quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O Naufrágio


Após um naufrágio, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo
e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços para poder ficar boiando.
Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada,
fora de qualquer rota de navegação, e ele agradeceu novamente.
Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um
pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais e,
também para guardar seus poucos pertences, e como sempre agradeceu.
Nos dias seguintes, a cada alimento que conseguia caçar ou colher,
ele agradecia.
No entanto, um dia quando voltava da busca por alimentos,
ele encontrou o seu abrigo em chamas,
envolto em altas nuvens de fumaça.
Terrivelmente desesperado ele se revoltou.
Gritava chorando:
"O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizeste isso comigo?"
Chorou tanto, que adormeceu profundamente cansado.
No dia seguinte bem cedo,
foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.
-"Viemos resgatá-lo", disseram.
-"Como souberam que eu estava aqui?", perguntou ele.
-"Nós vimos o seu sinal de fumaça"!
É comum sentirmo-nos desencorajados e até mesmo desesperados,
quando as coisas vão mal mas, Deus age em nosso benefício,mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Viver Como as Flores


Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre: Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, muitas são indiferentes.
Sinto ódio das mentirosas e sofro com as que caluniam.
Pois viva como as flores, orientou o mestre.
E como é viver como as flores? -  Perguntou o discípulo.
Repare nas flores, falou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem, do adubo malcheiroso, tudo que lhes é útil e saudável... mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo inquietar-se com as próprias imperfeições, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o perturbem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores.

Autor Desconhecido

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Relacionamento Interpessoal



O discípulo abeirou-se do orientador e queixou-se magoado: 

- Instrutor amigo, o pior de tudo em meu aprendizado é adquirir a ciência do relacionamento. Creio estar lutando inutilmente contra a animosidade alheia...  Auxilie-me, por favor. De que modo agir para viver com a intolerância e com o azedume dos outros?

O mentor refletiu, por alguns momentos, e esclareceu:

- Sim, a indagação é justa. Mas para que tenhamos uma resposta clara, é importante considerar que os outros, igualmente, precisam viver contigo...

Emmanuel / Chico Xavier

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Correr Riscos


Na vida, temos que tomar muitas decisões. Algumas fáceis; algumas difíceis.
A maior parte dos erros que cometemos não se devem a decisões erradas.
A maior parte dos erros se devem a indecisões.
Temos que viver com a conseqüência das nossas decisões. E isto é arriscar. Tudo é arriscar.
Rir é correr o risco de parecer um tolo. Chorar, é correr o risco de parecer sentimental.
Abrir-se para alguém é arriscar envolvimento.
Expor os sentimentos é arriscar a expor-se a si mesmo.
Expor suas idéias e sonhos é arriscar-se a perdê-los.
Amar é correr o risco de não ser amado.
Viver é correr o risco de morrer.
Ter esperanças é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de falhar.
Os riscos precisam ser enfrentados, porque o maior fracasso da vida é não arriscar nada.
A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada.
Ela pode evitar o sofrimento e a dor, mas não aprende, não sente, não muda, não cresce ou vive. Presa à sua servidão, ela é uma escrava que teme a liberdade.
Apenas quem arrisca é livre.
O pessimista, queixa-se dos ventos.
O otimista espera que mudem.
O realista, ajusta as velas.


Do livro A Vida por Linhas Certas

domingo, 4 de agosto de 2013

A Borboleta e a Chama


Uma borboleta multicor estava voando na escuridão da noite quando viu, ao longe, uma luz. Imediatamente voou naquela direção e ao se aproximar da chama pôs-se a rodeá-la, olhando-a maravilhada. Como era bonita!
Não satisfeita em admirá-la, a borboleta resolveu fazer o mesmo que fazia com as flores perfumadas. Afastou-se e em seguida voou em direção à chama e passou rente a ela.
Viu-se subitamente caída, estonteada pela luz e muito surpresa por verificar que as pontas de suas asas estavam chamuscadas.
- Que aconteceu comigo? - pensou ela.
Mas não conseguiu entender. Era impossível crer que uma coisa tão bonita quanto a chama pudesse causar-lhe algum mal. E assim, depois de juntar um pouco de forças, sacudiu as asas e levantou voo novamente.
Rodou em círculo e mais uma vez dirigiu-se para a chama, pretendendo pousar sobre ela. E imediatamente caiu, queimada, no óleo que alimentava a brilhante e pequenina chama.
- Maldita luz - murmurou a borboleta agonizante - pensei que ia encontrar em você a felicidade e em vez disso encontrei a morte. Arrependo-me desse tolo desejo, pois compreendi, tarde demais, para minha infelicidade, o quanto você é perigosa.
- Pobre borboleta - respondeu a chama - eu não sou o Sol, como você tolamente pensou. Sou apenas uma luz. E aqueles que não conseguem aproximar-se de mim com cautela são queimados.


Moral da história:
Esta fábula é dedicada àqueles que, como a borboleta, são atraídos pelos prazeres mundanos, ignorando a verdade. Então, quando percebem o que perderam, já é tarde demais.

Do livro A Vida por Linhas Certas