quinta-feira, 12 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Para Ser Feliz
Confia em Deus.
Aceita no dever de cada dia a vontade do Senhor para as horas de hoje.
Não fujas da simplicidade.
Conserva a mente interessada no trabalho edificante.
Detém-te no lado bom das pessoas, das situações e das coisas.
Guarda o coração sem ressentimentos.
Cria esperança e otimismo onde estiveres.
Reflete nas necessidades alheias, buscando suprimi-las ou atenuá-las.
Faze todo bem que puderes, em favor dos outros, sem pedir remuneração.
Auxilia muito.
Espera pouco.
Serve sempre.
Espalha a felicidade no caminho alheio, quanto seja possível.
Experimentemos semelhantes conceitos na vida prática e adquiriremos a luminosa ciência de ser feliz.
Emmanuel/Chico Xavier
terça-feira, 10 de abril de 2012
Como educar os filhos?
Narra uma antiga lenda que, certa vez, um rei chamou o homem mais sábio que conhecia para pedir conselhos.
O
soberano se preparava para ser pai e desejava orientações a respeito
da educação de seus filhos, uma vez que sabia da importância de seu
papel como progenitor na vida dos rebentos.
Dize-me,
sábio conselheiro, tu que sempre me ajudaste nas questões mais graves
na regência deste reino: como deve agir um pai para criar bons filhos?
Deve
agir com extrema severidade, a fim de corrigir e dominar os maus
instintos, ou com absoluta benevolência - a fim de manter uma boa
relação e destacar as boas tendências deles?
Ao ouvir essas palavras, o ilustre filósofo manteve-se em silêncio, pensando, pensando...
Passados
alguns instantes de profunda reflexão, chamou um servo e pediu-lhe que
trouxesse dois vasos valiosos de porcelana que decoravam o salão real e
que ele sabia estavam entre os preferidos do rei.
Pediu também um balde com água fervente e outro com água gelada, praticamente congelada.
O rei estava achando aquilo muito estranho. Inclusive, começou a ficar um pouco preocupado com a movimentação das peças que eram parte do seu tesouro pessoal.
Com naturalidade, o sábio ordenou a um servo:
Quero que enchas esses dois vasos com a água que acabas de trazer, sendo um com água fervente e o outro com água gelada!
Preparava-se
o servo obediente para despejar, como lhe fora ordenado, a água
fervente num dos vasos e a gelada no outro, quando o rei, emergindo de
sua estupefação, interveio no caso com energia:
Que
loucura é essa, ó venerável sábio! Queres destruir estas obras
maravilhosas? A água fervente fará, certamente, arrebentar o vaso em que
for colocada. A água gelada fará partir-se o outro!
O sábio, calmamente, então tomou de um dos baldes, misturou a água fervente com a gelada e, com a mistura assim obtida, encheu os dois vasos sem perigo algum.
O poderoso monarca e os venerandos mandarins presentes, observaram, atônitos, a atitude singular do filósofo.
ele, porém, indiferente ao assombro que causava, aproximou-se do soberano e assim falou:
Nossos filhos, ó rei, são como o vaso de porcelana. A postura do pai é como a água.
A água fervente da severidade ou a gelada da excessiva benevolência são igualmente desastrosas para a alma das crianças.
Manda,
pois, a sabedoria e ensina a prudência que haja um perfeito equilíbrio
entre a severidade - com que se pode tolher os maus pendores, corrigir
as falhas - e a generosidade, a docilidade - com que se deve tratar e
cultivar as qualidades.
Antiga Lenda Oriental
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Quanto aos Outros
Se você acredita que possa alcançar a sublimação espiritual sem os outros, decerto ainda não chegou à verdade.
A vida foi criada, à feição de máquina complexa, em que as peças diferenciadas, entre si, guardam função específica.
Não fuja à engrenagem do seu grupo se deseja aperfeiçoar-se e progredir.
Os outros são as áreas destinadas à complementação e melhoria dos seus próprios reflexos.
Através deles, é que você se analisa para observar-se com segurança.
Não intente transformá-los, de imediato, porque qual
ocorre conosco, são espíritos em evolução, caminhando entre dificuldades
e sombras, para o conhecimento superior.
Não exija deles a perfeição que estamos ainda longe de possuir.
Esse nos ensina paciência, aquele a compreensão, aqele
outro o imperativo da bondade, tanto quanto somos pessoalmente para cada
um deles testes vivos nesses mesmos assuntos.
Acredite, sempre que os outros nos apareçam à maneira de problemas, somos para eles outros tantos problemas a resolver.
Diz você que precisa identificar-se com a vida e
descobrir-se para fazer o melhor; entretanto, unicamente pelos outros é
que você se encontra e se realiza para as conquistas supremas da
felicidade e do amor.
Francisco Cândido Xavier. Respostas da Vida. Pelo Espírito André Luiz. IDEAL. Capítulo 9.
domingo, 8 de abril de 2012
Estudando a Felicidade
Observa o que desejas e o que fazes, a fim de que ajuízes, com segurança, sobre a felicidade que procuras.
*
Certifiquemo-nos de que a alegria possui igualmente
diversos níveis e de que nos compete, acima de tudo, cultivar a devoção
aos valores amplos e substanciais que possam sobreviver conosco na Vida
Maior.
*
No mundo, a felicidade varia com a posição das
criaturas e se buscamos o Cristo por nosso mestre é indispensável
saibamos conquistar o nosso estímulo de viver no clima do Sumo Bem.
*
Há pessoas que se contentam com o exclusivo reconforto
de comer, dormir e procriar, guardando assim tão somente a felicidade
que os seres mais simples cultuam nas linhas inferiores da natureza.
*
Vemos espíritos atilados no cálculo que apenas se
comprazem, amontoando ouro ou utilidades, com desvantagem para os
semelhantes, estabelecendo, desse modo, para si mesmos a felicidade dos
loucos.
*
Anotamos companheiros da Humanidade que somente se
rejubilam com a exibição de títulos suntuários, na ordem social ou
econômica, cristalizando-se na vaidade ou no orgulho que lhes facilitam a
espetacular descida para a morte, forjando, dessa maneira, em prejuízo
deles próprios, a felicidade dos tolos.
*
Identificamos irmãos que apenas se honram na crueldade,
sorrindo com o alheio infortúnio e alardeando compaixão que não sentem,
construindo para si mesmos a felicidade dos que se instalam no
purgatório da própria consciência.
*
A felicidade cristã, no entanto, é diferente. Nasce da
alegria que venhamos a semear para os outros, desenvolve-se no bem
infatigável, frondeja no espírito de serviço, floresce na esperança e
frutifica no sacrifício daquele que se oferece para a materialização da
felicidade geral.
*
Não te demores no prazer que hoje te suscita gargalhadas para cerrar-se amanhã em amargosa penitência.
*
Procuremos a felicidade de Jesus, que ainda não está
completamente neste mundo, para que este mundo se levante para a
felicidade perfeita.
*
Para isso, não desdenhes a tua cruz, porque somente
através do desempenho de nossas obrigações na prática do bem é que
encontraremos a nossa verdadeira vitória.
Francisco Cândido Xavier. Dinheiro. Pelo Espírito Emmanuel. IDE. Capítulo 9.
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