sábado, 30 de novembro de 2013

Reforma Íntima



Desenvolva a parte humana de seu ser.

Não viva apenas na parte vegetal ou animal, por meio do instinto.

Desenvolva a parte humana de seu ser.

Procure conhecer a Verdade de sua origem e de seu destino, utilizando seu pensamento para 
conhecer a si mesmo cada vez mais.

Por menos cultura que você possua, você tem uma inteligência, com
capacidade para raciocinar e pensar.


C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Erga-se



A cada um de nós compete uma tarefa especifica
na difusão do bem.
Erga-se, para trabalhar, porque as 
tarefas são muitas e importantes, 
e poucos são os que têm consciência delas.
Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo.
Estenda seus braços eficientes no 
cultivo do Bem, para que, quando os
recolher, os traga cheios dos frutos 
abençoados da felicidade e do amor.


C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ajude Sempre



Ajude, mesmo conversando!
Uma boa palavra, um sorriso de incentivo, 
um pensamento construtor
são, muitas vezes, o ponto de partida para 
uma grande vitória daqueles
que nos cercam.
Se observar tristeza ou preocupação, procure ajudar.
Se não puder agir, fale.
Se não puder falar, ao menos pense firmemente, 
desejando a felicidade
e esta atingirá seu objetivo.
Mas, ajude sempre!

C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Deus



Deus está dentro de nós em todas as circunstâncias da vida.
Quer você esteja praticando uma boa ação, quer esteja agindo errado,
Deus está dentro de você.
Quer você sinta felicidade, quer esteja abalado pelo sofrimento,
Deus está dentro de você.
Procure não esquecer esta verdade, em nenhum momento de sua vida: DEUS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!

C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cuidado com as Palavras



Policie suas palavras.
Evite termos impróprios e anedotas pesadas.
Lembre-se de que tudo o que dizemos permanece em nossa atmosfera
mental, atraindo aqueles que pensam da mesma forma, e que passarão a
formar o círculo comum em redor de nós.
Não ofenda com palavras baixas os anjos de Deus, que se afastarão de você horrorizados.
A boa educação se manifesta também através das palavras que partem de nós.



C. Torres Pastorino - Minutos de Sabedoria

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Impossível Atravessar a Vida


Impossível atravessar a vida …
sem que um trabalho saia mal feito,
 sem que uma amizade cause decepção,
 sem padecer com alguma doença,
 sem que um amor nos abandone,
 sem que ninguém da família morra,
 sem que a gente se engane em um negócio.

Esse é o custo de viver.
 O importante não é o que acontece, mas, como você reage.

Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.
 Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
 Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
 Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
 Cresce quando abre caminho, assimila experiências…
e semeia raízes….

Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários.

Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação,
 sensível por temperamento…
E humano por nascimento...

Autor desconhecido

domingo, 24 de novembro de 2013

Uma Lição


Um famoso palestrante começou um seminário segurando uma nota de 20 dólares.
Numa sala, com 200 pessoas, ele perguntou:
– Quem quer esta nota de 20 dólares?”
Mãos começaram a se erguer. Ele disse:
– Eu darei esta nota a um de vocês, mas, primeiro, deixem-me fazer isto!
Então ele amassou a nota. E perguntou, outra vez:
– Quem ainda quer esta nota?
As mãos continuaram erguidas.
– Bom – ele disse – e se eu fizer isto?
E ele deixou a nota cair no chão e começou a pisá-la e esfregá-la. Depois pegou a nota, agora imunda e amassada, e perguntou:
– E agora? Quem ainda quer esta nota?
Todas as mãos permaneceram erguidas.
– Meus amigos, vocês todos devem aprender esta lição: Não importa o que eu faça com o dinheiro, vocês ainda irão querer esta cédula, porque ela não perde o valor. Ela ainda valerá 20 dólares.
Essa situação também se dá conosco. Muitas vezes, em nossas vidas, somos amassados, pisoteados e ficamos sujos, por decisões que tomamos e/ou pelas circunstâncias que vêm em nossos caminhos. E assim, ficamos nos sentindo desvalorizados, sem importância. Porém, creiam, não importa o que aconteceu ou o que acontecerá, jamais perderemos o nosso valor ante o Universo. Quer estejamos sujos, quer estejamos limpos, quer amassados ou inteiros, nada disso altera a importância que temos. A nossa valia. O preço de nossas vidas não é pelo que fazemos ou sabemos, mas pelo que SOMOS! Somos especiais….
VOCÊ é especial. Muito especial…. Jamais se esqueça disso!

Autor desconhecido

sábado, 23 de novembro de 2013

Como Mudar o Mundo



Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.

Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali, atrapalhando-o. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar uma maneira de entretê-lo no laboratório. Foi, então, que reparou num mapa do mundo que estava na página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao filho:

- Filho, você vai me ajudar a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E você vai arrumá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando você terminar, me chame, ok?

O cientista estava convencido que a criança levaria dias para resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:

- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!

O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.

- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que, do outro lado da página, havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem; virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo. 

Autor desconhecido

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Se Abstenha


Se abstenha de fixar as deficiências do companheiro e procura destacar-lhe as qualidades nobres, nas quais se caracterizem de alguma forma.
Examina o bem, louva o bem e estende o bem quanto puderes.
A paz pode passar a residir hoje mesmo em nosso campo íntimo. Basta lhe ofereçamos o refúgio da compreensão e isso depende unicamente de nós.
Se te encontras na condição de peça na engrenagem de hoje, a que se acolhem tantas criaturas aflitas, não te entregues ao luxo do desânimo e, sim, trabalha servindo sempre. É preciso aprender a suportar os revezes do mundo, sem perder a própria segurança.
Haja o que houver, trabalha na edificação do bem e segue adiante.
Dor, na maioria das vezes, é o tributo que se paga ao aperfeiçoamento espiritual.
Dificuldade mede eficiência.
Ofensa avalia a compreensão.
A própria morte é nova forma de vida.
Resiste aos movimentos que tendam a desfibrar-te a coragem e mantém-te de pé na tarefa a que a vida te buscou.
Recorda que tudo se altera para o bem.

Emmanuel / Chico Xavier

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Clube dos 99


                              Era uma vez um rei muito rico.
                              Tinha tudo. Dinheiro, poder, conforto,
                              centenas de súditos.
                              Ainda assim não era feliz.
                              Um dia, cruzou com um de seus criados, que
                              assobiava alegremente enquanto esfregava o
                              chão com uma vassoura. Ficou intrigado. Como
                              ele, um soberano supremo do reino, poderia
                              andar tão cabisbaixo enquanto um humilde
                              servente parecia desfrutar de tanto prazer?
                              - “Por que você está tão feliz?”, perguntou o
                              rei.
                              - “Majestade, sou apenas um serviçal. Não
                              necessito muito. Tenho um teto para abrigar
                              minha família e uma comida quente para
                              aquecer nossas barrigas”.
                              O rei não conseguia entender. Chamou então o
                              conselheiro do reino, a pessoa em que mais
                              confiava.
                              - “Majestade, creio que o servente não faça
                              parte do Clube 99″
                              - “Clube 99? O que é isso?”
                              - “Majestade, para compreender o que é o
                              Clube 99, ordene que seja deixado um saco com
                              99 moedas de ouro na porta da casa do
                              servente”.
                              E assim foi feito.
                              Quando o pobre criado encontrou o saco de
                              moedas na sua porta, ficou radiante. Não
                              podia acreditar em tamanha sorte. Nem em
                              sonhos tinha visto tanto dinheiro.
                              Esparramou as moedas na mesa e começou a
                              contá-las.
                              -”…96, 97, 98… 99.”
                              Achou estranho ter 99. Achou que poderia ter
                              derrubado uma, talvez. Provavelmente eram
                              100. Mas não encontrou nada. Eram 99 mesmo.
                              Por algum motivo, aquela moeda que faltava
                              ganhou uma súbita importância.
                              Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só,
                              ele completaria 100.
                              Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de
                              verdade.
                              Ficou obcecado por completar seu recente
                              patrimônio com a moeda que faltava.
                              Decidiu que faria o que fosse preciso para
                              conseguir mais uma moeda de ouro. Trabalharia
                              dia e noite. Afinal, estava muito muito muito
                              perto de ter uma fortuna de 100 moedas de
                              ouro. Seria um homem rico, com 100 moedas de
                              ouro.
                              Daquele dia em diante, a vida do servente
                              mudou.
                              Passava o tempo todo pensando em como ganhar
                              uma moeda de ouro. Estava sempre cansado e
                              resmungando pelos cantos. Tinha pouca
                              paciência com a família que não entendia o
                              que era preciso para conseguir a centésima
                              moeda de ouro. Parou de assobiar enquanto
                              varria chão.
                              O rei percebeu essa mudança súbita de
                              comportamento e chamou seu conselheiro.
                              - “Majestade, agora o servente faz,
                              oficialmente, parte do Clube 99″.
                              E continuou:
                              - “O Clube 99 é formado por pessoas que têm o
                              suficiente para serem felizes, mas mesmo
                              assim não estão satisfeitas. Estão
                              constantemente correndo atrás desse 1 que
                              lhes falta. Vivem repetindo que se tiverem
                              apenas essa última e pequena coisa que lhes
                              falta, aí sim poderão ser felizes de verdade.
                              Majestade, na realidade é preciso muito pouco
                              para ser feliz. Porém, no momento em que
                              ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente
                              surge a sensação que poderíamos ter mais. Com
                              um pouco mais, acreditamos que haveria de
                              fato, uma grande mudança. Só um pouco mais.
                              Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e
                              machucamos as pessoas que estão a nossa
                              volta. E o pouco mais, sempre vira… um pouco
                              mais. O pouco mais é o preço do nosso
                              desejo.”
                              E concluiu:
                              “Isso, majestade… é o Clube dos 99"


Autor desconhecido.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Visão da Alma


Para quem da vida apenas vê o lado material, a sofreguidão pela conquista dos bens terrenos e a inquietação ante os problemas constituem razões prioritárias.

Colocando na morte o termo da vida, todas as cogitações transitam no círculo estreito dos interesses imediatos, sem encontrar motivação para mais amplos e audaciosos vôos do pensamento.

Em decorrência, os interesses giram no estreito espaço das paixões dissolventes e inquietantes.

Todas são questões de efêmera duração, pela própria conjuntura em que se situam.

A dor, os problemas, em tais casos se apresentam como desgraças.

Os caprichos não atendidos e os desejos não supridos tornam-se razão de desdita e loucura.

É muito diminuta a visão da vida sob a colocação da realidade corporal.

Quando o homem considera a vida uma oportunidade valiosa de crescimento moral e de conquista dos valores eternos, bem diversas são as colocações filosóficas em que se movimenta.

Os sofrimentos adquirem um significado próprio dos quais retira valiosos recursos de paz e temperança para uma vivência útil.

O fardo dos problemas se dilui ante uma atitude correta de considerar as dificuldades e sublevá-las, solucionando cada uma conforme esta se apresente.

Advém, então, um natural desapego aos bens físicos, por entender quão transitória é a posse e como varia de mãos em breve tempo...

Um sentimento de solidariedade espontânea toma corpo nas atitudes, propiciando alegria de servir e, ao mesmo tempo, dilatando os objetivos do existir.

Evite impressionares-te em excesso com as posições breves da pobreza e da fortuna, da saúde e da enfermidade, da juventude e da velhice...

Considera a vida sob o ponto de vista global - no corpo e fora dele -, assim adquirindo harmonia íntima e real visão das suas finalidades.

Atribui a cada fato, acontecimento, questão, o valor que realmente mereça, tendo em vista a curta duração do corpo e a destinação do Espírito.

Descobrirás, então, como agir e superar os limites, seguindo, tranquilo, na direção do destino ideal.


Joanna de Ângelis / Divaldo P. Franco

terça-feira, 19 de novembro de 2013

De Passagem



Um viajante chegou a uma humilde cabana, onde se dirigiu pedindo água e pousada. Quando chegou, foi recebido por um monge que lhe ofereceu acolhimento. Ao reparar na simplicidade da casa e, sobretudo, na ausência de mobília, curioso indagou:

- Onde estão os teus móveis?

- Onde estão os teus? – devolveu o monge.

- Estou aqui só de passagem – respondeu o andarilho


- Eu também…

Autor Desconhecido

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Chama da Alma


Havia um rei que, apesar de ser muito rico, tinha a fama de ser um grande doador, desapegado de sua riqueza. De uma forma bastante estranha, quanto mais ele doava ao seu povo, auxiliando-o, mais os cofres do seu fabuloso palácio se enchiam.
Um dia, um sábio que estava passando por muitas dificuldades, procurou o rei. Ele queria descobrir qual era o segredo daquele monarca.
Como sábio, ele pensava e não conseguia entender como é que o rei, que não estudava as sagradas escrituras, nem levava uma vida de penitência e renúncia, ao contrário, vivia rodeado de luxo e riquezas, podia não se contaminar com tantas coisas materiais.
Afinal, ele, como sábio, havia renunciado a todos os bens da Terra, vivia meditando e estudando e, contudo, se reconhecia com muitas dificuldades na alma. Sentia-se em tormenta. E o rei era virtuoso. E amado por todos.
Ao chegar em frente ao monarca, perguntou-lhe qual era o segredo de viver daquela forma. Sua majestade lhe respondeu:
Acenda uma lamparina e passe por todas as dependências do palácio e você descobrirá qual é o meu segredo. Porém, há uma condição. Se você deixar que a chama da lamparina se apague, cairá morto no mesmo instante.
O sábio tomou de uma lamparina, acendeu e começou a visitar todas as salas do palácio. Duas horas depois voltou à presença do rei, que lhe perguntou:
Você conseguiu ver todas as minhas riquezas?
O sábio, que ainda estava tremendo, por conta da experiência, porque temia perder a vida se a chama apagasse, respondeu:
Majestade, não vi absolutamente nada. Estava tão preocupado em manter acesa a chama da lamparina que só fui passando pelas salas, e não notei nada.
Com o olhar cheio de misericórdia, o rei contou o seu segredo:
Pois é assim que eu vivo. Tenho toda minha atenção voltada para manter acesa a chama da minha alma que, embora tenha tantas riquezas, elas não me afetam. Tenho a consciência de que sou eu que preciso iluminar meu mundo com minha presença e não o contrário.
*   *   *
O sábio representa, na história, as pessoas insatisfeitas, aquelas que dizem que nada lhes sai bem. Vivem irritadas e afirmam ter raiva da vida.
O rei representa as criaturas tranquilas, ajustadas, confiantes. Criaturas     que são candidatas ao triunfo nas atividades a que se dedicam. São sempre agradáveis, sociáveis e estimuladoras.
Quando se tornam líderes são criativas, dignas e enriquecedoras.
Desse último grupo fazem parte os que promovem o desenvolvimento da sociedade, os gênios criadores e os grandes garimpadores da verdade.
*   *   *
Com ligeiras variações, é sempre o lar que responde pela felicidade ou a desgraça da criatura. É o lar que gera as criaturas de bem ou os candidatos à perturbação.
É na infância que o Espírito encarnado plasma a sua escala de valores que lhe orientará a vida.
Por tudo isso, o carinho na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito que merece a criança, são fundamentais para a formação de homens saudáveis, ricos de beleza, de bondade, de amor, que influenciam positivamente a sociedade onde vivem.
Em nossas mãos, na qualidade de pais, repousa a grande decisão: como desejamos que sejam os nossos filhos: tranquilos como o rei ou atormentados como o sábio?

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3, do livro Momentos de consciência, pelo Espírito Joanna de Ângelis/Divaldo Pereira Franco

domingo, 17 de novembro de 2013

A Coragem de Enfrentar Seus Medos


Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.
Então ele começou a temer os caçadores.
A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
- Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente e enfrentar as adversidades, vencendo-os…

Autor desconhecido

sábado, 16 de novembro de 2013

Convite à Pureza


"Bem-aventurados os que têm puro o coração, por que verão a Deus." (Mateus: capítulo 5º, versículo 8.)

Não importa quem foste, o que fizeste, quais os teus equívocos e erros.
O peso dos desregramentos constitui já punição para aqueles que o conduzem.
A condição de devedor representa marca indelével impressa na consciência a surgir hoje eu depois, não permanecendo, porém, oculta, por mais se deseje ignorá-la.
Face a isso, compreensível recomeçar com ardente desejo de aproveitar o capital do tempo no comércio da oportunidade, como investimento de bênção pela própria redenção.
Todos guardamos cicatrizes decorrentes de feridas morais, quando não as trazemos ainda purulentas sob disfarces bem cuidados.
Ninguém avança pelo caminho do progresso moral sem o contributo das experiências que decorrem do sofrimento, das lições dos erros, das matrizes muitas vezes dolorosas da criminalidade...
Pureza, portanto, hoje.
Mais do que aparência, legítima constituição íntima de propósitos materializando atos renovadores. Pureza na ação e no pensamento.
Há conspiração generalizada contra o estado de inocência que não significa ignorância do mal, porém superação dele.
Toda comunicação atual vazada na técnica corruptora se estriba nas torpezas morais, reduzindo o homem aos feixes dos instintos grosseiros e às sensações animalizantes, em detrimento dos dínamos poderosos da razão e da emoção superior..
Todavia, mediante o culto vigoroso do Evangelho, faz-se imperioso o retorno à pureza para a conquista da paz.
Maria de Magdala, embora os equívocos sucessivos, após conhecer Jesus passou a cultivar a pureza e tornou-se um símbolo da vitória da razão sobre a paixão.
Saulo fanatizado, depois de ações cruéis, sintonizou com o Cristo e se purificou mediante a auto-doação total, ampliando na Terra os horizontes do Cristianismo.
Ninguém te exigirá documentação sobre o passado próximo. Reinicia, agora, o teu programa de pureza e considera o conceito sublime do Mestre, no Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os que têm puro o coração, porque verão a Deus", deixando-te comover e conduzir pela pureza a fim de haurires plenitude de paz.

Divaldo Pereira Franco. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ensinamento


O Instrutor desdobrando a aula que ministrava aos aprendizes atentos esclareceu, conciso:
- Os homens são professores uns dos outros.
Cada um leciona a matéria que lhe constitui o elemento de trabalho.
Assim vejamos:
O alfaiate, a costura;
O sapateiro, o calçado;
O tecelão; a indústria do fio;
O ourives, a fabricação de jóias;
O pastor, a condução do rebanho;
O horticultor, a produção de verdura;
O carpinteiro, a arte de trabalhar a madeira;
Ante a pausa do professor, o aluno José Guedes perguntou:
- Professor; e o embriagado também ensina?
- Como não? - respondeu o Instrutor.
- Que é que um bêbado ensina? - insistiu o aprendiz.
E o professor idoso e experiente concluiu:
- Um alcoólatra ensina o que devemos evitar....


Emmanuel / Chico Xavier

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um Companheiro Incomparável


Para muitas criaturas humanas, Deus ainda é alguém a ser descoberto. Alguns dizem crer nEle mas, não sabem exatamente como isso lhes possa melhorar a qualidade de vida.
Outros simplesmente afirmam crer na Sua existência como algo distante, ou Alguém que fica observando o que se passa no Universo, como um mero espectador.
Inserir Deus no contexto da própria vida é algo que exige reflexão e entendimento. Por isso, alguém que começou a se deixar penetrar pela ideia desse Pai amorável, justo e bom, escreveu um dia:
Em princípio, eu via Deus como um observador, um juiz que não perdia de vista as coisas erradas que eu fazia. Desse modo, quando eu morresse, Ele saberia se eu mereceria ir para o céu ou para o inferno.
Ele estava sempre lá, como um presidente. Eu reconhecia a imagem dEle quando a via, mas não O conhecia de verdade.
Mais tarde, quando O conheci melhor, pareceu que a vida era como um passeio de bicicleta para duas pessoas e percebi que Deus estava no banco de trás, me ajudando a pedalar.
Não me lembro quando Ele me sugeriu que trocássemos de lugar. A partir desse momento, a vida não foi a mesma...
A vida, com o Seu poder superior, tinha se tornado muito mais excitante.
Quando eu detinha o controle, sabia o caminho. Era um tanto entediante, mas previsível – sempre a distância mais curta entre dois pontos.
Mas quando Deus assumiu a liderança, porque Ele conhecia atalhos maravilhosos, passei a subir montanhas e atravessar terrenos pedregosos em velocidade vertiginosa!
Tudo que eu podia fazer era seguir em frente!
Embora tudo aquilo parecesse loucura, Ele ficava dizendo: “Pedale, pedale!”
Eu ficava preocupado e ansioso e perguntava:
“Afinal, para onde o Senhor está me levando?”
Deus apenas sorria e não me dava uma resposta. Foi aí que me vi começando a confiar nEle. Logo me esqueci da minha vida entediante e comecei a participar da aventura.
Quando eu dizia que estava assustado, Ele se virava para trás e tocava minha mão.
Deus me levou até pessoas com dons de que eu precisava: dons da aceitação e da alegria, dentre outros.
Essas pessoas me deram ajuda para prosseguir na minha jornada. Quer dizer, nossa jornada, de Deus e minha.
E prosseguimos sempre pedalando. Então, Ele me disse: “Doe o que você tem de seu, toda a bagagem extra, pois pesa demais.”
Descobri que quanto mais eu dava, mais eu recebia. E, além disso, o meu fardo ficava mais leve.
O Senhor conhecia os segredos da bicicleta. Sabia como incliná-la para fazer curvas fechadas, pular para evitar lugares cheios de pedras, aumentar a velocidade para encurtar os caminhos difíceis.
Aprendi com Ele a pedalar nos lugares mais complicados e a apreciar a paisagem e a brisa fresca em meu rosto. Tudo com o meu ótimo e constante companheiro, Deus.
E quando estava certo de que não podia mais seguir em frente, Ele apenas sorria e dizia: “Pedale.”
*   *   *
A presença de Deus em nossas vidas proporciona paz, aumentando as resistências humanas para os embates cotidianos.
Sutil e poderosa ao mesmo tempo, é um dínamo gerador de energias que recarrega as baterias da alma, da mente e do corpo, mantendo-os em condições estáveis de equilíbrio e ação.
A presença de Deus em nossas vidas nos permite pensar corretamente, falar com sabedoria e agir com precisão.
Com Deus, o temor desaparece, oferecendo lugar à coragem, que expressa bem-estar e segurança íntima.
 

Redação do Momento Espírita, com base no texto Pedalando com Deus,
de autoria ignorada e pensamentos finais do cap. 11, do livro
Filho de Deus,
pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Paciência e Prodígio



O Homem perguntou ao Trabalho:
- Qual o elemento mais resistente que encontraste, observando a Natureza?
- A pedra, respondeu o Trabalho.
A água que corria brandamente em derredor; escutou o que se dizia e, em silêncio, descobriu um meio de pingar sobre a pedra e, com algum tempo, abriu-lhe grande brecha, através da qual a água passava de um lado para outro.
O Homem anotou o acontecido e indagou da água sobre o instrumento que ela usara para realizar aquele prodígio.
A água humilde respondeu simplesmente:
- Foi a Paciência...


Emmanuel / Chico Xavier

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mande o Melhor


Uma mãe estava trabalhando quando recebeu um telefonema de casa, avisando-a de que seu bebê estava muito doente.
Imediatamente saiu, pegou o carro e parou numa farmácia para comprar algum medicamento para sua criança.
Quando voltou para o carro notou que havia travado a porta e que deixara as chaves lá dentro.
Estava apressada para chegar em casa, aflita para ver seu bebê, não sabia o que fazer. 
Telefonou para a babá, contou o que havia acontecido e que não conseguia abrir a porta do carro.
A babá lhe disse que a criança estava pior e acrescentou: - "A senhora precisa encontrar um pedaço de arame e usá-lo para abrir a porta."
Olhando em volta ela viu no chão um pedaço de arame que alguém provavelmente já usara para o mesmo fim.
Pegou-o e disse para si mesma: - "eu não sei como usar isto!"
Sua cabeça pendeu pesadamente e ela pediu a Deus que lhe mandasse ajuda.
Em menos de 5 minutos um carro velho e enferrujado encostou e dele desceu um homem muito sujo, barbudo, usando um imundo boné de lã .
A mãe pensou: - "Ó, Deus, é isso que o Senhor envia para ajudar-me?"
Mas estava tão desesperada, que até sentiu-se grata.
O homem veio ao seu encontro e perguntou se podia ajudar.
Disse ela: - "Sim, meu bebê está muito doente, eu parei o carro aqui para comprar remédios e bati a porta do carro, deixando as chaves lá dentro.
Eu preciso socorrer meu bebê! Preciso ir para casa!
Por favor, o senhor sabe como usar este arame para abrir o carro?"
Disse ele "claro que sim", dirigindo-se para o veículo.
Em poucos segundos a porta estava aberta.
Ela abraçou o homem e em lágrimas lhe disse: - "Muito obrigada ! O senhor é um homem muito bom!"
Ele retrucou: - "Senhora, eu não sou um homem bom , saí da cadeia há menos de uma hora : - eu estava preso por roubo de carros."
Ela sentiu seu coração vibrar de gratidão, abraçou o homem novamente e, chorando mais ainda, ergueu a cabeça para o céu e gritou bem alto: - "OBRIGADA , DEUS , POR ME MANDAR UM PROFISSIONAL!"

Autor desconhecido

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Beladona


O discípulo disse ao mestre: - Tenho passado grande parte do meu dia vendo coisas que não devia ver, desejando coisas que não devia desejar, fazendo planos que não devia fazer.

O mestre convidou o discípulo para um passeio. No caminho, apontou uma planta e perguntou se o discípulo sabia o que era.

O Discípulo respondeu:- Beladona. Pode matar quem comer suas folhas.

- Mas não pode matar quem apenas a contempla. Da mesma maneira, os desejos negativos não podem causar nenhum mal se você não se deixar seduzir por eles.



Autor Desconhecido

domingo, 10 de novembro de 2013

Parábola Indiana


Havia um fazendeiro cuja plantação de trigo foi prejudicada devido a uma praga de gafanhotos e, em seguida, devido a uma inundação. Embora a família tivesse o suficiente para comer, eles não conseguiam progredir. O fazendeiro orou a Deus, implorando-lhe uma estação perfeita:

- Deus! Mande-me muito sol e pouco volume de chuva, nenhuma praga e brisa suave. Isso é tudo o que peço.

Deus atendeu o fazendeiro e este viu sua nova plantação de trigo crescer forte e alta. Ele se ajoelhou para agradecer a Deus, mas à distância, ouviu as exclamações de sua esposa e filhos. Eles tinham aberto as belas espigas e as encontraram vazias. Sem resistência o trigo havia deixado de produzir sementes.

Ainda de joelhos, o fazendeiro continuou:

- Porém, no ano que vem, Senhor, mande-me exatamente as dificuldades necessárias para tornar o meu trigo forte.

Autor Desconhecido

sábado, 9 de novembro de 2013

Pelas Próprias Obras



O mundo é oficina. 

O corpo é ferramenta.

A existência é oportunidade.

O dever a executar é a missão a cumprir.

O pensamento escolhe.

A ação realiza.

O homem conduz o barco da vida com os remos do desejo 
e a vida conduz o homem ao porto que ele aspira a chegar.

Eis porque, segundo as Leis que nos regem, 
“a cada um será dado pelas próprias obras”.


Emmanuel / Chico Xavier

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nó do Afeto


Em uma reunião de pais numa escola da periferia, a diretora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos; pedia-lhes também que se fizessem presentes o máximo de tempo possível…

Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam achar um tempinho para se dedicar e entender as crianças. Mas a diretora ficou muito surpresa quando um pai se levantou e explicou, com seu jeito humilde, que ele não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava dormindo… Quando voltava do serviço já era muito tarde e o garoto não estava mais acordado.

Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava se redimir indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.

E, para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado.

O nó era o meio de comunicação entre eles. A diretora emocionou-se com aquela singela história e ficou surpresa quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola. O fato nos faz refletir sobre as muitas maneiras das pessoas se fazerem presentes, de se comunicarem com os outros.

Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó afetivo, o que o pai estava lhe dizendo. Por vezes, nos importamos tanto com a forma de dizer as coisas e esquecemos o principal, que é a comunicação através do sentimento, simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com as pessoas, mas é importante que elas saibam, que elas sintam isso. Para que haja a comunicação é preciso que as pessoas “ouçam” a linguagem do nosso coração, pois, em matéria de afeto,
os sentimentos sempre falam mais alto que as palavras.

É por essa razão que um beijo, revestido do mais puro afeto, cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro. As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem registrar um gesto de amor. Mesmo que esse gesto seja apenas um nó.

Um nó cheio de afeto e carinho. 

Autor desconhecido

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sempre o Amor


O mundo é tão cruel...
Em todos os cantos, notícias de calamidades, de maldades sem sentido, de dor, de profunda dor.
Parece que a Terra sofre sem cessar...
Terremotos e tsunamis agitam o orbe, mas também atingem o âmago do ser, que se remexe interiormente, buscando novo estado íntimo.
Sabemos de tudo que acontece em qualquer canto do mundo e, estranhamente, o que mais nos interessa ainda, são as desgraças. Elas vendem – usando do linguajar lamentável que aprendemos a repetir.
Boas notícias, bons acontecimentos são exceção! Será mesmo?
Fala-se em demasia de economias em crise, como se a felicidade do mundo fosse medida apenas por sua situação econômica. Se as economias vão mal, tudo vai mal. Será?
O que pode mudar essa paisagem? O que pode mudar esse sentir?
Como caminhar no meio disso tudo, sem se impregnar de um negativismo pegajoso, quase inevitável?
Como criar os filhos? Como criar asas? Como manter os sonhos?
O que pode mudar essa paisagem? O que pode mudar esse sentir?
O amor.... ainda o amor.
*   *   *
Tudo ama.
A vida é um cântico de exaltação ao amor.
Osculando a rosa, arranca-lhe o sol haustos de perfume.
Acariciando o regato, toma-lhe o ar balsamizante orvalho.
Espraiando-se a luz, no firmamento, recebe-lhe a Terra magnetismo refazente.
Desde o verme que no subsolo labora, pela honra do pão, até os refulgentes oceanos de astros nas galáxias do infinito, a vida é um hino ao amor.
Mergulha a planta a raiz na madre do solo, e da junção afetiva desdobram-se flores e frutos, abençoando a interdependência da planta e da terra.
Ergue-se a criatura ao Criador em oração e responde o Criador à criatura na inspiração.
Tudo vibra e ama: a gota d´água vitalizando o vegetal e a partícula de húmus fertilizando o deserto.
No entanto, o homem chora, sofre e se entristece...
Só ele guarda na face as marcas da inquietação...
Dor é bênção, aflição é ensinamento, tristeza é oportunidade de renovação, sofrimento é resgate...
Nascido na carne pelo impulso sublime da lei para evoluir, detém-se muitas vezes fora da lei, fugindo de si mesmo para enfrentar-se mais tarde.
E tudo é amor...
*   *   *
Abra para esse amor, coração alanceado que chora, as portas da sua luta, e avance cantando ao ritmo do trabalho a melodia da esperança.
Você defrontará em toda a parte a mensagem da vida, forjando formas e aspirações novas, corporificando o infinito amor de nosso Pai, para a glória de nós todos.
*   *   *
Já comunicamos nosso amor hoje?
Para alguém, para a natureza, para o sol, para a vida...
Podemos ir além do dizer eu te amo, embora estas palavras mágicas funcionem sempre muito bem quando ditas de coração, com sinceridade.
Não deixemos de levar nosso amor a alguém, enquanto é hoje, enquanto ainda há tempo...


Redação do Momento Espírita, com base no cap.40, do livro Sementeira da fraternidade, de Divaldo Pereira Franco