sexta-feira, 6 de junho de 2014

Perdão e Liberdade


Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.
E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.
Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...
Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...
Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.
A morte não é libertação pura e simples.
Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.
Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destroem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.
Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.
Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.
Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.
Toda intolerância é violência.
Toda dureza espiritual é crueldade.
Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.
E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.


Emmanuel / Chico Xavier

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cuidando das Pequenas Coisas


Ela foi, sem dúvida, uma das mulheres mais notáveis que o mundo já conheceu.
Nasceu normal mas, aos dezoito meses, teve uma febre infecciosa, provavelmente escarlatina e ficou cega, surda e muda.
No entanto, graças a uma professora, Anne Sullivan, ela se tornou escritora, filósofa, conferencista.
Anne apareceu na vida de Helen Keller quando Helen tinha seis anos.
Ensinou-lhe o alfabeto dos mudos, que soletrava na mão da menina. Ensinou-a ler e escrever em Braille.
Aos dez anos, Helen aprendeu a falar. Cursou a Universidade e formou-se em filosofia, com louvor.
Foi a primeira deficiente visual e auditiva a completar um curso universitário.
Sua professora a acompanhou por cinquenta anos. Na Universidade, soletrava em sua mão as palavras.
Aos vinte anos, Helen escreveu sua obra mais famosa, A história de minha vida, traduzida para cinquenta idiomas e para o Braille.
Dominou os idiomas francês, latim e alemão. Aos vinte e sete anos, fez sua primeira aparição em público, como oradora.
Dedicou-se à defesa dos direitos de mulheres pobres e deficientes.
Nas conferências, ela falava sobre a situação dos cegos, surdos-mudos, chamando a isso um dos pequenos problemas da Humanidade. Havia outros mais graves.
Respondia a perguntas e fazia os ouvintes rirem, descontraídos, com seu senso de humor e suas respostas inesperadas.
Pois esta mulher excepcional, que fez viagens internacionais, proferindo conferências em trinta e cinco países, tinha atenção para coisas pequenas.
Coisas que alguns de nós, talvez, acreditemos que não têm muita importância.
Quando sua professora se casou, levou Helen para morar com ela.
Por muitos anos, não tiveram criada alguma, por falta de recursos.
Helen aprendeu a fazer tudo o que podia, para ajudar a sua professora.
Enquanto Anne levava o marido de carro à estação, para que ele tomasse o trem para o seu trabalho, Helen tirava a mesa.
Depois, lavava a louça, arrumava os quartos.
Mesmo que montanhas de cartas, livros e artigos para escrever a aguardassem, a casa era a casa.
Alguém tinha de fazer as camas, colher flores, catar lenha, pôr o moinho de vento a andar e pará-lo quando a caixa d´água estivesse cheia.
Enfim, tinha em mente essas coisas imperceptíveis que fazem a felicidade da família.
Afirmava ela: Quem gosta de trabalhar sabe como é agradável a gente estar ajudando as pessoas a quem estimamos, nas tarefas diárias de casa.
*   *   *
Quando tantos nos eximimos de tarefas simples, procurando destaque; quando outros alegamos que não podemos perder tempo com coisas pequenas, Helen nos dá o exemplo.
Ela era aplaudida, recebia condecorações, era homenageada, mas, era preciso ajudar nas tarefas do lar.
Com certeza, ela aprendera muito bem a lição evangélica de que quem é fiel nas coisas pequenas, o será sempre nas coisas grandes.
E tudo fazia com alegria e prazer, afirmando: Não peçamos tarefas iguais às nossas forças. Mas forças iguais às nossas tarefas.
 
Você sabia?
 
Você sabia que o Lions Club Internacional declarou, em 1971, que o dia 1º de junho passaria a ser lembrado como o dia de Helen Keller?
E que, nesse dia, os leões do mundo inteiro implementam projetos de serviços relativos à visão?
Tudo em nome de uma menina deficiente visual e auditiva, que cuidava das coisas simples com o mesmo carinho que dedicava às grandes causas que defendia.
 

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 3 de junho de 2014

Livros e Livros


É melhor conhecer poucas coisas, boas e necessárias, do que muitas coisas inúteis e medíocres.

O aforisma é de Léon Tolstói, um dos maiores escritores russos de todos os tempos, e figura em sua obra Pensamentos de homens sábios, de 1904.

Ensinamento de data antiga, mas que sempre será atual e preciso. Nos dias de hoje, podemos dizer que é indispensável para aqueles que desejam uma vida bem orientada.

Outro pensador iluminado, Sêneca, traz uma outra afirmação deveras interessante:

Há um número excessivo de livros que existem apenas para entreter a sua mente. Portanto, leia apenas aqueles livros reconhecidos como bons.

O curioso é que o filósofo Sêneca viveu entre o ano quarto – antes da Era 
Cristã, e o ano sessenta e cinco – depois de Cristo.

Suas ideias já desvendavam o futuro também, por certo, quando teríamos uma infinidade de títulos à nossa disposição.

Vivemos a época das obras literárias descomprometidas, escritas de qualquer forma, escritas por qualquer um.

Títulos e mais títulos enxameiam nas livrarias, querendo conquistar os leitores com seus temas provocantes, com suas capas chamativas, com suas propostas inusitadas.

A literatura transformou-se num grande mercado, e isso trouxe uma nova realidade para o mundo.

Em nome de uma suposta liberdade de expressão, temos tudo que se possa imaginar.

Por isso temos que ter cuidado, muito cuidado, e saber selecionar bem o que lemos.

Existem livros e “livros”. Obras que se dizem apenas entretenimento, e obras que têm propostas mais profundas e belas.

Temos que ser cuidadosos com os modismos, que fazem com que vários autores escrevam sobre uma mesma ideia ao mesmo tempo.

Revelando isso, desvendando aquilo que o outro já explicou etc.

Infelizmente, temos muitos exploradores de temas momentosos, que alardeiam em suas capas que irão trazer novas informações, mas que, em verdade, são apenas reprises com caras novas.

Assim, como a leitura é um grande alimento da alma, temos que escolher muito bem o que irá compor essa nossa alimentação intelectual.

Primar pela qualidade e não pela quantidade faz-se fundamental.

Ler muitos e muitos livros, apenas para ficar atual, ou para dizer que lê n obras por mês, é pura vaidade e perda de tempo.

As obras ricas, os verdadeiros tesouros da literatura, nunca deixam de ser atuais, e podem ser lidas várias vezes, e em cada nova leitura iremos 
encontrar coisas novas.

*   *   *

Procuremos educar nosso hábito de leitura. Procuremos referências seguras e experientes para decidir o que ler.

Obviamente que uma leitura leve, vez ou outra, não nos fará mal.

Mas que tenhamos como peças principais de nossa vida as verdadeiras obras, ricas da arte de escrever, aquelas que têm o poder de fazer pensar, de provocar indagações profundas em seus leitores.

Os grandes livros têm o poder de transformar os homens, através das ideias que lhes inspiram.



Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Meu Lar


Meu lar é um ninho quente, belo e doce, 
Meu generoso e abençoado asilo, 
Onde meu coração vive tranqüilo 
Na sacrossanta paz que Deus me trouxe. 
Meu refúgio sereno de esperança, 
Nele encontro essa luz terna e divina 
Do amor que aperfeiçoa, ampara e ensina 
Minhalma ingênua e frágil de criança. 
O lar é a minha escola mais querida, 
Doce escola em que nunca me confundo, 
Onde aprendo a ser nobre para o mundo 
E a ser alegre e forte para a vida. 

Francisco Cândido Xavier - Espírito João de Deus

domingo, 1 de junho de 2014

Deus Te Ama




Um homem perdera a esperança no amor de Deus.

    Um dia, enquanto andava pelas colinas ao redor da sua cidade, encontrou um camponês que, ao vê-lo aflito, lhe perguntou:

    – Amigo, que cara é essa tristonha que trazes?

    – Sinto-me imensamente sozinho.

    – Mas eu também estou sozinho e sinto-me alegre.

    – Talvez Deus esteja consigo.

    – Adivinhou!

    – Eu, pelo contrário, não sinto a presença de Deus. Não consigo acreditar no seu amor. Como é possível que Ele ame os homens, um a um? 

Como é possível que Ele me ame?

    – Você está vendo lá em baixo a nossa cidade? – perguntou o camponês. Você consegue ver todas as casas? Você está vendo as janelas de todas as casas?

    – Claro que sim!

    – Então não perca a esperança! O sol é um só, mas todas as janelas, mesmo as mais pequenas e escondidas, recebem os seus raios todos os dias, logo de manhã. Acho que se você está triste e sem esperança é porque a sua janela está fechada.


(Conto Árabe)