quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lembranças Úteis


Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer.

Não gaste suas energias, tentando consertar os outros de qualquer modo. Quando consertamos a nós mesmos, reconhecemos que o mundo está administrado pela Sabedoria Divina e que a obrigação de cooperar invariavelmente para o bem é nosso dever primordial.

Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem exatamente o que semeia.

Não recorra sistematicamente aos amigos espirituais quanto a comezinhos deveres que lhe competem no caminho comum. Eles são igualmente ocupados, enfrentam problemas maiores que os seus, detêm responsabilidades mais graves e imediatas, e você, nas lutas vulgares da Terra, não teria coragem de pedir ao professor generoso e benevolente que desempenhasse funções de ama-seca.

Não espere a morte para solucionar as questões da vida, nem alegue enfermidade ou velhice para desistir de aprender, porque estamos excessivamente distantes do Céu. A sepultura não é uma cigana, cheia de promessas miraculosas, e sim uma porta mais larga de acesso à nossa própria consciência.

Autor: Francisco Cândido Xavier
- Espírito André Luiz 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Força Interior


Acostume-se a enxergar a vida pelo lado bom e prático.

Olhe com os olhos da alma que, à primeira vista, parece-lhe impossível e irreal.


Visualize tudo e todos com lentes coloridas, ou seja, pelo lado positivo.


O painel de nossa existência se faz de acordo com o colorido ou com a opacidade que nele pintamos.


Depende de você querer e saber colorir ou borrar o quadro de sua vida, tornando-a bela e feliz ou de aspecto desagradável e melancólico.


Não importa a situação, encare-a da mesma forma: alegre e confiante.



                                                                          Autor: Valdemir Barbosa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Jogo do Contente



Foi no ano de 1912 que a escritora americana Eleanor Hodman Porter lançou a novela intitulada Polyanna.  A repercussão, na época,  no mundo inteiro, foi de uma impressionante onda de esperança, entusiasmo e otimismo.
A novela relata a história de uma menina, órfã de mãe, cujo pai encomenda, para o Natal, uma boneca que ela estava pedindo há muito tempo.
Quando chegou a encomenda, contudo, para grande decepção da menina, o embrulho continha um par de muletas.
Quando ela começa a chorar, o pai a consola dizendo que ela deve ficar contente.
Contente por quê? Desabafa ela. Eu pedi uma boneca e ganhei um par de muletas.
Pois fique contente por não precisar delas.
A partir daí, o pai, muito sábio, estabelece o que ele chamaria o jogo do contente.
Assim, quando ele morre e Polyanna é entregue aos cuidados de uma tia amarga, carrancuda, exigente, em vez de sofrer com as maldades que ela lhe apronta, Polyanna encontra em tudo um motivo para ser feliz.
O quarto é muito pequeno? Ótimo, assim ela o limpará bem mais depressa.
Não existem quadros na parede, como havia em sua casa? Que bom, assim ela poderá abrir a janela e olhar os quadros da natureza, ao vivo.
Não tem um espelho? Excelente, assim nem verá as sardas do seu rosto.
Mais tarde, ela acabará conquistando para o jogo do contente a empregada e a própria tia, austera e má.
A história, que foi continuada em uma outra obra, chamada Polyanna moça, nos remete aos conceitos exarados em O evangelho segundo o Espiritismo, a respeito do homem de bem, que sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
Portanto, nos momentos de graves dificuldades, busquemos os motivos para nos alegrarmos.
Nosso passeio de final de semana não deu certo, por causa da chuva que caiu torrencial? Alegremo-nos por estarmos em nossa casa, abrigados, e aproveitemos esses dias para uma convivência maior com a família.
A viagem de férias, tão planejada, foi por água abaixo porque o salário não chegou e a gratificação foi menor do que o esperado?
Fiquemos contentes e vamos curtir o cantinho doméstico. Aproveitemos o tempo para conviver com os amigos, sair com os filhos. Conhecer os recantos públicos da cidade, conviver com a natureza.
*   *   *
Viver com alegria é uma arte. Por isso mesmo, preservemos a jovialidade em nossa conduta. Porque um cenho carregado sempre reflete aflição, desgosto e contrariedade. E não faz bem a ninguém.
Destilemos alegria e bom ânimo, irradiando o bem-estar que provém de nosso coração.
O tesouro de um comportamento jovial tem o preço da felicidade que oferece a todas as pessoas.
Alegremo-nos e nos sintamos felizes por viver na Terra, especialmente nesta nova era de um novo milênio de tantas esperanças. Colaboremos eficazmente pela concretização do bem nos corações e a paz no mundo, começando pela construção em nós mesmos. 

Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

As Heranças Espirituais



Uma questão que deixa muita gente intrigada é a semelhança psicológica que existe entre membros da mesma família.
As parecenças físicas estão bem explicadas pela genética. Mas, será que o espírito herda também, de seus pais, as características morais?
No diálogo de Jesus com Nicodemos, vamos encontrar a resposta clara para essas questões.
Jesus, respondendo ao doutor da lei diz: “o que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do espírito é espírito. Não te maravilhes de eu te dizer que é preciso nascer de novo. O espírito sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem, nem para onde vai. Assim é todo aquele que é nascido do espírito.” (Jo. 3:8)
Fica bem clara a distinção que Jesus faz entre o corpo e o espírito. A carne procede da carne, mas o espírito não sabemos de onde vem.
Mas então, como pode um filho, por exemplo, parecer tanto, moralmente, com o pai?
Existem leis que regem a vida, das quais ainda não temos o entendimento completo. Uma delas é a lei de afinidade. As pessoas se unem ou se reúnem por afinidade de tendências, de gostos, de objetivos.
Assim é que, só vão a um estádio aqueles que gostam de futebol, e que, nos bares, só encontraremos os que gostam de beber umas e outras.
Isso se dá também com os povos. A lei de afinidade os reúne em determinada região, considerando a predominância de suas características. Dessa forma é que podemos perceber claramente as tendências de alguns povos, para a violência, ou para a paz, por exemplo.
Por ser o espírito um ser individual e indivisível é que todas as tentativas de se reproduzir um ser igual ao outro será frustrada. Podemos reproduzir a matéria, mas o espírito que a animará, terá características sui generis.
Não é outro o motivo pelo qual, filhos de gênios nascem com uma inteligência limitada e pessoas de inteligência mediana podem ter filhos prodígios.
Assim sendo, se os geneticistas levassem em conta os ensinos do mestre de Nazaré, teriam resposta para muitas das questões que não se explicam somente pelas leis da genética. Se levassem em conta que cada corpo que nasce é animado por um espírito imortal, que traz consigo experiências milenares, resolveriam muitas dúvidas a respeito das enfermidades, da genialidade, da idiotia, da precocidade, e de tantas outras particularidades das criaturas.
Há crianças, que nos primeiros meses de vida, lêem, escrevem, fazem contas, decoram nomes de países e suas capitais etc., sem que tenham herdado essas capacidades de seus pais.
Em suma, importa que saibamos que o corpo procede do corpo, mas o espírito não procede do espírito. Importa também, sabermos que, se o corpo gerado tiver vida, há um espírito a animá-lo, e que terá suas próprias características, independente das de seus pais.
O que pode ocorrer, entretanto, é que o mesmo espírito que animou o corpo do avô já desencarnado, por exemplo, volte a renascer e animar o corpo do neto. Nesse caso, o neto pareceria muito com o avô por ser o próprio que voltara.
***
Você sabia que o espírito se liga ao corpo no momento da concepção? E que as necessidades do espírito reencarnante é que, pela lei de afinidade, impulsionam o óvulo e o espermatozóide que contenham a carga genética propícia às suas experiências no corpo físico?
Assim, se tiver que desenvolver um câncer, por exemplo, o óvulo será penetrado pelo espermatozóide com as informações genéticas capazes de formar um corpo predisposto à enfermidade. Isso não quer dizer que desenvolverá o câncer, mas terá um organismo propenso para tal.

Redação do Momento Espírita

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Alma e Luz



A visão não é exclusividade dos olhos físicos:

Refletir é ver com a consciência.

Imaginar é ver com o sentimento.

Calcular é ver com o raciocínio.

Recordar é ver com a memória...

Quem procura o “lado melhor” dos acontecimentos, a “parte mais nobre das pessoas” e a “expressão mais útil” das coisas, está conquistando preciosos acréscimos de Visão.


Emmanuel / Chico Xavier.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Reflexos



Impressões negativas?... Não precisas dizê-las.

Anotando defeitos, procura as qualidades. 

Com motivos de queixa, não reclames. Espera. 

Críticas sem proveito destacam-te o perfil.

Encontramos nos outros o que temos em nós.

Só vemos o que temos, isso é da Lei de Deus.

Ante o bem que se faça, faze o bem quanto possas,
para que o bem pequeno se faça, junto de todos, o bem maior...


Emmanuel/Chico Xavier

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A Raiz da Violência



O Terceiro Milênio chegou. Embora muitos tenham apregoado que ele seria negro, ele chegou de mansinho. E sem que nos déssemos realmente conta, estamos vivendo os dias de um novo século e de um novo milênio.
Com a sua chegada, nos enchemos de esperança de um mundo melhor, pleno de paz. No entanto, o Terceiro Milênio herdou naturalmente tudo aquilo que os homens construíram nos milênios anteriores.
Por isso, ainda temos muitos problemas que preocupam as mentes dos homens nobres e os corações sensíveis.
Entre esses, um dos mais cruciais, com certeza, o problema da violência.
Os que residimos em grandes cidades afirmamos estar cansados da violência. Afinal, não podemos sair de casa sossegados. Se paramos o carro ao sinal vermelho, em pleno dia, corremos o risco de sermos assaltados.
Ao andarmos pelas avenidas, a trabalho, a passeio ou fazendo compras, nunca estamos livres de termos a bolsa roubada, a carteira surrupiada.
Nossas crianças vão para a escola e ficamos apreensivos. Voltarão para casa sem serem agredidas e terem roubados os tênis, a jaqueta, o relógio?
Autoridades se reúnem, psicólogos discutem, educadores dialogam. Todos desejam saber o que fazer para deter a onda de violência.
E, ante tantas sugestões, optamos por reformar e ampliar o número de presídios.
Em tudo isso, nos esquecemos de que o problema não está no presídio, mas no homem que está lá dentro.
Esquecemos que o que deve ser reformado, melhorado, é o próprio ser humano. Afinal, onde está a raiz da violência?
Está na criança abandonada nas ruas que, sem carinho e instrução, amanhã se tornará o lobo do seu semelhante.
A violência está no hospital que não consegue atender com dignidade o enfermo necessitado, pela falta de estrutura.
A violência está no abandono a que relegamos os nossos velhos, em asilos e casas que se dizem especializadas, onde têm abrigo, alimento e agasalho, mas não têm a atenção do afeto.
A violência está nos orfanatos, onde as crianças crescem sem lar, sem família e sequer conseguem ter a ideia do que seja propriedade alheia. Porque ali tudo é de todos. Eles não têm um cantinho seu, nada é seu.
Nem o carinho das atendentes, pois elas precisam desdobrar-se para todos.
A violência está no abandono da escola. Já se disse há muito: eduque-se a criança e não será preciso punir o homem.
*   *   *
Antes de advogarmos a causa da não violência por métodos violentos, tornemo-nos voluntários na ação do bem.
Armemo-nos de coragem e dediquemo-nos à educação de uma criança. Pode ser nosso filho, nosso sobrinho, um parente distante, um amigo, um garoto de rua.
Armemo-nos de amor e visitemos hospitais, espalhando o perfume de nossa presença. Se os enfermos não têm remédio suficiente, se têm que aguardar muitas horas para serem atendidos, terão ao seu lado alguém que os acalme, que lhes dê conforto e atenção.
O caminho da paz se inicia no coração do homem.
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Lenda do Monge e do Escorpião

Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
- Mestre, deve estar doendo muito! Por que foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.
Autor: Desconhecido

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Viver como as flores



Era uma vez um jovem que caminhava ao lado do seu mestre. Ele perguntou:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes, outras mentirosas... sofro com as que caluniam...
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nestas flores - continuou o mestre - apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas...
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros nos importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora... Não se deixe contaminar por tudo aquilo que o rodeia... Assim, você estará vivendo como as flores!

Autor: Desconhecido

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Outro Lado da Vida



Um discípulo procurou seu mestre e perguntou:
- Mestre, como posso saber se existe mesmo vida após a morte?
O Mestre olhou para ele e respondeu:
- Encontre-me novamente após o sol se pôr.
O discípulo, meio contrariado, esperou algumas horas, ansioso pela resposta.
Logo que o sol se pôs, o discípulo voltou à presença do mestre. Assim que o discípulo apareceu, o mestre afirmou:
- Você percebeu o que houve? O sol morreu…
O discípulo ficou sem entender nada. Julgou que se tratava de uma brincadeira do mestre.
- Como assim mestre? Perguntou o discípulo. O sol não morreu, ele apenas se pôs no horizonte.
O mestre disse:
- Exatamente. O mesmo ocorre com todos nós após a morte. Se confiássemos apenas em nossa visão física, nos pareceria que o sol deixou de existir atrás da montanha. Mas no instante em que ele “morreu” no horizonte para nós, ele nasceu do outro lado do mundo, e se tornou visível para outras pessoas. O mesmo princípio rege a nossa alma. Após a morte do corpo, ela parece desaparecer aos nossos olhos, mas nasce no plano espiritual. A chama do espírito não se apaga, ela apenas passa a brilhar no outro lado da vida.


(Hugo Lapa)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Em Casa



O templo doméstico é uma benção do Céu na Terra, porque dentro dele é possível realizar o verdadeiro trabalho da santificação.
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Aí temos o valioso passadiço da alma, em trânsito para as Esferas Superiores.
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Nesse divino corredor para a Vida Celestial, a criatura encontra todos os processos de regeneração, de modo a aperfeiçoar-se devidamente.
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É na consanguinidade, quase sempre, que o homem recebe as mais puras afeições, mas é igualmente nela que reencontra as suas aversões mais profundas.
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Nossa alma é arrojada à organização familiar, no mundo, assim como o metal inferior é precipitado ao cadinho fervente.
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Precisamos suportar a tensão elevada do clima em que estagiamos, a fim de apurar as nossas qualidades mais nobres.
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Não vale fugir ou rebelar-se.
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Retroceder seria retornar às sombras do passado e indisciplinar-se equivaleria relegar ao amanhã abençoadas realizações que o Senhor espera de nossa boa vontade ainda hoje.
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Saibamos, assim, usar a prece e a serenidade, a compreensão e a tolerância, se desejamos reduzir o tempo do nosso curso educativo na recuperação espiritual.
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Como alguns, aprendemos a servir valorosamente a muitos.
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Redimindo-nos perante o adversário de ontem, nosso coração vitorioso circulará no grande entendimento da humanidade.
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Se encontraste, em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na hesitação ou na dúvida!
*
Suporta os conflitos indispensáveis à própria redenção, com o valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolve a guerra a que foi trazido.
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Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidos e tranqüilos nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-lo e santificá-lo.



Francisco Cândido Xavier / Emmanuel.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Melindre ou Agressividade?


Melindre tem várias definições. Pode ser definido como amabilidade, delicadeza no trato, recato, pudor.
No entanto, é quase certo que ao ser utilizado pelas pessoas, o conceito que expressa é de facilidade de se magoar, de se ofender, suscetibilidade.
Nesse sentido, tem sido comum a sua invocação, nas relações humanas. As menores atitudes de um funcionário, de um amigo recebem a adjetivação imediata.
Por isso, amizades se diluem, desentendimentos acontecem, duplicando mágoas de um e de outro lado.
Nas várias facetas do trabalho voluntário, melindre tem sido utilizado para justificar defecções, traições, desajustes e quebra moral de contratos de voluntariado.
Que ele existe, é verdade. Mas que as pessoas se dão, por vezes, um valor maior do que verdadeiramente possuem e aguardam tratamento especial, também é verdade.
No entanto, um outro lado da questão se apresenta e tem sido esquecido, quase sempre.
Se melindre é a manifestação do orgulho ferido, não menos verdade que medra, entre as criaturas, muita falta de tato, delicadeza e gentileza.
Em nome de uma falsa caridade, de expressar a verdade, amigos e companheiros de trabalho se permitem lançar ao rosto do outro tudo que pensam.
E não medem palavras nas suas expressões. É como se tomassem de pedras e as jogassem, sem piedade.
E o que esperam é que o outro aceite tudo. Quando o agredido se insurge, quando toma uma atitude, quando fala de respeito, é tomado como aquele que se melindra.
Contudo, em nenhum momento o agressor, aquele que foi indelicado e feroz, se desculpa. Não, ele está certo. O outro é que é portador de muito orgulho.
Nesse diapasão, vidas honradas de trabalho têm sido literalmente jogadas no lixo. Servidores de anos têm tido seus esforços depreciados, como se fossem coisa alguma.
E o que critica maldosamente, o que aponta os erros mínimos é o herói, a pessoa correta.
Refaçamos os passos enquanto é tempo. Antes de destruirmos valores afetivos preciosos. Antes de atacarmos instituições centenárias com folha irrepreensível de dedicação e serviço à comunidade.
Examinemos quantas vezes a culpa nos compete. Quantas vezes teremos sido nós os provocadores do afastamento de pessoas de nosso convívio.
Ou da instituição a que prestamos serviço. Da nossa família, da nossa esfera de amizades.
Recordamos que, certa vez, em reunião de trabalho, um voluntário interrompeu de forma agressiva a fala do coordenador.
Reclamou e reclamou, ferindo e humilhando-o frente aos demais.
O ferido se calou, dolorido. Depois de alguns dias, procurou o agressor em particular. A sós com ele, expressou a sua mágoa, com o sincero objetivo de modificar a emoção ferida e apaziguar seu mundo íntimo.
O interlocutor, em vez de reconhecer a indelicadeza, reverteu a situação e deu o diagnóstico impiedoso: não houvera agressão de sua parte.O outro é que se melindrara.
Pensemos nisso. Será que a constatação quase diária de melindre nos outros não se tornou uma válvula de escape para nós?
Uma desculpa para a nossa rispidez cotidiana, o nosso relaxamento no trato com o semelhante?

* * *
Quem se melindra, deve trabalhar para se tornar menos suscetível.
Mas quem provoca o melindre não pode se esquecer da lei de caridade, da afabilidade e da doçura preconizados por Jesus: Bem-aventurados os mansos e pacíficos.


Redação do Momento Espírita

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Significado da Vida



Você já se perguntou qual o significado da sua vida? Para que você vive, trabalha, corre tanto, educa filhos, estuda, e tantas outras coisas?
Muitos de nós pouco paramos para pensar nessas coisas. Ou por falta de hábito ou por imaginar que não vale a pena parar para pensar nessas questões, e apenas vamos seguindo.
Seguimos buscando saciar necessidades básicas, preocupados com o comer, o dormir, o sustento próprio e o sustento dos seus, como se cada vida tivesse apenas um significado fisiológico e nada mais.
Vivendo assim, qual a diferença que haverá entre nossa vida e a vida dos irracionais?
Eles também se preocupam com essas questões.
A vida é valiosa demais para se restringir somente ao que diz respeito ao corpo, às necessidades do corpo ou aos prazeres a ele vinculado.
Como temos uma natureza espiritual, há a necessidade de se buscar um significado para a vida, que diga respeito também às questões da alma.
Não somos feitos somente de um corpo físico. Habitamos um corpo físico a fim de levar a cabo nossa experiência terrena.
Nossa alma preexistia antes do nosso corpo ser formado no ventre materno, assim como continuará a existir após o processo da morte desse corpo.
Assim, durante esse período em que estamos aqui em nosso planeta, vivenciando mais uma vez a experiência de estarmos reencarnados, não podemos esquecer nossa essência, sob pena de imputarmos, a nós mesmos, dificuldades maiores.
Quando os momentos de decisões graves na vida se fizerem, quando os dias de desafios chegarem, antes de optar por algum caminho, antes de definir ações, levemos em consideração as coisas da alma.
Jamais pautemos nossa vida somente pelas coisas que brilham aos olhos, esquecendo das que falam à alma.
Em um mundo onde as preocupações do ter muitas vezes são maiores do que as do ser, é necessário refletir qual efetivamente é o significado de estar vivendo, de estar reencarnado.
Jesus nos alerta a respeito, recomendando não nos preocuparmos com juntar tesouros que a ferrugem corrói, ladrões levam ou traças comem mas, sim, buscar tesouros que possamos guardar na intimidade do coração.
*   *   *
Quais os valores que elegemos para nossa vida?
A resposta a essa pergunta dirá qual o significado que damos a ela.
É sabedoria pautar a vida com a ponderação de quem sabe que está no mundo, porém a ele não pertence, posto que a morte nos levará de retorno à verdadeira pátria, o mundo espiritual.
Desta forma, vigiemos as fontes do nosso coração, para que lá possamos encontrar valores e estruturas para alimentar e cuidar não somente do corpo físico, mas sobretudo da alma, fonte verdadeira da vida.
Redação do Momento Espírita.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A Caixa de Pandora


Por vezes, a vida nos oferece maus momentos. Sofrimento, lágrimas e infelicidade nos visitam e nos sentimos desesperançados e infelizes.

Nesses momentos amargos, em que a alma dolorida se volta para Deus e indaga "Por que passo por essas provações?", é a hora em que devemos lembrar de uma palavra luminosa: a esperança.

Narra a tradição grega que uma jovem chamada Pandora recebeu uma bela caixa com a recomendação de jamais abri-la.

Mas Pandora era curiosa e desobediente. Ao abrir a caixa, ela liberou todos os males, misérias e sofrimentos no Mundo.

Desesperada, Pandora chorou. Mais tarde, viu que, após saírem todas as mazelas, havia ficado, no fundo da caixa, a esperança. Brilhava sozinha a esperança - um fiozinho de luz que pulsava. Mas que poder possuía!

O mito de Pandora deve ser refletido profundamente, em especial quando estamos atravessando momentos difíceis.

Observe que, na lenda grega, é um ato da própria Pandora que liberta os males do Mundo. Na nossa vida não é muito diferente: em geral, somos nós mesmos que, de alguma forma, provocamos muitos males que nos atingem.

Por isso, cada momento difícil é uma oportunidade de meditarmos e analisarmos qual foi a nossa contribuição para aquela situação.

No entanto, a lenda de Pandora vai além: ela mostra que – apesar da gravidade dos sofrimentos – não estamos completamente sós: há uma luz posta por Deus para nos consolar e devolver o brilho em nossos olhos.

Essa luz é a esperança.

Esperança que restaura as forças, reequilibra o coração, acalma as emoções.

A esperança é a mão generosa que acende a luz quando estamos mergulhados na treva profunda. É medicamento quando nos contorcemos em dores.

Esperança é canção suave, que nos acalenta quando nos sentimos desamparados. É um olhar de compaixão no instante em que o Mundo nos rejeita.

A esperança nasce de gestos de generosidade, de atitudes espontâneas, de palavras corretas.

Mas não se habitue apenas a esperar que a esperança venha gratuitamente se aninhar no seu coração. Abra as portas da alma para ela!

Para isso, é necessário educar o coração.

A esperança é como um visitante importante. Devemos nos preparar adequadamente para recebê-la. A primeira atitude é retirar a poeira do pessimismo.

Depois, varrer as sujeiras acumuladas pela mágoa. Essas sujeirinhas têm vários nomes: rancor, maledicência, desejo de vingança.

Em seguida, com a casa mental bem limpa, é hora de perfumá-la com bons pensamentos, sorrisos, serenidade e otimismo.

Então, quando menos se espera, eis que chega a esperança. Viaja em uma carruagem dourada, espalha flores pelo caminho e se instala no Espírito fazendo festa.

É uma presença tão forte, tão bela, que transforma de imediato o ambiente em que se hospeda: impregna a alma de coragem e de alegria.

Esperança é um sol que nasce após uma longa noite escura. Chega trazendo calor e a luz dourada de um dia cheio de boas realizações. Ela aponta, firme, para um futuro radioso. Basta recebê-la.



Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pequenas Doações

 
 
Não subestime as chamadas "pequenas doações".

O prato frugal que você oferece ao necessitado será provavelmente o recurso de que precisa a fim de liberar-se dos últimos riscos da inanição.

A peça de vestuário que você entregou fio companheiro em penúria terá representado o apoio providencial com que se livrou de moléstia grave.

A reduzida poção de remédio que conseguiu você doar em favor de um doente foi talvez o socorro que o auxiliou a desviar-se do derradeiro corredor em que resvalaria para a morte.

A visita rápida que você levou ao enfermo pode ter sido o estímulo inesperado que o arrancou do desânimo para os primeiros passos, em demanda ao levantamento das próprias forças.

O bilhete ligeiro que você endereçou ao irmão em dificuldade, ofertando-lhe reconforto, possivelmente se transformou na âncora em que haverá retomado o acesso à esperança.

O minuto de tolerância com que você suportou a exigência de uma pessoa, em difícil conversação, haverá sido aquele que a ajudou a descompromissar-se com um encontro desagradável ou com determinado acidente.

Algumas poucas frases num diálogo construtivo serão o veículo pelo qual o seu interlocutor evitará render-se a idéias de suicídio ou delinqüência.

Os seus instantes de silêncio caridoso, à frente desse ou daquele agressor, significarão o amparo de que não prescinde, a fim de aceitar a necessidade da própria renovação.

Não menospreze o valor das minidoações.
O seu concurso supostamente insignificante pode ser o ingrediente complementar que esteja faltando em valiosa peça de salvação.
 
Chico Xavier - André Luiz

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Amar a Família ou Comprar Uma Família?


       
 Desde pequenos um hábito se instala em nós: resolver problemas comprando coisas. Você já percebeu como essa situação é bastante comum?

        Começa quando as crianças vêem anúncios na TV e pressionam os pais para que lhes comprem brinquedos e doces.

        Por sua vez, pais e mães também são levados a acreditar que seus filhos serão mais felizes se tiverem mais e mais coisas materiais.

        É o consumismo se instalando. Em vez de enfrentarem essa crise educando a criança, em geral os pais a satisfazem.

        É uma atitude que reforça a crença de que se pode ter tudo e que as coisas materiais são a razão da felicidade.

        Muitos pais, inclusive, tentam compensar as longas horas ausentes de casa fazendo compras exageradas.

        Enchem os filhos de objetos e, rapidamente, as crianças aprendem a negociar. Tornam-se cada vez mais exigentes e consumistas.

        Na adolescência, as compras continuam: aparelhos eletrônicos substituem os brinquedos. São celulares, computadores e jogos eletrônicos de imediato substituídos, quando surgem novos modelos.

        As mesadas se tornam maiores e logo os filhos desaparecem de casa, em companhia de amigos. Vivem em noitadas intermináveis, com fácil acesso ao álcool, fumo e drogadição.

        O passo seguinte é comprar-lhes um carro, um apartamento...

        E cabe então a pergunta: Nessas quase duas décadas em que vivem com os pais, que aprenderam? Que exemplos receberam?

        Será que conhecem verdadeiramente seus pais? Estão preparados para amar ou para comprar?

        E o que dizer dos pais? Será que realmente conhecem seus filhos? Sabem de seus sonhos e aspirações? Já ouviram suas frustrações e problemas?

        Chega-se então ao mundo adulto. E as situações infelizes continuam a ser resolvidas à base de compras.

        Roupas e sapatos, carros, vinhos, jóias. A ostentação esconde a infelicidade.

        Falsa é essa felicidade baseada em ter coisas. Ela estimula o materialismo e destrói o que temos de mais belo: a convivência familiar, a construção de lembranças preciosas.

        Amar a família inclui sustentá-la em suas necessidades, prover o estudo dos filhos, garantir alimentação e lazer.

        Mas, muito diferente é substituir a presença do amor pelo presente – por mais ricamente embalado que seja.

        Um filho é uma dádiva Divina. Uma responsabilidade que inclui não apenas dar-lhe coisas materiais, mas dar-lhe suporte emocional, psicológico.

        É preciso falar com os filhos, conhecê-los, sondar o que pensam, refletir sobre o que fazem.

        O mesmo vale para o casal: depois de alguns anos de convivência, as conversas, antes tão íntimas, costumam ser substituídas por presentes, como flores e jóias.

        Aos poucos se esvai a cumplicidade, a parceria e até a atração.

        E os pais? Envelhecem sozinhos, cercados de enfermeiras ou de pessoas pagas para tomar conta deles. Velhos pais, isolados, com suas manias e conversas que ninguém quer ouvir.

        Quão felizes seriam com visitas e conversas mais longas.

        Por tudo isso, reflita hoje: Estou amando ou comprando minha família?

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Em Todos os Caminhos

 
 
Seja qual seja a experiência, se convença de que Deus está conosco em todos os caminhos.


Isso não significa omissão de responsabilidade ou exoneração da incumbência de que o Senhor nos revestiu. Não há consciência sem compromisso, como não existe dignidade sem lei.

O peixe mora gratuitamente na água, mas deve nadar por si mesmo. A árvore, embora não pague imposto pelo solo a que se vincula, é chamada a produzir conforme a espécie.

Ninguém recebe talentos da vida para escondê-los em poeira ou ferrugem.

Nasceste para realizar o melhor. Para isso, é possível te defrontes com embaraços naturais ao próprio burilamento, qual a criança que se esfalfa compreensivelmente nos exercícios da escola. A criança atravessa as provas do aprendizado sob a cobertura da educação que transparece do professor. Desempenhamos as nossas funções com o apoio de Deus.

Se o conhecimento exato da Onipresença Divina ainda não te acode à mente necessitada de fé, pensa no infinito das bênçãos que te envolvem, sem que despendas mínimo esforço. Não contrataste engenheiros para a garantia do Sol que te sustenta e nem assalariaste empregados para a escavação de minas de oxigênio na atmosfera, a fim de que se renove o ar que respiras.

Reflete, por um momento só, nas riquezas ilimitadas ao teu dispor nos reservatórios da natureza e compreenderás que ninguém vive só.
Confia, segue, trabalha e constrói para o bem. E guarda a certeza de que, para alcançar a felicidade, se fazes teu dever, Deus faz o resto.

Chico Xavier - Emmanuel

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Amor Sem Possessão



O desapego é uma constante nas lições dos grandes mestres espirituais. E mesmo na vida terrena as pessoas sensatas e experientes compreendem os perigos do apego amoroso. Todas as escolas de Psicologia denunciam esses perigos e, desde os gregos até nós, os filósofos ensinam que a felicidade depende da nossa capacidade de libertar-nos do apego às coisas e aos seres. O ciúme é sintoma de apego e leva a desequilíbrios perigosos, podendo gerar doenças graves e acarretar crimes nefandos.
Lemos sempre nos jornais a expressão: “Matou par amor”. Mas a verdade é que o amor não mata, pois o amor é vida e não morte. O que mata é o ciúme, o apego amoroso, gerado por sentimentos inferiores de posse exclusivista da pessoa amada. Esses sentimentos são resquícios animais da espécie que racionalmente devemos expulsar de nós, ao invés de.racionalmente aumentá-los, como em geral fazemos. Nossa imaginação pode levar os instintos animais a intensidades ameaçadoras, o que jamais ocorre nas espécies animais. Temos de aprender a amar sem apego.
Toda a dinâmica da evolução espiritual se esclarece na simplicidade caipira desses versos. Deus está presente em nós pela nossa capacidade de amar, mas enquanto não superarmos o nosso egoísmo, que tudo quer com exclusividade, o amor permanecerá sufocado pela vaidade, o desejo e a ambição. Poderíamos perguntar: mas se o amor é o próprio Deus, por que ele não vence o nosso apego? A resposta é clara: porque amor é liberdade. O amor é Deus chamando-nos para a liberdade, convocando-nos ao desapego por nossa própria compreensão e decisão. Deus não nos ama com apego, mas com liberdade e por isso não quer impor-nos a compreensão do amor que devemos atingir por nós mesmos.

(Irmão Saulo, Francisco C. Xavier e J. Herculano Pires)

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carnaval na Visão Espírita


 O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças sexualmente transmissíveis, abortos, etc.
Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.
Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”
Há quem se isole em grupos religiosos para orar ou pular um carnaval mais cristianizado, onde a alegria não precisa de drogas, sexo desregrado, atitudes desequilibradas.
Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILÂNCIA é a recomendação sempre atual.

(Compilação de Rudymara retirado do texto da Revista Espírita e do livro Mediunidade na Mocidade de Carlos A. Baccelli) 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Apelo Amigo



Não se deprecie.
Não diga que você não merece a bênção de Deus.
Atendamos à realidade.
Se a Divina Providência não confiasse em você, não teria você em mãos tarefas importantes quanto estas:
uma criatura querida a proteger;
alguém a instruir;
uma casa a sustentar;
um doente para assistir;
uma profissão a exercer;
esse ou aquele encargo, mesmo dos mais simples;
algum ensinamento a compor;
essa ou aquela atividade de auxílio aos semelhantes;
algum trato de terra a cultivar;
determinada máquina para conduzir.

Se a sabedoria da Vida nada esperasse de você não lhe teria dado tantos recursos, quais sejam:
a inteligência lúcida que auxilia a discernir o certo do errado;
a noção do bem e do mal;
as janelas dos cinco sentidos;
a capacidade mental cujas manifestações você pode aprimorar ao infinito, empregando o esforço próprio;
a visão do corpo e da alma com que você realiza prodígios de observação e de análise;
a palavra, que você é capaz de educar, e com a qual você encontra as maiores possibilidades de renovar o próprio destino;
a audição com que recolhe mensagens de todos os setores da existência tão só pelo registro de sons diferentes;
as mãos que lhe complementam os braços, expressando-se por antenas hábeis de serviço;
as faculdades genésicas que, iluminadas pelo amor e dirigidas pelo senso de responsabilidade, lhe conferem poderes incomparáveis de criatividade nos domínios do corpo e do espírito;
os pés que transportam você, atendendo-lhe a vontade.

Se você detém maiores áreas de ação ou usufrui vantagens mais amplas, no que se reporta aos encargos e benefícios aqui relacionados, então você já obteve significativas promoções nos quadros da vida.
Quanto a imperfeições ou deficiências que ainda nos marquem, convém assinalar que estamos em evolução na Terra, sem sermos espíritos perfeitos.
Reflitamos nisso e aceitemo-nos como somos, procurando melhorar-nos e, ao melhorar-nos, estamos construindo o caminho certo para a Espiritualidade Maior.

Pelo Espírito André Luiz - do Livro: “Respostas da Vida”, psicografia de Francisco Cândido Xavier.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Progresso e Reencarnação



Você já pensou alguma vez sobre o que existe além do véu que separa o visível do invisível?
Já pensou sobre o que acontecerá com o seu pensamento, após a morte do corpo físico?
Embora esse assunto seja de grande importância para todos nós, poucos nos detemos para pensar nele.
Vendo na morte física uma eterna adversária,  evitamos qualquer cogitação quanto ao que nos está reservado para lá da sua aduana.
Todavia, quem é que pode contemplar a grandeza do Universo sem acreditar que há um plano e um Arquiteto?
Se prestarmos atenção, perceberemos que esse planejamento é evidente em todos os fenômenos que ocorrem com a natureza, dentro dos limites da nossa acanhada percepção.
Tomemos, por exemplo, o fenômeno das estações climáticas que se dão, naturalmente, sem que nos demos conta.
No outono, as folhas adquirem colorido variado e vão caindo docemente ao chão, não para serem destruídas, mas para serem recolhidas pela natureza e aproveitadas futuramente.
O inverno chega e estende suas cores nostálgicas. O verde alegre desaparece para dar lugar ao cinza melancólico.
Mas, e a vida estuante terá desaparecido? Ou será que nos planos do Arquiteto há um objetivo maior?
Não demora muito e a resposta já se manifesta na folhagem tenra e verdejante que arrebenta exuberante.
Das mãos do grande Arquiteto vem a inevitável carícia da primavera para trazer vida e cor, fragrância e beleza à terra ávida.
O calor do verão é bálsamo bendito que permite a germinação e a frutificação que garantirá a perpetuidade das espécies que dele necessitam.
E esse ciclo se repete infinitamente...
Caem as folhas, secam as árvores, entristece a paisagem, mas a vida jamais fenece...
Por mais limitado seja o nosso raciocínio lógico, não podemos conceber que esse Arquiteto perfeito tenha traçado, para os seres humanos, destino diferente.
Assim como acontece com as estações, nós também passamos pelo outono e nos despojamos da vestimenta carnal.
Baixam as cortinas do inverno e nos retiram de cena, no mundo visível.
Será o fim?
Não, nós apenas mergulhamos no hemisfério invisível onde a vida continua exuberante...
Logo mais surge uma nova primavera... Um corpo tenro e pleno de vida nos é ofertado pelo Criador para que possamos crescer e aprender.
Novamente o calor do verão, em forma de afeto, nos aconchega num novo lar, onde aprenderemos a amar e ampliar os laços da fraternidade.
*   *   *
A natureza é uma lição de serviço à vida.
Serve o ar, sem o qual nada sobrevive...
Serve o verme sustentando a vida...
Serve o gérmen renovando a vida...
O vento perpassa em doce musicalidade e, conduzindo o pólen da flor, fecunda outras espécies vegetais, perpetuando a vida...
Serve o animal nas diferentes expressões da escala evolutiva em que se demora...
Serve a água preservando a vida, em todas as suas manifestações...
Serve o sol, mantendo o equilíbrio geral e, graças ao seu tropismo, se realizam os programas Divinos na Terra e no sistema que a sustenta...
Qual não será o plano do Arquiteto Maior para o homem, ao qual deu domínio sobre todas as coisas vivas?
Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Amar a Nós Mesmos


Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que o homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.
Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.
Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.
Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os círculos mais altos.
A pedra que fugisse ao buril e o vaso que se desviasse do clima asfixiante do forno jamais seriam arrancados do primitivismo agreste aos espetáculos da beleza e da utilidade.
Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos perder a nossa oportunidade de elevação, através das provas e dos sofrimentos que o estágio curto na Terra nos oferece.
Renúncia é sublimação.
Obstáculo é auxílio.
Trabalho é posse de competência.
Disciplina é sementeira de altos valores espontâneos.
Obediência ao bem é construção do progresso comum.
Escravidão aos deveres da reta consciência é acesso à Vida Superior.
Silêncio é porta para a humildade.
Serviço de hoje aos semelhantes é influência divina amanhã.
Dificuldades bem superadas são bênçãos.
Se buscarmos, desse modo, amar a nós mesmos, saibamos desprezar o contentamento efêmero de algumas horas na carne escura e frágil, valorizando o nosso ensejo de aprender e crescer, com os entraves e sombras, com as dores e aflições do caminho terrestre, porque, purificando a nós mesmos, no sacrifício pelo bem dos outros, mais cedo alcançaremos a áurea da imperecível felicidade.


Emmanuel / Chico Xavier