá-lo para a Universidade, a fim de ser estudado.

Ele insistira: Eu não o usarei depois de morrer e talvez ajude uma criança a desfrutar de um dia mais ao lado de sua mãe.

Ela passou a mão pelos cabelos do filho e a enfermeira cortou uma pequena mecha, colocou numa bolsinha e lhe entregou.

Com o coração aos pedaços, Sally saiu do hospital infantil, depois de ter permanecido ali, com o seu tesouro, nos últimos seis meses.

Foi difícil dirigir de volta para casa. Mais difícil ainda entrar na casa vazia.
Levou a bolsa ao quarto de Jimmy, arrumou os carrinhos de miniatura e todas as demais coisas dele, do jeito que ele gostava.

 Sentou-se na cama e chorou, até dormir, abraçando o seu pequeno travesseiro.

Sonhou que despertou e encontrou, ao lado da cama, uma folha de papel dobrada. Abriu e leu. Era uma carta de seu filho, onde ele escrevera com uma tinta especial:

Querida mãe, sei que deve sentir muito a minha falta. Mas não pense que a esqueci, ou que deixei de amar, só porque não estou aí para dizer que a adoro.

Pensarei em você, mamãe, todos os dias. E, algum dia, voltaremos a nos ver.

Mamãe, se você quiser adotar um menino para não ficar tão sozinha, ele poderá ficar no meu quarto e brincar com todas as minhas coisas.

Se você preferir adotar uma menina, provavelmente ela não gostará das mesmas coisas que os meninos e você terá que lhe comprar bonecas e coisas de meninas.

Não fique triste quando pensar em mim. Estou num lugar grandioso. Meus avós me vieram receber quando cheguei. Mostraram-me um pouco daqui, mas, com certeza, vou levar muito tempo para ver tudo.

Eles me pediram para responder a uma pergunta sua: Onde estava Deus quando eu precisei dEle.  Estava aí mesmo, onde sempre está, com todos os Seus filhos.

Ah! Quase esquecia de dizer. Não sinto mais nenhum desconforto. Estou feliz porque eu já não conseguia suportar tanta dor.
Foi por isso que Deus enviou o anjo da misericórdia para me libertar.

Assinado: Com amor, do seu Jimmy.

*   *   *
Quando Sally despertou, pareceu sentir, no quarto, a presença do filho amado.

A madrugada avançava...

*   *   *
Nunca pensemos na morte como o fim de tudo. Não pensemos que os amados que partem serão tragados pela noite da amargura.

Eles apenas seguem antes. Deixemo-nos abraçar por eles e lhes enviemos nossas vibrações de carinho, para que o grande afeto que nos une seja alimentado todos os dias, enquanto a fronteira do mais além ainda coloca linhas divisórias para o encontro final.

Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Quem Ama


Quem ama, onde estiver,
Serve sem perguntar.

Trabalha o quanto pode
Na construção do bem.

Encontra, em qualquer parte,
Companheiros e irmãos.

Não se isola, convive.
Não reprova, perdoa.

Aprende a se omitir,
Dando valor aos outros.

Quem ama reina sempre,
Porque reina com Deus.


Emmanuel/Chico Xavier

sábado, 3 de maio de 2014

Mãos Fortes e Limpas



Ilumina o coração para que o amor seja o laço do céu, a irmanar-te com todas as criaturas.

Purifica teus olhos para que os males da peregrinação terrestre não te perturbem a mente.

Defende os ouvidos contra as sugestões da ignorância e da sombra, a fim de que a paz interior não te abandone.

Clareia e adoça tua palavra para que o teu verbo não acuse e nem fira, ainda mesmo na hora da consagração da verdade.

Conduze teu pensamento `a grande compreensão do próximo, ajudando os que te cercam, tanto quanto desejes ser por eles auxiliado.

Equilibra teus pés no caminho reto sem te precipitares aos abismos que tantas vezes surgem à margem de nossa vida, induzindo-nos à queda e ao desespero.

E, desse modo, terás contigo o tesouro das mãos fortes e limpas para abençoar e servir, conduzir e curar em nome do Senhor.

Francisco Cândido Xavier - André Luiz


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Sugestão


Nossas emoções, pensamentos e atos são elementos dinâmicos de indução.
Todos exteriorizamos a energia mental, configurando as formas sutis com que influenciamos o próximo, e todos somos afetados por essas mesmas formas, nascidas nos cérebros alheios.
Cada atitude de nossa existência polariza forças naqueles que se nos afinam com o modo de ser, impelindo-os à imitação consciente ou inconsciente.
É que o princípio de repercussão nos comanda a atividade em todos os passos da vida.
A escola é um lar de iniciação para as almas que começam as lides do burilamento intelectual, constituindo, simultaneamente, um centro de reflexos condicionados para milhões de espíritos que reencarnam para readquirir pelo alfabeto o trabalho das próprias conquistas na esfera da inteligência.
Com o auxílio dos múltiplos instrutores que nos guiam da cátedra e da tribuna, pelo livro e pela imprensa, retomamos no mundo a nossa realidade psíquica, determinada pela soma de nossas aquisições emocionais e culturais no passado, com a possibilidade de mais ampla educação da vontade para o devido ajustamento à Vida Superior.
Somos hoje, deste modo, herdeiros positivos dos reflexos de nossas experiências de ontem, com recursos de alterar-lhes a direção para a verdadeira felicidade.
Auxiliando a outrem, sugerimos o auxilio em nosso favor. Suportando com humildade as vicissitudes da senda regenerativa, instilamos paciência e solidariedade, para conosco, em todos aqueles que nos rodeiam.
Ajudando, ajudamo-nos.
Desservindo, desservimo-nos.
Por intermédio da sugestão espontânea, plantamos os reflexos de nossa individualidade, colhendo-lhes os efeitos nas individualidades alheias, como semeamos e obtemos no mundo o cânhamo e o trigo, a cenoura e a batata.
Somos, assim, responsáveis pela nossa ligação com as forças construtivas do bem ou com as forças perturbadoras do mal.

(Emmanuel - Francisco Cândido Xavier)