terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Sabedoria do Mestre


Ele era um sábio. Muito adiante de todos os de Seu tempo, em conhecimentos e experiência, deixou lições imorredouras.
Falava por parábolas, tecendo um colar de pérolas, que deveria ser desfiado, no transcorrer do tempo.
Quão pouco ainda O conhecemos!
Narram as tradições espirituais que, quando se desprendeu a nebulosa terrestre do núcleo central do sistema, Jesus a recebeu em Suas mãos.
E, com zelo, dispôs todos os detalhes, a fim de que, transcorridos milênios, o homem pudesse aportar, com segurança, no planeta que lhe deveria servir de lar e escola.
Deliberou também a formação do seu satélite. A lua seria a âncora do equilíbrio terrestre nos movimentos de translação que o globo efetuaria em torno do sol.
Seria ainda o manancial de forças ordenadoras da estabilidade planetária. O planeta nascente necessitaria da sua luz polarizada, cujo suave magnetismo atua na criação e reprodução de todas as espécies, nos variados reinos da natureza.
Ele dispôs as camadas de ozônio a quarenta e a sessenta metros de altitude da crosta, a fim de que pudessem filtrar devidamente os raios solares.
Definiu as linhas de progresso da Humanidade futura, estabelecendo a harmonia de todas as forças físicas que presidem ao ciclo das atividades planetárias.
Ninguém lhe viu as mãos augustas em todo o processo de preparação do futuro lar dos homens. Por isso, no transcorrer dos milênios, substituíram a Sua providência pela palavra natureza.
Contudo, foi Ele, em nome do Pai Criador, o Divino escultor das formas de vida e das belezas que, até hoje, extasiam o homem.
O homem, que estuda a biodiversidade marinha e descobre sempre novas e surpreendentes formas de vida. Seres estranhos, portadores de luminosidade própria, por viverem em zonas abissais, por exemplo.
O homem, que se dedica ao estudo da botânica e da zoologia, verificando a perfeição de todo o processo da criação, reprodução e manutenção das espécies.
O homem, que pesquisa e descobre, paulatinamente, os benefícios infindáveis oferecidos pela flora. Além da beleza dos matizes, da manutenção da cadeia reprodutora e alimentar, a extraordinária e benéfica ação farmacêutica.
Sim, foi Jesus, o Divino escultor, o Governador do planeta Terra quem, com os operários da espiritualidade, tudo planificou e tudo elaborou.
Ele, que fez a pressão atmosférica adequada ao homem, também estabeleceu os grandes centros de força da ionosfera e da estratosfera.
Pastor de todas as almas que lhe foram confiadas pelo Divino Pai, antecipou em milênios as providências para o estabelecimento da vida física na Terra.
*   *   *
Servindo-nos de tudo que Ele nos dispôs, a nós, homens, cabe o indeclinável dever de zelar pela nossa casa terrestre, não malbaratando os tesouros da vida que Jesus nos ofereceu, desde o princípio.
Especialmente, preservando o meio ambiente em que nos movemos e do qual nos servimos, para a jornada de progresso na presente e nas futuras encarnações.
E, mais do que tudo, ante as convulsões que observamos nos dias presentes, ter a certeza de que Ele, o Excelso Mestre e Condutor dos nossos destinos, vela de forma incansável.
Lembremos: Jesus está no leme da grande nau chamada Terra.

Redação do Momento Espírita,com base no
cap. 1, do livro
A caminho da Luz, pelo
Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco
Cândido Xavier

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Cura e Caridade


Cada vez que nos reportamos aos serviços da cura, é justo pensar nos enfermos, que transcendem o quadro da diagnose comum.
Enxameiam, aflitos, por toda parte, aguardando medicação.
Há os que cambaleiam de fome, a esmolarem doses de alimentação adequada.
Há os que tremem desnudos, requisitando a internação em roupa conveniente.
Há os que caem desalentados, a esperarem pela injeção de bom ânimo.
Há os que arrojaram nos tormentos da culpa, rogando tranquilizantes do esquecimento.
Há os que se conturbam nas trevas da obsessão a pedirem palavras de luz por drágeas de amor.
Há os que choram de saudade nos aposentos do coração, suplicando a bênção do reconforto.
Há os que foram mentalmente mutilados por desenganos terríveis, a suspirarem por recursos de apoio.
E há, ainda, aqueles outros que se envenenaram de egoísmo e frieza, desespero e ignorância, exigindo a terapêutica incessante da desculpa incondicional.

Ajuda, sim, aos doentes do corpo, mas não desprezes os doentes da alma, que caminham na Terra, aparentemente robustos, carregando enfermidades imanifestas
que lhes consomem o pensamento e desfiguram a vida.
Todos podemos ser instrumentos do bem, uns para com os outros.
Não esperes que o companheiro se acame prostrado ou febril para estender-lhe esperança e remédio.
Auxilia-o, hoje mesmo, sem humilhar ou ferir, de vez que a verdadeira caridade, tanto quanto possível é tratamento indolor da necessidade humana.
Os emissários do Cristo curam os nossos males em divino silêncio.
Diante dos outros, procedamos nós igualmente assim.


Emmanuel/Chico Xavier

domingo, 15 de dezembro de 2013

Atravessando o Rio


Dois monges viajavam juntos por um caminho lamacento. Chovia torrencialmente, o que dificultava a caminhada.  A certa altura tinham que atravessar um rio, cuja água lhes dava pela cintura. Na margem, estava uma moça que parecia não saber o que fazer:
- Quero atravessar para o outro lado, mas tenho medo.
Então o monge mais velho carregou a moça às suas costas para a outra margem. Horas depois, o monge mais novo não se conteve e perguntou:
- Nós, monges, não devemos nos aproximar das mulheres, especialmente se forem jovens e atraentes. É perigoso. Por que fez aquilo?
- Eu deixei a moça lá. Você ainda a está carregando?

Autor desconhecido

sábado, 14 de dezembro de 2013

O Fogo que Aqueceu o Menino


Conta-se...
Que o fogo que aqueceu o menino
Ao lado da manjedoura,
Naquela noite inesquecível,
Sentiu-se profundamente honrado em servir, de forma tão especial... Mesmo que por tão pouco tempo.
Conta-se...
Que nem mesmo o fogo foi o mesmo,
Depois da chegada daquele menino.
*   *   *
Talvez a palavra servir ande desgastada.
Ou ainda, vague por aí nas brumas da incompreensão ou do preconceito, como tantas outras.
Falar em servir, falar em servo, remete-nos a sofrimento, a subserviência, a subjugação. E, disso tudo estamos enfadados realmente.
Porém, a palavra servir é uma das mais belas que existe, uma vez que descobrimos seu verdadeiro sentido. E, nada como o Natal para descobrir significados novos, ampliar horizontes, refazer caminhos e compreensões da vida.
Servir é devotar-se a algo, a alguém. Servir é entregar-se a uma causa, a um amor, a um ideal.
Assim, ser servo é ter sentido na vida, é ter noção clara para onde se quer seguir todos os dias.
Servir àfamília, servir ao casamento, servir à profissão, servir à comunidade...
Não se trata de se colocar abaixo, no sentido de se ter menos valor do que... Trata-se de doar-se inteiramente a algo em que se acredita.
Se percebermos bem, em a natureza tudo serve. E mais, serve feliz.
Notemos isso com atenção: na natureza tudo serve com alegria.
Quando encontrarmos, finalmente, nossa vocação maior de servir, servir por completo, descobriremos um caminho seguro para nossa própria felicidade.
Neste Natal, quando recordamos o nascimento do Mestre entre nós, e refletimos sobre tantas coisas, pensemos sobre isso.
Ele, o maior de todos, Espírito puro, foi capaz de dizer: Estou entre vós como quem serve.
Sim, Ele se comportou como grande servidor. Suas lições, Seus exemplos, Sua doação completa foram Sua forma sublime de nos servir, para que conhecêssemos o amor de uma forma nunca antes ensinada.
O espírito do Natal, então, é o espírito de servir, de dar, de dar-se, e não de receber.
Olhe para os lados e pergunte: De que forma posso servir melhor minha família? De que forma posso servir minha comunidade? Como posso ser um bom servidor de meu país?
Cada um de nós pode servir de muitas formas!
Não é necessário ter posses para servir. Servimos com palavras, com habilidades, com nosso tempo, com nosso sorriso, com nossa amizade.
Façamos algo diferente neste Natal, perguntando: De que forma posso servir? De que forma posso servir melhor?
A vida vai nos responder prontamente, pois o trabalho sempre aparece para aqueles que se predispõem a laborar pelo bem.
Dessa forma, estaremos figurando nas fileiras luminosas daqueles que trabalham pelo bem na Terra, daqueles que, incansáveis, vêm sendo os agentes transformadores do planeta.
Juntemo-nos a esses tantos servidores humildes, anônimos, do bem. Juntemo-nos aos servidores do Cristo, prestando-lhe a mais bela homenagem que se pode prestar em Seu aniversário.
 
Conta-se...
Que nem mesmo o fogo foi o mesmo,
Depois da chegada daquele menino.
 

Redação do Momento Espírita, com versos
do poema
O fogo que aqueceu o menino, de
Andrey Cechelero.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Chaplin e o Sorriso


Charles Chaplin foi o artista do sorriso, da docilidade, dos gestos pequenos e da grandeza de coração. Há um texto, de sua autoria, traduzido para o português que diz mais ou menos assim:
Ei, você, sorria!
Mas não se esconda atrás desse sorriso.
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente!
Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos.
Não faça dos defeitos uma distância, e sim uma aproximação.
Aceite a vida, as pessoas. Faça delas a sua razão de viver.
Entenda! Entenda as pessoas que pensam diferente de você. Não as reprove.
Ei! Olhe! Olhe à sua volta quantos amigos!
Você já tornou alguém feliz hoje, ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Ei! Não corra! Para que tanta pressa? Corra apenas para dentro de você.
Sonhe! Mas não prejudique ninguém e não transforme seu sonho em fuga.
Acredite! Espere! Sempre haverá uma saída, sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute! Faça aquilo que gosta. Sinta o que há dentro de você.
Ei! Ouça! Escute o que as outras pessoas têm a dizer. É importante!
Suba! Faça dos obstáculos degraus para aquilo que você acha supremo, mas não esqueça daqueles que nunca conseguem subir a escada da vida.
Ei! Descubra! Descubra aquilo que há de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente. Eu também vou tentar.
Ei, você. Não vá embora. Eu preciso lhe dizer que... gosto de você, simplesmente porque você existe!
*   *   *
O poeta dos sorrisos, o criador de Carlitos, das cenas inesquecíveis de Luzes da ribalta, de O garoto, de O grande ditador, acreditava que a Humanidade precisava sentir mais do que pensar.
Dizia ele: Pensamos em demasia, e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas, precisamos de humanidade.
O homem enigmático, talvez um tanto triste, por trás do personagem cômico, brilhou no mundo do cinema, mas também irradiou muita luz para o mundo dos homens.
Coragem! Não se entregue! Sempre há uma esperança. – Disse ele, levando aos solitários, aos sofredores, um pouco de alento, de confiança, de graça na vida, quem sabe.
Chaplin foi o menino pobre que, passando de orfanato em orfanato, não esquecia o seu dom – o de representar, vindo da herança da mãe, a arte da pantomima.
Foi a criança que cedo viu a mãe acolhida pela insanidade mental, certamente fruto das privações em que ela, Hanna Chaplin, e os filhos, viviam.
Foi o homem que fez o cinema de uma época, o cinema de um século rir das trapalhadas de um certo Carlitos, e com isso trouxe alegria ao mundo.
Ouçamos seus conselhos e jamais deixemos de sorrir, de ter esperança nas pessoas, e em nós mesmos.
Ei, você, sorria! Mas não se esconda atrás desse sorriso.
Mostre aquilo que você é, sem medo.
Existem pessoas que sonham com o seu sorriso, assim como eu. Viva! Tente!
Ame acima de tudo. Ame a tudo e a todos.

Redação do Momento Espírita