quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Agentes do Contra



Meu amigo,
A lembrança amarga não consertará o passado; 
a tristeza não lhe trará luz ao pensamento; 
o desânimo não tem condições de prestar auxílio; 
o azedume não pacifica o mundo íntimo; 
a revolta não lhe fará ver o caminho justo; 
a crítica é fator de mais solidão; 
a irritação é a companheira do fracasso; 
a intolerância afasta a simpatia; 
o ressentimento é veneno em você mesmo; 
a condenação é treva que se espalha...
Evitemos esses agentes do contra e procuremos trabalhar, 
na certeza de que, servindo, encontraremos a bênção da alegria 
por nosso clima permanente de luz.

(André Luiz, Respostas da Vida, Francisco C. Xavier)

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pensar



O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Em qualquer tempo, é muito importante não nos esquecermos disso. A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.
A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente... Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos. Imagine a sua existência como deseja que deva ser e, trabalhando nessa linha de ideias, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.
As leis do destino trarão de volta a você tudo aquilo que você pense. Nesta verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem, quanto ao mal.
Observe e verificará que você mesmo atraiu para o seu campo de influência tudo o que você possui e tudo aquilo que faz parte do seu dia-a-dia.


(André Luiz, Respostas da Vida, Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Entendendo Deus



Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.

Às vezes, usa a raiva para que possamos
compreender o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço, para que possamos
compreender o valor do despertar.

Outras vezes usa a doença, quando quer
nos mostrar a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.

Às vezes, usa a terra, para que possamos
compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte, quando quer
nos mostrar a importância da vida.

(Paulo Coelho)


domingo, 7 de outubro de 2012

É Possível Ser Bom



Há no mundo pessoas cuja bondade causa encantamento geral.
São exemplos: madre Teresa de Calcutá, irmã Dulce, Francisco Cândido Xavier, dentre outros.
Não há nada como a grandeza alheia para fazer a criatura perceber a própria pequenez.
Assim, o altruísmo dessas grandes almas torna as pessoas conscientes da necessidade de burilarem o próprio caráter.
Ao mesmo tempo, exemplos de virtudes tão transcendentes parecem demasiado longínquos às criaturas comuns.
Realmente, ninguém vira missionário do amor de um momento para outro.
Ocorre que o bem possui infinitas formas.
Não é necessário ser sublime para ser bom.
As virtudes são conquistas graduais do espírito, que lentamente as incorpora em seu modo de ser.
A criatura aprende a amar em um círculo restrito, composto de familiares e amigos.
Paulatinamente, ela expande o sentimento, que por fim abarca a humanidade toda.
Jesus é o perfeito exemplo do amor universal.
Malgrado as fissuras morais que ainda caracterizam a humanidade, ele nos ama profundamente.
Ainda estamos muito longe de tão sublime sentimento.
Mas em algum momento é preciso que nos decidamos pelo bem.
A vaidade faz com que o homem vincule a idéia de virtude a atos retumbantes.
Ele imagina que somente assim todos perceberiam o seu valor e o admirariam.
Nessa ótica, pequenas coisas não teriam qualquer valor.
Mas é a soma de diminutos esforços que conduz a um grande resultado.
Ademais, a felicidade, que constitui a meta real da humanidade, não se identifica com a aclamação pública.
Esse sentimento de plenitude relaciona-se com a paz de quem possui a consciência tranqüila.
Ante a exortação do cristo: “amai-vos”, torna-se evidente nosso dever de colaboração mútua.
Somente quem procura auxiliar o progresso geral realiza sua missão na terra.
E não há como viver em paz traindo o próprio destino.
Na verdade, todos no mundo têm oportunidade de ser úteis.
Apenas o egoísmo impede a prática do bem.
Talvez ainda não tenhamos estofo moral para atos de genuíno desprendimento.
Quiçá, dedicar a vida ao bem coletivo ainda não esteja ao nosso alcance.
Mas podemos fazer o bem em nosso restrito círculo de atuação.
Embora certas atitudes sejam singelas, elas constituem os primeiros passos na direção ao sumo bem.
Por exemplo, ser bom pai, filho ou irmão.
Não é preciso ostentar virtudes angelicais para tratar bem os subordinados, para ser um bom profissional.
A gentileza com o próximo, qualquer que seja a sua situação, não demanda grande esforço.
Ser pontual, honesto e confiável também nada tem de excepcional.
Contudo, tais características são preciosas na vida em sociedade.
Imagine-se um ambiente composto exclusivamente de seres gentis, íntegros e cumpridores de seus deveres.
Não é difícil conceber o quão prazeroso seria viver nele.
O clima psíquico da terra compõe-se da vibração de todas as pessoas que a ela se vinculam.
Está em nossas mãos colaborar para que nosso planeta gradualmente se converta em um paraíso.
Para tal, não são necessários atos grandiosos.
Basta fazermos o bem na medida de nossas possibilidades.
Pensemos nisso. 


 Redação do Momento Espírita.

sábado, 6 de outubro de 2012

Abnegação



Não te despreocupes da abnegação dentro da própria vida, a fim de que possas auxiliar as vidas que te rodeiam.
 Supérfluo que nos enfeita é carência que aflige os outros.
 O grande egoísmo da Humanidade é a soma dos pequenos egoísmos de cada um de nós...
 Sofrer por obrigação é resgate humano, mas sofrer para que outros não sofram é renúncia divina.
Ninguém sabe se existe virtude nos prisioneiros da expiação; entretanto, a virtude mostra-se viva em todo aquele que, podendo acolher-se ao bem próprio, procura, acima de tudo, o bem para todos.
 Se podes exigir e não exiges, se podes pedir e não pedes, se podes complicar e não complicas, se podes parar de servir e prossegues servindo, estarás conquistando o justo merecimento.
 Não vale, pois, reclamar a abnegação dos outros para a melhoria do mundo, porque o próprio Cristo nos ensinou, à força de exemplos, que a melhoria do mundo começa de nós.


(Emmanuel/Francisco Cândido Xavier)