sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A Solicitação do Senhor




O homem se dizia infeliz, depois de haver implorado o socorro dos Céus, encontrou, em sonho, o Mensageiro do Senhor que lhe falou generosamente:

- O Eterno Benfeitor se enterneceu com as tuas lágrimas e te escutou as petições. Em resposta, recomenda-te coragem a fim de que possas receber o Apoio Divino...
Antes que o Emissário terminasse, o homem quase magoado interferiu:

- Coragem? Acaso não tenho mostrado ausência de medo em toda a minha vida? Guardo medalhas de muitas competições. Escalei o monte mais escarpado de minha região, por seis vezes fui campeão de corridas arriscadas, já montei potros bravos e, por duas vezes,
abati onças no sertão...

O Mensageiro, porém sorriu e esclareceu:
- Sim, tudo isso é para considerar, mas o que o Senhor te pede é a coragem de cumprir
o teu próprio dever. 


 Chico Xavier Autor: Emmanuel

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Bilhete em Resposta



O seu trabalho é a revelação de você mesmo.

Servir é a nossa melhor oportunidade.


Quando você age em favor de alguém, você está induzindo outros a agir em seu benefício.


Nunca se canse de auxiliar para o bem.


Desculpe sempre porque todos temos algum dia em que necessitamos de perdão.


Não alegue defeitos para deixar de servir, porque o trabalho é a bênção de Deus que nos suprime as deficiências.


Dificuldade é um teste de paciência.


Desprezo da parte de alguém é aula da vida para aquisição de humildade.


Você nem sempre terá o que deseja, mas enquanto estiver ajudando aos outros encontrará os recursos de que precise.


Depois de grande esforço para solucionar esse ou aquele problema, não se agaste se outro problema aparece, requisitando-lhe novo esforço porque Deus renovará suas forças para recomeçar. 


 André Luiz - Chico Xavier. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Quando me Dizes Não



Agradeço, senhor
Quando me dizes "não"
Às súplicas indébitas que faço,
Através de oração .

Muitas daquelas dádivas que peço
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos
Na senda que me deste a percorrer.

De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho.
Mero capricho, simples algazarra
Que me escapam do orgulho...

Existem privilégios que desejo.
Reclamando-te o "sim"
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.

Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.

Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.

Não me escutes as exigências loucas,
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir com meu dever.

Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes "não"com teu amor
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, senhor!... 


Chico Xavier pelo espírito Maria Dolores

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Justiça e Discurso

 
As pessoas costumam discursar a respeito da justiça.
Em geral, o que não agrada é tido como injusto.
Esse hábito em muito se assemelha à forma pela qual as crianças veem o mundo.
O discurso infantil é centrado no atendimento dos próprios desejos.
Qualquer obstáculo é visto como indevido.
Essa infantilidade no modo de perceber o mundo se reflete nos mais variados contextos.
No trabalho, o designado para desempenhar uma tarefa árdua ou dar uma notícia desagradável sente-se injustiçado.
Dentre os filhos, se um precisa devotar mais tempo a pais velhos ou enfermos, a percepção costuma ser essa.
Esse sentir focado no egoísmo também assume outros contornos.
Ganha importância na sociedade a cultura da indenização.
Ao menor transtorno, busca-se responsabilizar o pretenso causador.
Em face de desentendimentos, procura-se colocar tudo em pratos limpos.
É como se ninguém estivesse disposto a compreender, a contemporizar e a perdoar.
Contudo, o discurso da busca de justiça muitas vezes disfarça o sentimento de vingança.
No mundo, muitos crimes se praticam sob a justificativa de se estar fazendo ou buscando justiça.
Para quem se afirma cristão, é imperioso refletir um pouco antes de trilhar esse caminho.
Jesus sempre se posicionou com bastante firmeza.
Defendeu a mulher adúltera, em face de quem queria apedrejá-la.
Sustentou com vigor que o templo fosse utilizado de forma santa, em vez de se converter em um mercado.
Ele se mantinha vigilante em todos os atos alusivos à justiça para com os outros.
Nunca lhe faltou coragem e nem capacidade de argumentação.
Contudo, quando encaminhado à cruz, não clamou pela justiça dos homens.
Ao assim agir, sinalizou a grandeza que existe em abdicar das próprias razões, em prol de um objetivo maior.
Por certo, tal atitude não implicou desconsideração para com o trabalho dos juízes honestos no mundo.
Mas estabeleceu um padrão de prudência para todos os discípulos de seu evangelho.
Quando em pauta interesses alheios, é importante atentar para o estrito cumprimento dos imperativos legais.
Entretanto, quando os assuntos difíceis e dolorosos envolvem o eu, convém moderar os impulsos de reivindicação.
A visão humana é incompleta para perceber a extensão dos dramas que se apresentam.
Muitas vezes, a aparente injustiça que se vive representa o resgate de graves equívocos do passado.
É difícil ter certeza quanto à própria posição perante a vida, considerada nos termos mais vastos de várias encarnações.
Na dúvida, a abstenção de reclamos é uma medida a ser considerada.
Antes de discursar contra qualquer injustiça pessoal, pense nisso.
 
Redação do Momento Espírita

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Este Dia



Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.
Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação de permanente.
Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.
Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.
Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado no seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.
Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante para promovê-la.
Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir  novamente.
Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você, chegou o tempo de atendê-las.
Se precisa estudar determinada lição,encontrou você a oportunidade de fazer isso.
Este dia é um presente de DEUS, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.

(André Luiz, de "Respostas da Vida", Francisco Cândido Xavier)

domingo, 25 de novembro de 2012

O Milagre dos Bebês


         Você já parou para analisar o quanto são interessantes os bebês?
É fascinante perceber como o Criador nos faz voltar ao palco terrestre para uma nova encarnação.
O Espírito velho é revestido por uma embalagem nova, delicada, simpática, que derrete corações e arranca sorrisos em todos os lugares aonde vai.
Os bebês proporcionam, primeiramente aos pais, uma experiência sem igual.
Esse contato com um ser frágil, que inspira cuidados e atenção constante, desenvolve na alma paterna e materna alguns sentidos, uma espécie de sensibilidade nova, que antes não possuíam.
Tentar entender um ser que não fala, que não gesticula e que se expressa de maneiras nada convencionais, é um grande desafio.
Exige que se desenvolva a habilidade da empatia. Exige que se coloque no lugar do outro, que se esqueça um pouco das suas próprias necessidades, e pense nas do bebê em primeiro lugar.
Isso por si só já opera milagres em muitas famílias, pois é uma mudança de vida significativa.
E os pais que não se deixam levar por essas mudanças saudáveis, que não se entregam de corpo e alma a essa experiência, acabam perdendo uma das mais maravilhosas oportunidades da existência.
O milagre dos bebês é o convite de enxergar a vida de outra forma.
Percebem-se mudanças até no convívio social, nas comunidades onde vemos muitos bebês.
Os adultos se relacionam melhor, conversando entre si sobre suas experiências. Passam dicas, dividem preocupações, mas sempre entre sorrisos simpáticos e elogios aos pequenos petizes.
A família tem motivos a mais para se reunir, por vezes esquecendo pequenas querelas, implicâncias e atritos mais sérios, pois o assunto principal passa a ser o bebezinho..
Resumidamente: é uma fase muito importante para a vida de todos. Tanto para os progenitores, familiares, como para o Espírito que volta à Terra.
*   *   *
Se você é pai ou mãe, aproveite bem cada instante. Curta a fase, mergulhe nesse mundo novode cabeça e sem medo.
Evitemos ter que dizer, algum dia, a triste e preocupante sentença: Meus filhos cresceram e nem percebi!
As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência.
Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza.
Esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados.
Esta é mais uma faceta da sabedoria Divina, que nos mostra que os mecanismos da natureza são inteligentes e bons.
Tudo existe para que possamos crescer. Tudo funciona, no Universo, buscando a harmonia.
Redação do Momento Espírita

sábado, 24 de novembro de 2012

Boa-Vontade



Boa-vontade descobre trabalho.

Trabalho opera a renovação.

Renovação encontra o bem.

O bem revela o espírito de serviço.

O espírito de serviço alcança a compreensão.

A compreensão ganha humildade.

A humildade conquista o amor.

O amor gera a renúncia.

A renúncia atinge a luz.

A luz realiza o aprimoramento próprio.

O aprimoramento próprio santifica o homem.

O homem santificado converte o mundo para Deus.

Caminhando prudentemente, pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.


(Emmanuel, de "Pão Nosso", Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O Homem Inteligente



Em verdade, o homem inteligente não é aquele que apenas calcula, mas sim o que transfunde o próprio raciocínio em emoção para compreender a vida e sublimá-la.
Podendo senhorear as riquezas do mundo, abstém-se do excesso para viver com simplicidade, sem desrespeitar as necessidades alheias.
Guardando o conhecimento superior, não se encastela no orgulho, mas aproxima-se do ignorante para auxiliá-lo a instruir-se.
Dispondo de meios para fazer com que o próximo se lhe escravize ao interesse, trabalha espontaneamente pelo prazer de servir.
E, entesourando virtudes inatacáveis, não se furta à convivência com as vítimas do mal, agindo, sem escárnio ou condenação, para libertá-las do vício, o homem inteligente, segundo o padrão de Jesus, é aquele que, sendo grande, sabe apequenar-se para ajudar aos que caminham em subnível, consagrando-se ao bem dos outros, para que os outros lhe partilhem a ascensão para Deus.

(Emmanuel, de "Pão Nosso", Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Precipitação




A precipitação é responsável por muitos males que afligem o homem.
Um comportamento ansioso leva a estados de perturbação, gerador de sofrimentos perfeitamente evitáveis.
Sob o jugo da ansiedade, com frequência tomam-se atitudes incorretas.
A edificação interior, com a conquista da paz, exige um controle atento sobre as próprias ações e reações.
O exercício da calma, por isso mesmo, é indispensável para um viver harmônico em face das perplexidades da vida moderna.
A calma ensina a esperar pelos resultados de qualquer realização, os quais não podem mesmo ser antecipados.
O ritmo do tempo é inalterável.
Os acontecimentos sucedem naturalmente dentro de espaços que não podem ser modificados.
Agindo de forma precipitada, o homem ouve e vê mediante óptica deformada, que mais o perturba.
Com o raciocínio turbado pela pressa, muitas vezes precipita-se em despenhadeiros de infortúnio.
Se há tempo de semear, por certo também chegará a hora da colheita.
É inútil pretender apressar o ciclo da natureza, para  o momento da colheita chegar mais rápido.
No campo moral, o mecanismo é equivalente.
Cada ocorrência na vida tem o seu momento próprio
Deus nada espera de você além das suas possibilidades.
Assim, também não é lícito a você aguardar de seus semelhantes comportamentos e respostas que eles ainda não lhe podem dar.
Não se frustre por isso, mas compreenda que tudo se encontra sob o prudente comando da Divindade.
Reúna as suas forças morais na disciplina e no equilíbrio, sem a ânsia de precipitar sucessos que devem seguir seu curso normal.
Jesus afirmou que somente caem folhas das árvores de acordo com a vontade de Deus.
Conscientize-se de que jamais acontecerá nada em sua vida que você não necessite ou mereça.
Se o seu passado espiritual não registrou certos sofrimentos, de acordo com sua programação cármica, não há a menor possibilidade disso ocorrer.
Assim, confiante na direção Divina sobre sua vida, não sofra por antecipação, propiciando estados de ansiedade e amargura perfeitamente evitáveis.
Contudo, quando o sofrimento desabar sobre você, enfrente-o com nobreza, entendendo que ele corresponde à sua tarefa do momento.
Saiba que essa circunstância de dor inevitável é necessária como forma de crescimento para a vida.
Ela o auxilia em sua recuperação pessoal, dentro de um prisma mais elevado, na contabilidade dos valores espirituais.
Tenha paciência e não se precipite nunca.
O agir estouvado é indicativo de imaturidade psicológica e espiritual.
Quem confia verdadeiramente em Deus vive com serenidade, fazendo o bem possível sem pretender um controle inviável sobre a dinâmica da vida.
Decisões irrefletidas tendem a provocar arrependimentos. Mas isso não acontece quando os atos  são frutos da reflexão e da calma.
Pode lhe parecer impossível suportar em paz os problemas que o angustiam.
Nesse caso, recorra à oração.
Deixe-se acalmar pela beleza do intercâmbio entre você, que roga, e a Divindade, que responde.
Asserene-se e poupe-se à precipitação, ao contato dos eflúvios do Alto.
Sinta-se integrado na dinâmica da vida, guiado e amparado por um poder amoroso e sábio, e desfrute a paz que esse estado de consciência lhe proporciona.

Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Medo de Amar



A insegurança emocional responde pelo medo de amar.
O amor é mecanismo de libertação do ser, mediante o qual, todos os revestimentos da aparência cedem lugar ao Si profundo, despido dos atavios físicos e mentais, sob os quais o ego se esconde.
O medo de amar é muito maior do que parece no organismo social. As criaturas, vitimadas pelas ambições imediatistas, negociam o prazer que denominam como amor ou impõem-se ser amadas, como se tal conquista fosse resultado de determinados condicionamentos ou exigências, que sempre resultam em fracasso.
Toda vez que alguém exige ser amado, demonstra desconhecimento das possibilidades que lhe dormem em latência e afirma os conflitos de que se vê objeto. O amor, para tal indivíduo, não passa de um recurso para uso, para satisfações imediatas, iniciando pela projeção da imagem que se destaca, não percebendo que, aqueloutros que o louvam e o bajulam, demonstrando-lhe afetividade são, também, inconscientes, que se utilizam da ocasião para darem vazão às necessidades de afirmação da personalidade, ao que denominam de um lugar ao Sol, no qual pretendem brilhar com a claridade alheia.
Vemo-los no desfile dos oportunistas e gozadores, dos bulhentos e aproveitadores que sempre cercam as pessoas denominadas de sucesso, ao lado das quais se encontram vazios de sentimento, não preenchendo os espaços daqueles a quem pretendem agradar, igualmente sedentos de amor real.
O amor está presente no relacionamento existente entre pais e filhos, amigos e irmãos.. Mas também se expressa no sentimento do prazer, imediato ou que venha a acontecer mais tarde, em forma de bem-estar. Não se pode dissociar o amor desse mecanismo do prazer mais elevado, imediato, aquele que não atormenta nem exige, mas surge como resposta emergente do próprio ato de amar.
Quando o amor se instala no ser humano, de imediato uma sensação de prazer se lhe apresenta natural, enriquecendo-o de vitalidade e de alegria com as quais adquire resistência para a luta e para os grandes desafios, aureolado de ternura e de paz.


 Divaldo Pereira.Franco Amor, Imbatível Amor. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Enriquece o Teu Dia



Cada dia é uma reencarnação simbólica para nós outros, no círculo de lutas purificadoras da Terra.
Não te esqueças de semelhante verdade, se desejas realmente preparar o coração para a vida imperecível.
Não desperdices a riqueza dos minutos na indiferença, na teimosia, no isolamento ou na inércia.
Cada vez que o sol reaparece no horizonte, é possível melhorar o padrão do próprio entendimento com os familiares, auxiliar ao próximo com mais segurança, amparar a natureza com mais alta compreensão.
Hoje é nova oportunidade a fim de renovar-nos, quanto possível, para o Infinito Bem.
Planta uma árvore amiga e, mais tarde, recolher-lhe-ás o tesouro de bênçãos.
Aceita o desafeto de ontem, oferecendo-lhe simpatia e, em futuro próximo, terás um irmão compreensivo e devotado.
Utiliza, com proveito, o vintém de que dispões, auxiliando ao necessitado e, amanhã, entrarás na posse de valores inesperados da amizade e da alegria.
Sorri com bondade e coopera, com mais diligência, em tua paisagem de serviço habitual, nos instantes do “agora” e encontrarás companheiros, ricos de concurso fraterno nos dias que virão.
As mais comoventes sinfonias são iniciadas em notas pequeninas, aparentemente sem significação.
Se pretendes um lugar no banquete da ciência e da fraternidade, do amor e da sabedoria, começa a estudar e a servir, a compreender e desculpar, a mentalizar o bem e a sublimar o próprio coração, desde hoje.

(Emmanuel, de "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Expiação e Evolução



O traje tem o tipo da costura a que se filia, mas a pessoa que o veste nada tem de comum com o sinal da fábrica.
O vaso revela o estilo do oleiro, no entanto, o líquido que carrega, não obstante guardar-lhe a contextura, é de essência diversa.
O corpo, igualmente, traz a marca dos pais que. o entretecem na oficina da hereditariedade, todavia, o espírito que o maneja é muito diferente, na constituição psicológica, embora, muitas vezes, lhes comungue as tendências.
Cada criatura renasce, transportando consigo a herança dos próprios atos.
Regenerações e tarefas que a desencarnação interrompe alcançam recomeço em existência seguinte.
A expiação alinha os quadros de enfermidade e infortúnio que começam do berço e a evolução desdobra realizações e esperanças que se entremostram na meninice.
Justo compreender que há reencarnações, equivalendo a estágios de reajuste e resgate, iniciativa e continuidade, lição e sacrifício, com lutas correspondentes a ministérios e provas, dívidas e créditos, progresso e aperfeiçoamento, recuperação e missão.
A História nos apresenta rapazinhos prodígios, quanto Pascal, escrevendo um tratado das seções cônicas de Euclides, e Mozart, compondo uma ópera, um e outro, antes dos quinze de idade, na experiência física. Hoje como ontem, é possível encontrar, entre menores delinqüentes, as mais avançadas vocações para a crueldade, tanto quanto na rua, legiões de pobres crianças empolgadas no desequilíbrio.
Saibamos iluminar a mente infanto-juvenil na chama do conhecimento superior.
Infância é o dia que alvorece. Mocidade é o dia em movimento.
Educando-nos, para conseguir educar, conduziremos jovens e adultos à edificação do porvir, através da responsabilidade de viver, porque a morte, por escriturária da Justiça Divina, surgirá para cada um....

(Emmanuel, de "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

domingo, 18 de novembro de 2012

Escolha de Provas



Estudando o problema da escolha de provações da Esfera Espiritual para o círculo das experiências humanas, imaginemos um campo de serviço terrestre em que determinado trabalhador é chamado à execução de tarefa específica.
Decerto que, aí dentro, vige a liberdade na razão direta do dever bem cumprido.
O servidor que haja inutilizado deliberadamente as peças do arado que lhe requer devoção e suor gastará tempo em adquirir instrumento análogo com que possa atender à orientação que o dirige.
O lavrador invigilante que tenha permitido por desleixo a incursão de vermes destruidores na plantação que lhe define o trabalho, não pode esperar a colheita farta antes que se consagre à limpeza e à preservação da leira que a administração lhe confia.
O cooperador com a infelicidade de envolver-se em processos de crueldade, terá cerceado a sua independência de ação, de vez que será necessário circunscrever-lhe a influência em processo adequado de reajuste.
Entretanto, se o operário fiel da lavoura satisfaz agora a todos os requisitos das obrigações a que se vê convocado, sem dúvida, plasma, em seu próprio favor, o direito de indicar por si mesmo o novo passo de serviço na direção do futuro, com pleno assentimento da autoridade superior que lhe traça o roteiro de lutas edificantes.
Assim, além da desencarnação, nem todos desfrutam de improviso a faculdade de escolher o lugar ou a situação em que deva prosseguir no
esforço de evolução, porquanto, quase sempre, é imperioso o regresso às sombras da retaguarda para refazer com sofrimento e lágrimas, amargura e sacrifício o ensejo perdido de acesso à luz.
Se desejas a marcha vitoriosa para lá dos portais de cinza em que se nos renova a visão espiritual, afeiçoa-te, com perseverança e lealdade, ao próprio dever, dele fazendo o pão espiritual, cada dia, porque para alcançar o triunfo e a elevação de amanhã, é indispensável consagrar-lhes a nossa atenção desde hoje.

(Emmanuel, de "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

sábado, 17 de novembro de 2012

A Verdadeira Sabedoria



 Aquele que conhece os outros é sábio.

Aquele que conhece a si mesmo é iluminado.

Aquele que vence os outros é forte.

Aquele que vence a si mesmo é poderoso.


Aquele que conhece a alegria é rico.
Aquele que conserva o seu caminho tem vontade.

Seja humilde, e permanecerás íntegro.
Curva-te, e permanecerás ereto.

Esvazia-te, e permanecerás repleto.
Gasta-te, e permanecerás novo."

O sábio não se exibe, e por isso brilha.
O sábio não se faz notar, e por isso é notado.

O sábio não se elogia, e por isso tem mérito.
E, porque não está competindo, 
ninguém no mundo pode competir com ele.




Lao-Tsé

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Equilíbrio



Só temos consciência do belo, 
Quando conhecemos o feio. 
Só temos consciência do bom, 
Quando conhecemos o mau. 
Porquanto, o Ser e o Existir, 
Se engendram mutuamente. 
O fácil e o difícil se completam. 
O grande e o pequeno são complementares. 

O alto e o baixo formam um todo. 
O som e o silêncio formam a harmonia. 
O passado e o futuro geram o tempo. 

Eis porque o sábio age, 
Pelo não-agir. 
E ensina sem falar. 
Aceita tudo que lhe acontece. 
Produz tudo e não fica com nada. 

O sábio tudo realiza - e nada considera seu. 
Tudo faz - e não se apega à sua obra. 
Não se prende aos frutos da sua atividade. 

Termina a sua obra, 
E está sempre no princípio. 
E por isso a sua obra prospera.



Lao-Tsé

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

O Guardião do Castelo



Certo dia num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranquilidade, falou:

- Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar.


Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:


- Aqui está o problema!


Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria?! O que fazer?! Qual o enigma?! Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e???


ZAPT!! destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:


- Você será o novo Guardião do Castelo.


Moral da história:


Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou.


Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido. Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida. 


Autor:  desconhecido.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Leis Imutáveis



A palavra lei expressa uma regra ou um conjunto de regras, criadas com o objetivo de definir e regulamentar diversas situações entre os homens.
A lei civil, por exemplo, regula a relação entre os cidadãos. A lei criminal define os delitos e determina a maneira como serão as punições referentes a cada falta.
Verificamos, nas leis da química, física e astronomia, a definição de algumas relações constantes, que existem entre os fenômenos naturais.
A lei moral ou Divina indica ao homem o que ele deve fazer ou deixar de fazer.
É um conjunto de normas ou regras, emanadas da Providência Divina, que orientam os atos humanos segundo a justiça natural.
É a ética religiosa de todos os povos e de todas as nações.
A desobediência aos seus códigos causa sofrimento e desequilíbrio ao infrator que, de forma alguma, fugirá ao reajuste.
O homem traz a lei de Deus gravada em sua consciência e mesmo o mais bruto sente-a em forma de impulsos. Somos todos capazes de distinguir o bem do mal.
Deus é a Inteligência Cósmica que rege o mundo com perfeição.     
Não é como um hábil relojoeiro que formou o mundo, deu-lhe corda e a deixa esgotar-se, lentamente, até o fim. Pelo contrário, Ele é o Pai amoroso que cuida daquilo que criou.
Colocou junto a nós seres superiores, nossos guias espirituais e protetores, que estão sempre prontos a nos aconselhar e amparar. Permanecem ao nosso lado desempenhando uma missão de amor.
Através da inspiração que recebemos desses Espíritos, Deus nos alerta, a cada instante, se fazemos o bem ou o mal.
­Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade.
Segundo a palavra do Cristo, estamos em Deus assim como Ele está em nós.
Ele nos criou, deu-nos um objetivo e nos fornece os meios de alcançarmos essa meta. Colocou-nos sob Sua regência.
O Supremo Pai utilizou-Se, através dos tempos, de profetas e sábios para nos indicar essa rota segura.
Mas foi Jesus quem nos apresentou o modelo perfeito a ser seguido, ensinando, pelo exemplo e sacrifício, toda a vivência do estatuto das leis morais.
Elas têm o seu fundamento no amor e encerram todos os deveres dos homens uns para com os outros.
As leis naturais de justiça, amor, igualdade e caridade resumem todas as outras e possibilitam ao homem adiantar-se na vida espiritual.
Estabelecidas pelo Pai Criador, as invioláveis leis morais são de todos os tempos e constituem roteiro de felicidade no caminho evolutivo.  
Pensemos em como tem sido o nosso proceder na relação com Deus, no uso do nosso tempo, no cuidado com o corpo físico, na vida em sociedade e em família, no uso dos bens da Terra e perante as desigualdades sociais.
Em benefício da nossa própria evolução moral e espiritual, mantenhamos viva a chama da fé e a sintonia com a Espiritualidade maior, para que consigamos seguir com fidelidade as leis morais da vida.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mãe Desnecessária



A boa mãe é aquela que vai se tornando desnecessária com o passar do tempo.

Várias vezes ouvi de um amigo psicanalista essa frase, e ela sempre me soou estranha.
 
Até agora. Agora, quando minha filha de quase 16 anos começa a dar voos-solo.

Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a cria embaixo da asa, protegida de todos os erros, tristezas e perigos. 
 
Uma batalha hercúlea, confesso. Quando começo a esmorecer na luta para controlar a super-mãe que todas temos dentro de nós, lembro logo da frase, hoje
absolutamente clara.
 
Se eu fiz o meu trabalho direito, tenho que me tornar desnecessária.

Antes que alguma mãe apressada me acuse de desamor, explico o que significa isso.
 
Ser 'desnecessária' é não deixar que o amor incondicional de mãe, que sempre existirá, provoque vício e dependência nos filhos, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e independentes. 


Prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também. 
 
A cada fase da vida, vamos cortando e refazendo o cordão umbilical. 
 
A cada nova fase, uma nova perda é um novo ganho, para os dois lados, mãe e filho. 
 
Porque o amor é um processo de libertação permanente e esse vínculo não pára de se transformar ao longo da vida.

 
Até o dia em que os filhos se tornam adultos, constituem a própria família e recomeçam o ciclo. 
 
O que eles precisam é ter certeza de que estamos lá, firmes, na concordância ou na divergência, no sucesso ou no fracasso, com o peito aberto para o aconchego, o abraço apertado,o conforto nas horas difíceis.
 
Pai e mãe - solidários - criam filhos para serem livres. Esse é o maior desafio e a principal missão.
 
Ao aprendermos a ser 'desnecessários', nos transformamos em porto seguro para quando eles decidirem atracar.


(Autor Desconhecido)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ama Sempre



Encontrarás talvez, junto de ti, os que te pareçam errados.
Esse cometeu falta determinada, aquele se acomodou numa situação considerada infeliz.
Respeita o tribunal que lhes indicou tratamento, sem recusar-lhes auxílio. Quem conhecerá todas as circunstâncias para sentenciar, em definitivo, quanto às atitudes de alguém, analisando efeitos sem penetrar as causas profundas?
Deliciava-se certa jovem com o perfume das rosas que lhe vinham desabrochar na janela. Orgulhosa das ramas que escalavam paredes, de modo a ofertar-lhe as flores, quis corrigir o jardim, no pedaço de chão em que a planta se levantava. Pequeno monte de terra adubada, a destacar-se de nível, foi violentamente arrancado, mas justamente aí palpitava o coração da roseira.
Decepada a raiz, morreram as flores. Quantas criaturas estarão resignadas à moradia em situações categorizadas por lodo, para que as rosas da alegria e da segurança possam brilhar nas janelas de nossa vida?
Aceita os outros tais quais são.
Espera e serve.
Abençoa e ama sempre.
O errado hoje, em muitos casos, será o certo amanhã.
O julgamento é dos homens, mas a Justiça é de Deus.


Francisco Cândido.Xavier - Pelo Espírito Meimei.. 

domingo, 11 de novembro de 2012

Esquizofrenia



A esquizofrenia ocupa a maior parte das manifestações psicóticas. Devido a grande variedade dos sintomas foi classificada em quatro tipos:

A – Esquizofrenia simples: em que o paciente vive mais o seu mundo interno, com dificuldade de adaptação social.

B – Esquizofrenia hebefrênica: própria da adolescência em que predominam os maneirismos, risos sem motivos e isolamento.

C – Esquizofrenia catatônica: pelas variedades de atitudes estereotipadas, levando a imobilidade por horas e no final podendo levar a imobilidade total.

D – Esquizofrenia paranóica: trazendo delírios e mania de perseguição. Tratamentos difíceis pela insistência e fixação dos sintomas. Pelo bloqueio afetivo são perigosos.

Segundo Dr. Jorge Andrea, em Visão Espírita nas Distonias Mentais: "As psicoses são autênticas doenças da alma ou do Espírito em severas respostas cármicas, quase sempre demarcando toda a jornada carnal...


Os sintomas, por não terem o devido esgotamento no campo do exaustor físico (personalidade) perduram e refletem-se em outra reencarnação."

O doente mental sob a ótica espírita é seguramente um transgressor dos códigos das Leis Divinas.


O Dr. Bezerra de Menezes declara: "O esquizofrênico não tem destruído a afetividade, nem os sentimentos; tem dificuldade em expressá-los, em razão dos profundos conflitos consciênciais, que são resíduos das culpas passadas. E porque o Espírito se sente devedor, não se esforça pela recuperação, ou teme-a a fim de enfrentar os desafetos, o que lhe parece a pior maneira de sofrer do que aquele em que se encontra."

Manuel P. de Miranda no livro Loucuras e Obsessão coloca o seguinte ainda sobre o esquizofrênico: "Noutras vezes, desejando fugir à sanha dos inimigos, o Espírito busca o corpo como um refúgio no qual se esconde bloqueando os centros da lucidez e da afetividade, que respondem como: indiferença e insensibilidade, no paciente de tal natureza."


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sábado, 10 de novembro de 2012

Para Onde Vamos Durante o Sono?



Era manhã de sol nas proximidades do mar.
A esposa despertara ansiosa por narrar ao marido a experiência que tivera na noite anterior.
Estavam fisicamente separados por cerca de 5 dias, em cidades diferentes, e a saudade já batia forte.
Há mais de trinta anos dividiam a mesma cama, a mesma vida, e qualquer rápida separação já era sentida por ambos.
Tomando do telefone, então, ela lhe conta, que na noite anterior tivera uma sensação muito especial.
Deitada na cama, nos primeiros instantes do sono, sentira o perfume dele, como se ele tivesse acabado de sair do banho, e se colocado ao seu lado, como sempre o fazia em casa.
Além do aroma agradável, percebeu uma presença muito forte, como se ele realmente estivesse ali.
Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém.
O marido, do outro lado da linha, ouvia tudo também emocionado.
Quando ela terminou a narração, foi a vez dele dizer:
Pois também vivi uma experiência singular nesta noite.
Na madrugada, acordei com a certeza de que você estava dormindo ao meu lado. Tinha certeza que você estava ali. Mas quando olhei para o seu lugar na cama, nada vi.
Terminam os dois a conversa, surpresos, dizendo:
É... acho que nos encontramos esta noite!

Muitos de nós temos histórias muito peculiares sobre o período do sono.
Aqueles que conseguem lembrar mais claramente dos sonhos trazem experiências muito ricas, por vezes, e que merecem nossa análise.
Para onde vamos durante o sono? Todas essas lembranças serão apenas produto do cérebro?
O Espiritismo vem nos elucidar, afirmando que durante o período do sono, a alma se emancipa, isto é, se afasta do corpo temporariamente.
Desta forma, o que conhecemos como sonhos são as lembranças do que o Espírito viu e vivenciou durante esse tempo.
Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência.
Através da atração produzida pela afinidade, procuramos muitas vezes aqueles que nos são caros, amigos, parceiros e amores.
Por isso é que aqueles que muito se amam na Terra, podem se encontrar no espaço, e continuarem juntos.
É assim que encontramos Espíritos amados, que já não se encontram conosco fisicamente, e partilhamos com eles momentos inesquecíveis.
Por vezes lembramos, por outras tantas não, mas sempre conservamos no íntimo bons sentimentos, ou a sensação de ter vivido experiência agradável.
O Espírito sopra onde quer, e mesmo durante nosso aparente repouso, perceberemos que ele está em atividade, sempre.
*   *   *
Podemos nos preparar melhor para conseguirmos ter bons sonhos.
Obviamente que os acontecimentos do dia, e nosso estado emocional irão influenciar nossas experiências oníricas, mas podemos tomar alguns cuidados a mais para aproveitar melhor este período:
uma leitura salutar,
a oração sincera,
uma música suave que nos acalme,
alguns momentos de meditação.
Todos estes ingredientes colaboram para que as últimas impressões do dia sejam positivas, e sejam levadas conosco, favorecendo a emancipação da alma.
Assim, tenha bons sonhos...

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Sábias Palavras



Seja generoso na prosperidade e grato no infortúnio.

Seja digno de confiança de teu próximo e dirige-lhe um olhar alegre e amável.


Seja um tesouro para o pobre, um conselheiro para o rico;


Responde ao apelo do necessitado e preserva sagrada a tua promessa.


Seja imparcial em teu juízo e cauteloso no que dizes.


A ninguém trates com injustiça e mostra toda humildade a todos os homens.


Seja como uma lâmpada para aqueles que andam nas trevas,


Seja causa de júbilo para o entristecido, um mar para o sequioso,


Um refúgio para o aflito, um apoio e defensor da vítima da opressão.

 
Que a integridade distinga todos os teus atos.


Seja um lar para o estranho, um bálsamo para quem sofre,


Uma torre de força para o fugitivo.


Para o cego deves tu ser olhos, e


Para os pés dos errantes, uma luz que guie.




 Oração BaHai pela paz

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Violência e Paz


     
           Toda vez que assistimos os noticiários da TV, que lemos revistas e jornais, ficamos inquietos com a onda de violência que invade o mundo.

        Por recear os violentos, deixamos de sair à rua. Pensamos que ficando em casa ficaremos livres das investidas dos maus.

        Verdadeiramente, a solução é confiar em Deus e buscar manter ou conquistar a paz. Essa paz tão almejada por todos nós.

        A paz, que caminha com o amor, tem a capacidade de transformar a violência em docilidade, por mais difícil que isso possa parecer.

        Lembramo-nos de muitos exemplos. Do lobo que Francisco de Assis amansou. Da vitória da não-violência de Gandhi.

        Tanto quanto de centenas e centenas de corações anônimos que trabalham em silêncio pela paz da Humanidade, pacificando os que se encontram mais próximos.

        Essa doce e silenciosa influência bem está ilustrada num fato ocorrido durante a Guerra do Vietnã e que foi narrada por um soldado norte-americano.

        Conta ele que, junto com outros companheiros, estavam escondidos numa plantação de arroz. Assim também ali se escondiam vietcongues.

        E passaram a travar um acirrado tiroteio. De repente, por um estreito caminho que dividia um campo do outro, surgiu uma fila de seis monges, andando na mais perfeita paz, tranqüilos e equilibrados, seguindo bem em direção à linha de fogo.

        Todos eles olhavam para a frente, de forma serena, como se não houvesse perigo algum.

        Naquele momento, algo estranho aconteceu com os soldados de ambos os lados. Ninguém sentiu vontade de atirar enquanto os monges passavam.

        E depois que eles saíram da linha de fogo, o calor da luta havia desaparecido. Naquele dia, ao menos, todos eles desistiram do combate.
*   *   *
        Quando conseguirmos manter a paz inalterável, haveremos de nos sentir muito bem.

        Em nosso planeta se espalhará um odor de calma, um desinteresse pelas ações violentas. Haverá uma vontade de mudar e buscar outros valores.

        Em cada um haverá a recordação da inocência infantil e o amor brotará nas criaturas de forma espontânea.

        Certamente, até chegarmos lá, ainda teremos que conviver com a violência.

        Assim foi com Gandhi, que encontrou um jovem que lhe atirou em pleno peito, fanando-lhe a vida. Assim foi com Jesus, que sofreu a penalidade da crucificação.

        Mas, da mesma forma que eles permaneceram imperturbáveis na sua paz, influenciando-nos a pensar na paz, a desejá-la e conservá-la, assim nos devemos portar.

        É como se pudéssemos tornar a ouvir, repetidas vezes, a voz do Rabi Galileu a entoar o seu poema:

        E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo... Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou.
*   *   *
        Sejam os teus atos um reflexo da tua paz, que deves cultivar com os esforços de todo dia e os investimentos de toda hora.


Redação do Momento Espírita