sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sábias Palavras



Seja generoso na prosperidade e grato no infortúnio.

Seja digno de confiança de teu próximo e dirige-lhe um olhar alegre e amável.


Seja um tesouro para o pobre, um conselheiro para o rico;


Responde ao apelo do necessitado e preserva sagrada a tua promessa.


Seja imparcial em teu juízo e cauteloso no que dizes.


A ninguém trates com injustiça e mostra toda humildade a todos os homens.


Seja como uma lâmpada para aqueles que andam nas trevas,


Seja causa de júbilo para o entristecido, um mar para o sequioso,


Um refúgio para o aflito, um apoio e defensor da vítima da opressão.

 
Que a integridade distinga todos os teus atos.


Seja um lar para o estranho, um bálsamo para quem sofre,


Uma torre de força para o fugitivo.


Para o cego deves tu ser olhos, e


Para os pés dos errantes, uma luz que guie.




 Oração BaHai pela paz

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Violência e Paz


     
           Toda vez que assistimos os noticiários da TV, que lemos revistas e jornais, ficamos inquietos com a onda de violência que invade o mundo.

        Por recear os violentos, deixamos de sair à rua. Pensamos que ficando em casa ficaremos livres das investidas dos maus.

        Verdadeiramente, a solução é confiar em Deus e buscar manter ou conquistar a paz. Essa paz tão almejada por todos nós.

        A paz, que caminha com o amor, tem a capacidade de transformar a violência em docilidade, por mais difícil que isso possa parecer.

        Lembramo-nos de muitos exemplos. Do lobo que Francisco de Assis amansou. Da vitória da não-violência de Gandhi.

        Tanto quanto de centenas e centenas de corações anônimos que trabalham em silêncio pela paz da Humanidade, pacificando os que se encontram mais próximos.

        Essa doce e silenciosa influência bem está ilustrada num fato ocorrido durante a Guerra do Vietnã e que foi narrada por um soldado norte-americano.

        Conta ele que, junto com outros companheiros, estavam escondidos numa plantação de arroz. Assim também ali se escondiam vietcongues.

        E passaram a travar um acirrado tiroteio. De repente, por um estreito caminho que dividia um campo do outro, surgiu uma fila de seis monges, andando na mais perfeita paz, tranqüilos e equilibrados, seguindo bem em direção à linha de fogo.

        Todos eles olhavam para a frente, de forma serena, como se não houvesse perigo algum.

        Naquele momento, algo estranho aconteceu com os soldados de ambos os lados. Ninguém sentiu vontade de atirar enquanto os monges passavam.

        E depois que eles saíram da linha de fogo, o calor da luta havia desaparecido. Naquele dia, ao menos, todos eles desistiram do combate.
*   *   *
        Quando conseguirmos manter a paz inalterável, haveremos de nos sentir muito bem.

        Em nosso planeta se espalhará um odor de calma, um desinteresse pelas ações violentas. Haverá uma vontade de mudar e buscar outros valores.

        Em cada um haverá a recordação da inocência infantil e o amor brotará nas criaturas de forma espontânea.

        Certamente, até chegarmos lá, ainda teremos que conviver com a violência.

        Assim foi com Gandhi, que encontrou um jovem que lhe atirou em pleno peito, fanando-lhe a vida. Assim foi com Jesus, que sofreu a penalidade da crucificação.

        Mas, da mesma forma que eles permaneceram imperturbáveis na sua paz, influenciando-nos a pensar na paz, a desejá-la e conservá-la, assim nos devemos portar.

        É como se pudéssemos tornar a ouvir, repetidas vezes, a voz do Rabi Galileu a entoar o seu poema:

        E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo... Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.
*   *   *
        Sejam os teus atos um reflexo da tua paz, que deves cultivar com os esforços de todo dia e os investimentos de toda hora.


Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Efetivamente



Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.
Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas.
Ajudar não é importante. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.
Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.
Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.
Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.
Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

(André Luiz, de "Agenda Cristã", de Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Suba Mais Alto



Não lhe fira a calúnia. Viva de modo que ninguém possa acreditar no caluniador.
Não se atrase, em face da perturbação. Siga seu caminho, atendendo aos objetivos superiores da vida, porque os perturbadores são inumeráveis.
Não lhe doa a acusação indébita. Você pode realizar muitos planos valiosos, em contraposição aos acusadores gratuitos.
Não se incomode pela desconfiança descabida. Em qualquer lugar, você pode empregar a boa consciência no serviço honesto.
Não desanime, em razão da crítica. Se a censura é serviço cabível a qualquer um, a realização elevada é obra de poucos.
Não se aborreça em virtude de pareceres desfavoráveis. Se você permanece consagrado ao bem, a aprovação da própria consciência prepondera acima de qualquer opinião por mais respeitável que seja.

(André Luiz, de "Agenda Cristã", de Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Valor das Coisas



Era uma vez um homem que tinha muitos pés de romãs em seu pomar.
 
Por muitos outonos ele colocava suas romãs em bandejas de prata, do lado de fora de sua casa, e em cima punha cartazes com os seguintes dizeres:
 
Apanhe uma, de graça. Seja bem-vindo.
 
As pessoas passavam, olhavam, mas nenhuma delas apanhava uma fruta.
 
Então, depois de muitos outonos, o homem refletiu e tomou uma decisão. No próximo outono ele não pôs as romãs em bandeja de prata fora de sua residência. Pôs apenas um cartaz bem alto que dizia:
 
Temos aqui as melhores romãs da terra, mas as vendemos por um valor maior que quaisquer outras romãs.
 
Qual não foi sua surpresa quando todos os homens e mulheres da vizinhança vieram correndo comprar.
 
* * *
 
Essa pequena parábola de Khalil Gibran, embora pareça simples, nos traz lições valiosas.
 
Nos dias atuais há pessoas que, a exemplo daquele povo, desprezam as coisas simples ou que são de graça e passam a valorizá-las quando têm que pagar alto preço por elas.
 
É um conceito equivocado de que o que é de graça ou muito barato, não presta.
 
Se ouvimos o anúncio de um espetáculo qualquer, um concerto, uma peça teatral, cuja entrada seja franca, logo pensamos que não vale a pena assistir.
 
Se é o convite para uma palestra em que não se cobrará ingresso, logo imaginamos que não pode ser coisa boa.
 
Mas, se ao contrário, ouvimos a chamada para uma palestra de um profissional qualquer, cujo ingresso custará um alto valor, ficamos logo entusiasmados e pensamos que vai ser muito boa.
 
O que costumamos fazer, nesses casos, é julgar o valor das coisas pelo seu preço, o que nem sempre é uma realidade.
 
O verdadeiro afeto de um amigo, por exemplo, não é cobrado. E muitas vezes nós não o valorizamos tanto quanto valorizamos um cliente, que significa para nós um investimento financeiro.
 
O carinho de uma mãe não nos custa nada, mas é mais valioso que qualquer bem da Terra.
 
Há muitas coisas que nos chegam de graça, mas são de valor inestimável. Talvez seja por isso que não tenham preço em moeda.
 
O ar que respiramos nos chega gratuitamente, e sem ele não viveríamos.
 
A água que nos sustenta a vida, Deus nos dá de graça.
 
O perfume que as flores espalham, não nos custa nenhum centavo.
 
O sol que nos aquece e ilumina, jamais nos foi cobrado.
 
E o maior palestrante, professor, pedagogo, psicoterapeuta, médico e amigo da Humanidade que a Terra conheceu, nunca cobrou um único centavo por Seus ensinamentos, e foram dos mais valiosos que se tem notícias.
 
E é possível que, se Jesus fosse proferir o Sermão da Montanha em nossa cidade, no dia de hoje, com entrada franca, pouca gente compareceria.
 
* * *
 
É importante que passemos a ver as coisas pelo seu real valor e pela importância que pode representar em nossas vidas.
 
Há coisas que custam muito e nada acrescentam na nossa economia moral.
 
E há outras que não custam nenhuma moeda, mas que são de alta valia para nosso bem-estar físico e mental.
 
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita.