terça-feira, 31 de julho de 2012

Escola



Fita o mundo em derredor

E a vida que te bendiz:

Soma as bênçãos que te cercam

Não te digas infeliz.

Onde estiveres, anota

Ao senso que te conduz:

O Sol igual para todos 

É fonte jorrando luz.

Respirando, dia e noite,

Gastando ar e mais ar,

Pelas bênçãos que assimilas

Nada precisas pagar.

Toda mata é um quadro lindo

Em tela verde e formosa;

Ninguém explica na Terra

A beleza de uma rosa.

Atravessas mares, montes,

Primaveras encantadas;

Desfrutas árvores, frutos,

Cidades, campos, estradas...

Terra!... eis a escola bendita.

O lar tantas vezes meu!...

Não te digas infeliz

Na escola que Deus te deu.

Casimiro Cunha
Psicografia de
Chico Xavier

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Entendimento



A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do trabalho renovador.
Entendimento que simbolize fraternidade operante.
Simpatia que se converta em fulcro de força atrativa, exteriorizando-nos a melhor parte, para que a melhor parte dos outros se exteriorize ao nosso encontro.
Todos somos compulsoriamente envolvidos na onda mental que emitimos de nós, em regime de circuito natural.
Categorizamo-nos bons ou maus, conforme o uso de nossos sentimentos e pensamentos, que, no fundo, constituem cargas de energia eletromagnética, com as quais ferimos ou acalentamos, ajudamos ou prejudicamos, vitalizamos ou destruímos, e que voltam, invariavelmente, a nós mesmos, impregnadas dos recursos felizes ou infelizes com que lhes marcamos a rota.
Quando coléricos e irritadiços, agressivos e ásperos para com os outros, criamos por atividade reflexa o desalento e a intemperança, a crueldade e a secura para nós mesmos, e, quando generosos e compreensivos, prestimosos e úteis para com aqueles que nos cercam, criamos, conseqüentemente, a alegria e a tranqüilidade, a segurança e o bom ânimo para nós próprios.
Responde-nos a vida em todas as coisas e em todas as criaturas, segundo a natureza de nosso chamamento.
Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da evolução e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
A própria posição vulgar do homem na Terra vale por símbolo dessa condição específica. Por cima o fulgor pleno do Sol, por baixo a escuridade do abismo.
Todos recolhemos do Pai Celeste os estímulos ao futuro e todos padecemos os reflexos do passado a se nos projetarem sobre a existência.
Desatando, assim, as algemas do mal que nós mesmos forjamos em detrimento de nossas almas, há que buscar o bem, senti-lo, mentalizá-lo e plasmá-lo com todos os potenciais de realização ao nosso alcance.
Para começar, precisaremos separar o criminoso da criminalidade, como o lavrador que estabelece diferença entre o verme e a plantação, para abolir o domínio do primeiro e enriquecer a utilidade da segunda. E assim como o trabalhador rural extingue a praga, salvando a lavoura, é necessário que o nosso entendimento improvise meios de auxiliar o companheiro que caiu sob o guante da delinqüência, sem alentá-la.
Apequenar-se para ajudar, sem perder altura, é assegurar a melhoria de todos, acentuando a própria sublimação.
Entretanto, só o culto infatigável do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço de autoburilamento em que devemos empenhar os nossos melhores sonhos, de vez que apenas o amor puro é capaz de criar em nossa mente a energia da luz divina, a expandir-se de nós em reflexos de protetora renovação.

(Emmanuel, do livro "Pensamento e Vida", Francisco Cândido Xavier)

domingo, 29 de julho de 2012

Nossos Sonhos

 

Você sonhou esta noite? Não se recorda?

O que é o sonho? Ele é o produto da liberdade que goza a alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa.

O sonho pode ser dividido em três categorias principais. O primeiro é o chamado sonho ordinário ou cerebral. É simplesmente o reflexo das impressões e imagens arquivadas no cérebro durante o período de vigília.

Ao adormecermos, tais imagens se liberam sem direção consciente e então temos cenas indecisas, sem sentido, sem coordenação. E que permanecem na memória.

Estados de sofrimento ou de doenças, facilitando o desprendimento do Espírito, aumentam ainda mais a incoerência e a intensidade dos sonhos. As impressões e imagens se chocam e se confundem.

A segunda categoria se dá quando o Espírito flutua na atmosfera, sem se afastar muito do corpo. Mergulha no oceano dos pensamentos e imagens que rolam, de todos os lados, pelo espaço.

Aí colhe impressões confusas. Tem estranhas visões. Sonhos inexplicáveis.

Também pode, nesse estado, mergulhar no passado, rever acontecimentos desta ou de anteriores vidas.

Esses sonhos, de uma infinita diversidade, conforme o grau de liberdade do Espírito, afetam sobretudo o cérebro físico. É por isso que deles conservamos a lembrança ao despertar.

O sonho profundo ou sonho espírita se dá quando o Espírito fica mais livre do corpo. Desprende-se da matéria e vai ao encontro dos seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais.

Também pode se encontrar, nesse estado, com outras almas, no momento encarnadas na Terra. Desses sonhos, o Espírito conserva impressões, que nem sempre afetam o cérebro físico.

Mas se gravam na consciência e depois surgem, no transcorrer dos dias, como pressentimentos, intuições, etc.

É por isso que o provérbio diz: A noite é boa conselheira.

São também registrados, com frequência, fenômenos de premonição durante os sonhos.

A mulher de Júlio César sonha com o assassínio do marido e tudo faz para que ele não vá ao Senado, naquele dia.

Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos, sonhou que se achava em uma calma como de morte. Ouviu soluços. Percorreu várias salas e no centro de uma delas viu um corpo deitado, vestido de preto, guardado por soldados. Enorme multidão chorava.

Quem morreu na Casa Branca? - perguntou. Um soldado respondeu: O Presidente. Foi assassinado. Pouco tempo depois ele morria assassinado.

E os pesadelos? São produto dos nossos desejos, recordações ou experiências espirituais inferiores, devido a um estado mental conturbado.

O maior antídoto contra os pesadelos é buscar manter o pensamento e a vontade ligados no bem. Uma boa vivência diária, uma boa leitura antes de dormir, oração sentida são excelentes recursos para termos bons sonhos.

Ainda uma vez, quem vive o bem, também sonha o bem.

*   *   *

Os sonhos não são verdadeiros como entendem os ledores da sorte.

É absurdo, pois, pensar que sonhar com uma coisa anuncia outra.

As preocupações do dia podem dar àquilo que se vê em sonhos, a aparência do que se deseja ou se tem medo. É um efeito da imaginação.

As interpretações supersticiosas, que pretendem relacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, devem ser repudiadas.

Gasta-se com isso preciosos recursos e oportunidades da existência.

Redação do Momento Espírita com base nos itens 400 a 412 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec

sábado, 28 de julho de 2012



Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta admitir-lhe a existência. É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.
Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos ilumine o aposento recorremos a fios Condutores que lhe transportem a força, desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.
A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a placa que a recebe.
A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.
Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude positiva de confiança.
Entretanto, como exprimir a fé? — indaga-se muitas vezes.
A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.
É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às leis de renovação que abarcam a Natureza.
Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a energia da fé.
Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal larga e profunda.
A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se, confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.
Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.
Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da idéia de Deus, é imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a grandeza.
Recordemos a lente e o Sol. O astro do dia distribui equitativamente os recursos de que dispõe. Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum, dele auferimos poder mais amplo.
O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais eficiência lhe retrataremos a glória.
Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.
O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe que o mutilou.
A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.
Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.
Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhôes de todo o mal, de vez que o bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor.

(Emmanuel, do livro "Pensamento e Vida", Francisco Cândido Xavier)

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Sem Desânimo



Se você deixou de trabalhar, entrando em desânimo, examine o tráfego numa rua simples.

Ônibus, automóveis, caminhões, ambulâncias e viaturas diversas passam em graus de velocidade diferente, cumprindo as tarefas que lhes foram assinaladas.

Nenhum veículo segue sem objetivo e sem direção.

Observe, porém, o carro parado, fora da pista.

Além de constituir uma tentação para malfeitores e um perigo no trânsito, é também um peso morto na economia geral, porquanto foge do bem que lhe cabe fazer.

Entretanto, se o dono resolve recuperá-lo, aparecem, de pronto, motoristas abnegados, que se empenham a socorrê-lo.

Considera a lição e não gaste o seu tempo, acalentando enguiços na própria alma, que farão de você um trambolho para os corações queridos que lhe partilham a marcha.

Qual acontece ao veículo mais singelo, você pode perfeitamente auxiliar nos caminhos da vida, arrancar um companheiro dessa ou daquela dificuldade, carregar um doente, transportar uma carta confortadora, entregar um remédio ou distribuir alimento.

Se você quiser, realmente, largar o cantinho da inércia, rogue amparo aos Espíritos Benevolentes e Sábios que funcionam, caridosamente, na condição de mecânicos da Providência Divina, e eles colaborarão com você, mas para que isso aconteça, é preciso, antes de tudo, que você pense em servir, dispondo-se a começar.

André Luiz/Chico Xavier

Da obra: Paz e Renovação

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Amor Para Amar



O amor para amar criou o maior prodígio do mundo.
Tudo aconteceu com o Eterno Amigo da Humanidade, considerado, em seu tempo, na condição de companheiro vulgar.
Não possuía ele o mínimo recanto, em que pudesse repousar a cabeça, no entanto, inspirou o levantamento da mais elevada civilização de todas aquelas que já existiram na Terra.
Não escreveu página alguma, a não ser curta frase na areia, quando defendia pobre mulher sofredora, contudo, até agora, suscita a formação dos livros mais belos do gênero humano.
Não participou das administrações públicas, mas solucionou com simplicidade o problema do relacionamento entre governantes e governados, ensinando aos semelhantes que se deve "dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus."
Não lecionou penalogia, no entanto, em favor da paz e da felicidade entre as criaturas, aconselhou o perdão das ofensas e, sob a luz de suas lições inolvidáveis, os férreos cárceres da antiguidade, pouco a pouco, estão sendo transformados em escolas de trabalho e reeducação.
Não militou na medicina e, até hoje, cura as almas doentes ou conturbadas pelo poder da fé e através da prática do amor.
Nunca pediu medidas de solidariedade compulsória, entretanto, em seus exemplos, acendeu a chama da caridade, plasmando as obras da assistência social que honorificam a vida terrestre.
Na exposição das idéias renovadoras que trazia, além do diálogo aberto com os discípulos e acompanhantes, incluindo mulheres e crianças desprotegidas, se realizou algum comício de grandes proporções, esse foi aquele do Sermão da Montanha, no qual reuniu os estropiados e os enfermos, os aflitos e os infelizes, entregando-lhes as palavras inesquecíveis do mais alto documento da Humanidade, consagrando os valores da paciência e da compreensão, da misericórdia e da humildade.
Era ele tão forte que nunca se rendeu às sugestões sombrias dos perseguidores e tão sensível que chegou a chorar sobre o túmulo de um amigo morto.
Esse homem que tudo deu de si às criaturas da Terra, transmitindo-lhes o que Deus lhe doara, que aparentava a fragilidade dos seres humanos e transportava consigo a grandeza dos anjos, tem o nome de Jesus Cristo.
Conquistadores diversos do Planeta sempre desceram do fastígio do poder para as grandes transformações, entretanto, ele se engrandece, cada vez mais, de século para século. E, há quase dois milênios, a sua mensagem é a esperança dos povos e a sua presença divina é a luz das nações.

(Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Eles Virão


Nos momentos difíceis, detém-te nos afetos inolvidáveis que te precederam na viagem da grande liberação!... Tê-los-ás presentes, ao recordar-lhes os exemplos de bondade e valor com que superaram as horas de tentação e de sacrifício.

Reencontrarás, sem dificuldade, o ponto de ligação com eles, em algum recanto aparentemente esquecido da memória, no qual ainda vibram as notas do teu cântico de alegria e de gratidão, diante de algum gesto de humanidade e devotamento com que te encorajaram a lealdade e a esperança!...

Lembra-te deles, mas sempre que possível, não lhes peças auxilio para a obtenção de facilidades humanas que não tiveram.
Rearticula-lhes a imagem no pensamento, tal qual os viste, sob a carga das obrigações em que se enobreceram nos testemunhos de fidelidade e trabalho.

Em seguida, roga-lhes inspiração e socorro para que te não falhem as energias no trato com os deveres que a vida te deu a executar.
Solicita-lhes a presença animadora.

Eles virão ao teu encontro e te falarão sem palavras articuladas da ventura que se derrama da consciência tranqüila, fortalecendo-te o ânimo sem te furtarem o lugar no banco das provas.

Não te arrebatarão os pés ao espinho da urze, por saberem que o homem não faz lume na própria alma, sem o vaso da experiência, mas estender-te-ão os braços invisíveis, a te sustentarem as forças, na travessia da vereda escabrosa.

A pouco e pouco, pelo sem-fio do pensamento, te ensinarão que apenas constroem para o bem, Aqueles que se dispõem a obedecer e te farão sentir que tudo de bom nas sendas da Terra vem dos que se rendem à disciplina, para que a vida se faça melhor.

Nos instantes de desalento, sobretudo, chama por eles, os amigos cujos olhos físicos a morte selou para abri-los ao sol do Mundo Espiritual e eles virão, por mensageiros de luz, não somente a fim de renovar-te o coração dolorido, mas também para explicar-te que ninguém compra a verdadeira felicidade sem a moeda do amor, lastreada pela riqueza do sofrimento.
  
Francisco Cândido Xavier. Nascer e Renascer. Pelo Espírito Emmanuel. GEEM.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Vontade



Comparemos a mente humana — espelho vivo da consciência lúcida — a um grande escritório, subdividido em diversas seções de serviço.
Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória, arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem os investimentos da alma.
Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.
A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando todos os setores da ação mental.
A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão, depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas províncias obscuras do instinto.
Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
A eletricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força eletromagnética.
Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas, traçadas pelo Plano Divino.
A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento ou a inércia da máquina.
O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo causas que comandam os problemas do destino.
Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala, pode cair em deplorável relaxamento.
Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental, quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos na corrente do bem.

(Emmanuel, de "Pensamento e Vida", Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Escolha do Corpo



335 - O Espírito faz a escolha do corpo em que deve encarnar, ou apenas do gênero de vida que lhe deve servir de prova?


"– Pode escolher o corpo, já que as imperfeições desse corpo são para ele provas que ajudam no seu adiantamento, se vencer os obstáculos que aí encontra. Embora possa pedir, a escolha nem sempre depende dele."

335.a - O Espírito poderia, no último momento, recusar o corpo escolhido por ele?


"– Se recusasse, sofreria muito mais do que aquele que não tentou nenhuma prova."


336 - Poderia acontecer que um corpo que tivesse de nascer não encontrasse Espírito para encarnar nele?


"– Deus a isso proveria. Quando a criança deve nascer para viver, está sempre predestinada a ter uma alma; nada foi criado sem finalidade."


 Allan. Kardec O Livro dos Espíritos.

domingo, 22 de julho de 2012

Vencerás


Não desanimes. 
Persiste mais um tanto.
Não cultives pessimismo.
Centraliza-te no bem a fazer.
Esquece as sugestões do medo destrutivo.
Segue adiante, mesmo varando a sombra dos próprios erros.
Avança ainda que seja por entre lágrimas.
Trabalha constantemente.
Edifica sempre.
Não consintas que o gelo do desencanto te entorpeça o coração.
Não te impressiones nas dificuldades.
Convence-te de que a vitória espiritual é construção para o dia-a-dia.
Não desistas da paciência.
Não creias em realizações sem esforço.
Silêncio para a injúria
Olvido para o mal.
Perdão às ofensas.
Recorda que os agressores são doentes.
Não permitas que os irmãos desequilibrados te destruam o trabalho ou te 
apaguem a esperança.
Não menosprezes o dever que a consciência te impõe.
Se te enganaste em algum trecho do caminho, reajusta a própria visão e procura o rumo certo.
Não contes vantagens nem fracassos.
Não dramatizes provações ou problemas.
Conserva o hábito da oração para quem se te faz a luz na vida intima.
Resguarda-te em Deus e persevera no trabalho que Deus te confiou.
Ama sempre, fazendo pelos outros o melhor que possas realizar.
Age auxiliando.
Serve sem apego.
E assim vencerás.
*  *  *
Emmanuel
(mensagem psicografada pelo médium Francisco Candido Xavier - do livro "Astronautas do além".

sábado, 21 de julho de 2012

Em Torno da Profissão



A sua profissão é previlégio e aprendizado.
*
Se você puser amor naquilo que faz, para fazer os outros felizes, a sua profissão, em qualquer parte, será sempre um rio de bençãos.
*
O seu cliente, em qualquer situação, é semelhante a árvore que produz, em seu favor, respondendo sempre na pauta do tratamento que recebe.
*
Toda tarefa corretamente exercida é degrau de promoção.
*
Em tudo aquilo que você faça, na atividade que o Senhor lhe haja concedido, você está colocando o seu retrato espiritual.
*
Se você busca melhorar-se, melhorando o seu trabalho, guarde a certeza de que o trabalho lhe dará vida melhor.
*
O essencial em seu êxito não é tanto aquilo que você distribui e sim a maneira pela qual você se decide servir.
*
Ninguém procura ninguém para adquirir condenação ou azedume.
*
Sempre que alguém se queixe de alguém, está criando empeços na própria estrada para o sucesso.
*
Toda pessoa que serve além do dever, encontrou o caminho para a verdadeira felicidade.





Francisco Cândido Xavier. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC. 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aflitos Bem-Aventurados




Problema intrincado.
Muitos companheiros disseram isso, no impedimento que te aborrece.
No entanto, o Sublime Orientador te situou, à frente dele, para que lhe descubras a solução.

Serviço impraticável.
Outros proclamaram semelhante afirmativa, referindo-se ao encargo que te pesa nos ombros.
O Senhor, porém, te chamou a executá-lo, ciente da tua capacidade e da tua força.

Tentação invencível.
Vozes diferentes formularam a mesma observação, na crise interior que escalda o pensamento.
Todavia, o Eterno Amigo te permite experimentá-la para que lhe extingas o magnetismo calamitoso.

Parente difícil.
Opinião idêntica foi lançada por afeiçoados diversos, diante do coração querido que te incomoda no lar.
Entretanto, o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que o ampares, na provação que lhe agrava a existência.

Companheiro obsidiado.
Conceituação análoga está sendo mantida por muita gente, perante o amigo que te propele a constantes desgostos.
O Mentor Infalível, contudo, te envolveu na luta, que desgasta o companheiro em perturbação, para que lhe sustentes a reabilitação.

Todas as dificuldades no mundo, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem lição e trabalho simultâneos a que nos convida o Divino Semeador, para que se intensifique na Terra a seara da libertação de todos os valores do espírito.
Bem aventurados os aflitos - disse Jesus.
Os aflitos bem-aventurados, porém, não são simplesmente aqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória do bem.

(Emmanuel, de  "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nossos Preconceitos


Preconceito é o conceito formado com base em julgamento próprio, com tom depreciativo. Deriva de análise tendenciosa, discriminatória.

Trata-se de um pré-julgamento, em que se desconhecem os detalhes. Define-se algo ou alguém, de acordo com nossos olhos de ver.

Isso tem causado muitos dissabores, no mundo, e continua a causar. Porque quem julga previamente não tem o cuidado de ficar com o conceito para si, mas o transmite a outros.

E esses, em ouvindo, não indagam se aquilo é verdadeiro ou não. Simplesmente admitem que seja.

Quando sabemos de alguém que se consorcia com outrem em que a diferença de idade é grande, a primeira pergunta que nos vem à mente é: Por que se casaram?

Se uma das pessoas tem fama, ou dinheiro, ou poder, logo cogitamos que o motivo para o consórcio seja do outro se aproveitar de um desses itens.

Esquecemos que pessoas famosas, como todas as pessoas, têm carências afetivas. Que buscam o amor, que desejam ser amadas.

Quando o velho doutor Hahnemann, vivendo na Alemanha, salvou da morte a parisiense Mélanie Gohier, mal poderia imaginar que seria ela a ponte para que a Homeopatia ficasse conhecida no mundo.

Sim, porque aquela mulher, de apenas trinta e cinco anos, se casou com o mestre alemão de oitenta anos.

O novo matrimônio de Hahnemann parece quase um conto. Ela era poetisa e pintora e desfrutava da amizade de excelentes poetas e pintores de Paris.

Logo após o casamento, em 1835, mudaram-se para Paris, onde ele obteve autorização para clinicar, a despeito da vigorosa oposição dos colegas alopatas.

A Academia de Medicina encaminhou um documento ao Ministro Guizot para que lhe fosse proibido o exercício da Medicina na França.

Guizot, por influência da esposa de Hahnemann, além de sua digna posição, decidiu o caso com grandeza ímpar e respondeu:

Trata-se de um sábio de grande mérito. A ciência deve ser de todos! Se a Homeopatia é uma quimera ou um sistema sem valor, cairá por si mesma.

Se ela é, ao contrário, um progresso, expandir-se-á apesar de nossas medidas proibitivas, e a Academia deve se lembrar, antes de tudo, que tem a missão de fazer progredir a ciência, de encorajar as descobertas!

Assim, a Homeopatia se estabeleceu em França, onde Hahnemann encontrou vários discípulos e seguidores.

Prosseguiu ensinando, curando e escrevendo, a despeito da avançada idade.

Aos oitenta e oito anos, ele regressou ao mundo espiritual. Estava forte e lúcido, mas com certeza já chegara ao fim a sua missão.

Deixou a Homeopatia reconhecida como ciência, a expandir-se pelo mundo.

Quem poderá, em sã consciência, deixar de agradecer a Melanie sua atuação junto ao grande mestre homeopata?

Não o tivesse levado a Paris, a cidade luz, teria a Homeopatia sido reconhecida e divulgada pelo mundo?

Assim, pensemos, antes de externar conceitos de valor preconceituosos. Busquemos analisar com olhos de ver e aprendamos a respeitar opções alheias.

Aprendamos a ter olhos compassivos, olhos que descobrem o bem. Olhos que veem as coisas positivas, sem julgamentos equivocados e precipitados.

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Samuel Hahnemann.




quarta-feira, 18 de julho de 2012

Civilização



Não podemos responsabilizar a civilização pelos desvarios do. mundo, mas sim o homem que a desfigura.
Acaso seriam reprováveis as doações de Deus porque a maioria dos homens, por vezes, se faça infiel a si própria?
É por isso, talvez, que o apostolado de Jesus, acima de tudo, se dirige à consciência individual.
Levanta-te e anda.
“A tua fé te curou."
Vai e não peques mais.
Semelhantes apelos repetem-se, freqüentes, no serviço do Evangelho, porque o Mestre não ignorava que a solução dos problemas da paz e da felicidade entre as criaturas não reside na governança política, por mais respeitável que seja, de vez que os programas da legalidade terrestre atuam de fora para dentro, quando as nossas feridas morais se manifestam de dentro para fora.
Não vale acumular decretos e estatutos primorosos, quando não haja correção de caráter nos tutelados das leis humanas.
O homem leal à consciência tranqüila terá sido próspero e feliz, tanto na Grécia educada e livre, como no mais tirânico dos regimes feudais, com a escravidão e a crueldade a lhe baterem à porta.
Despertemos para a obrigação de servir com amor, em todos os dias, compreendendo que somos todos irmãos, com deveres de assistência recíproca nas tarefas do mundo que é o nosso próprio lar.
Não esperemos que outros façam o bem para que nos disponhamos a praticá-lo.
Evitemos a expectativa da alheia cooperação, quando é inadiável o testemunho pessoal e intransferível no culto sincero à fraternidade.
Vivamos com Jesus em nós mesmos, aceitando-lhe as diretrizes de renunciação ao próprio egoísmo e de consagração permanente à boa-vontade, de uns para com os outros, em movimento espontâneo de solidariedade e, longe de enxergarmos na civilização qualquer processo de decadência espiritual, nela encontraremos o abençoado campo de mais trabalho, no aperfeiçoamento de nós mesmos, a caminho de mais altas formas da Vida Superior.

(Emmanuel, do livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Diante da Perfeição



“Sede perfeitos como Nosso Pai Celestial!”


Esta foi a advertência do Senhor ao nosso coração de aprendizes.
Todavia, à maneira do verme contemplando a estrela longínqua, sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.
Impedimentos, compromissos e inibições fluem do nosso “ontem”, asfixiando-nos, a cada momento de hoje, o anseio de movimentação para a luz.
Entretanto, se ainda nos situamos tão longe do justo aprimoramento que nos integrará na magnificência divina, é imperioso começar a grande romagem, oferecendo ao avanço as melhores forças.
Ninguém exige sejas de imediato o paradigma do amor que o Mestre nos legou, mas podes ser, desde agora, o cultor da compreensão e da gentileza dentro da própria casa.
Ninguém te pede a renúncia integral aos bens que te enriquecem os dias terrestres, no entanto, podes doar, de improviso, a migalha do que te sobre ao conforto doméstico, em auxílio ao companheiro necessitado.
Ninguém espera desempenhes, ainda hoje, o papel de heroi na praça pública, mas podes calar, sem detença, a palavra escura ou amargosa capaz de emergir de teu coração para os lábios.
Ninguém aguarda sejas o remédio para todas as doenças, entretanto, ainda hoje, podes ser a enfermagem diligente, balsamizando as úlceras dos enfermos relegados ao abandono.
Ninguém te solicita prodígios, em manifestações prematuras de fé, mas podes ser, sem delonga, o reconforto que ampare a quantos atravessam as sarças do caminho.
Lembra a semente que te regala o corpo e aprendamos a começar.
A planta que era ontem simples promessa, hoje é a garantia do pão que te supre a mesa.
As maiores e as mais famosas viagens iniciam-se de um passo.
Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-á, um dia, preciosa fonte de bênçãos, descortinando-nos luminoso porvir.

(Emmanuel, do livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Contemplando o Bem



Através de mil formas, somos hoje, qual ontem, viajores do tempo em trânsito da sombra para a luz.
Milhares de berços e túmulos assinalam a nossa marcha nos carreiros evolutivos e, se a névoa do passado ainda nos entenebrece a visão, na atualidade, já se nos faz possível prever, com Jesus, a alvorada renovadora.
Ontem, reduzimos o devedor à condição de alimária doméstica.
Hoje, dispomos de códigos que nos facultam a solução dos próprios compromissos perante a lei.
Ontem, fazíamos do oceano centro vivo das mais deploráveis operações de pirataria e rapinagem.
Hoje, fizemos do mar abençoado caminho de progresso e fraternidade.
Ontem, convertíamos a mulher, nossa mãe e nossa irmã, em silenciosa besta de carga, com tratamento familiar inferior àquele dispensado comumente aos cavalos.
Hoje, procuramos destacar-lhe a grandeza, conduzindo-a ao mais alto nível da cultura e da educação.
Ontem, relegávamos os enfermos difíceis aos vales escuros de abandono e desespero.
Hoje, aperfeiçoamos a experiência social, convocando-os ao nosso convívio para que a ciência e a caridade lhes assegurem a defesa ante as ameaças da morte.
Ontem, escravizávamos nossos próprios irmãos em espetáculos deprimentes de penúria moral, nos mercados de vida humana.
Hoje, consolidamos o direito do homem de quase todas as latitudes, no acesso ao trabalho digno e na conquista da própria emancipação.
Em verdade, ainda temos hoje as demonstrações da guerra, nos atritos periódicos das nações, e os hábitos infelizes, quais sejam o lenocínio e a indústria do entorpecente; no entanto, o Cristo que nos inspira o avanço espiritual, guiando-nos a jornada para a justiça, dar-nos-á braço forte para que o amanhã surja mais claro, assegurando-nos a vitória do amor e do respeito uns pelos outros.
Eis porque duvidar do bem seria desacreditar a nós mesmos, em derrocada injustificável, não só porque estamos a caminho do próprio burilamento, como também porque, se é inegável que Jesus começou a construir entre nós o Reino de Deus, não é menos certo que a sua Obra Divina ainda não terminou.

(Emmanuel, do Livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier

domingo, 15 de julho de 2012

Fraternidade



“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos; se vos amardes uns aos outros”. - JESUS, (JOÃO, 13:35).

Desde a vitória de Constantino, que descerrou ao mundo cristão as portas da hegemonia política, temos ensaiado diversas experiências para demonstrar na Terra a nossa condição de discípulos de Jesus.

Organizamos concílios célebres, formulando atrevidas conclusões acerca da natureza de Deus e da Alma, do Universo e da Vida.

Incentivamos guerras arrasadoras que implantaram a miséria e o terror naqueles que não podiam crer pelo diapasão da nossa fé.

Disputamos o sepulcro do Divino Mestre, brandindo a espada mortífera e ateando o fogo devorador.

Criamos comendas e cargos religiosos, distribuindo o veneno e manejando o punhal.

Acendemos fogueiras e erigimos cadafalsos, inventamos suplícios e construímos prisões para quantos discordassem dos nossos pontos de vista.

Estimulamos insurreições que operaram o embate de irmãos contra irmãos, em nome do Senhor que testemunhou na cruz o devotamento à Humanidade inteira.

Edificamos palácios e basílicas, famosos pela suntuosidade e beleza, pretendendo reverenciar-lhe a memória, esquecidos de que ele, em verdade, não possuía uma pedra onde repousar a cabeça.

E, ainda hoje, alimentamos a separação e a discórdia, erguendo trincheiras de incompreensão e animosidade, uns contra os outros, nos variados setores da interpretação.

Entretanto, a palavra do Cristo é insofismável.
Não nos faremos titulares da Boa Nova simplesmente através das atitudes exteriores...

Precisamos, sim, da cultura que aprimora a inteligência, da justiça que sustenta a ordem, do progresso material que enriquece o trabalho e de assembléias que favoreçam o estudo; no entanto, toda a movimentação humana, sem a luz do amor, pode perder-se nas sombras...

Seremos admitidos ao aprendizado do Evangelho, cultivando o Reino de Deus que começa na vida íntima.

Estendamos, assim, a fraternidade pura e simples, amparando-nos mutuamente...

Fraternidade que trabalha e ajuda, compreende e perdoa, entre a humildade e o serviço que asseguram a vitória do bem. Atendamo-la, onde estivermos, recordando a palavra do Senhor que afirmou com clareza e segurança; - “Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos: SE VOS AMARDES UNS AOS OUTROS”.

Livro: Fonte Viva, lição 15 – Médium: Chico Xavier – Espírito: Emmanuel.

sábado, 14 de julho de 2012

Quanto aos Outros

 

Se você acredita que possa alcançar a sublimação espiritual sem os outros, decerto ainda não chegou à verdade.

A vida foi criada, à feição de máquina complexa, em que as peças diferenciadas, entre si, guardam função específica.

Não fuja à engrenagem do seu grupo se deseja aperfeiçoar-se e progredir.

Os outros são as áreas destinadas à complementação e melhoria dos seus próprios reflexos.

Através deles, é que você se analisa para observar-se com segurança.

Não intente transformá-los, de imediato, porque qual ocorre conosco, são espíritos em evolução, caminhando entre dificuldades e sombras, para o conhecimento superior.

Não exija deles a perfeição que estamos ainda longe de possuir.

Esse nos ensina paciência, aquele a compreensão, aqele outro o imperativo da bondade, tanto quanto somos pessoalmente para cada um deles testes vivos nesses mesmos assuntos.

Acredite, sempre que os outros nos apareçam à maneira de problemas, somos para eles outros tantos problemas a resolver.

Diz você que precisa identificar-se com a vida e descobrir-se para fazer o melhor; entretanto, unicamente pelos outros é que você se encontra e se realiza para as conquistas supremas da felicidade e do amor.

Francisco Cândido Xavier. Respostas da Vida. Pelo Espírito André Luiz. IDEAL. Capítulo 9.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Aceitemos a Dor



Aceitemos realmente a dor na condição de apoio celeste com que a Divina Providência nos enriquece o caminho.
Toda a natureza para ajudar a experiência do homem, alimentando-o e amparando-o, padece constantes dilacerações.
Para transformar-se em sementeira proveitosa, morre o grão esquecido no solo.
Para converter-se a espiga em farinha, humilha-se, asfixiada, sob a mó que a tritura.
Para dar-se em pão abençoado à mesa, submete-se a farinha à elevada tensão do forno.
Para servir no levantamento do edifício, sofre a pedra a pressão do martelo.
Para oferecer-se em beleza e brilho, obedece o seixo bruto ao buril que o aprimora.
Para responder às necessidades do conforto, desce o tronco aos insultos da lâmina.
Para contribuir no progresso, encontra o metal as injúrias do fogo.
A responsabilidade na oficina do caráter, é luz que engrandece todo espírito que lhe atende as obrigações.
Não lamentes a dificuldade e nem amaldiçoes o sofrimento que porventura te busquem.
Não temas a dor, na escola da vida, e recolhe, em silêncio, as bênçãos de que se faz emissária.
Não te enganes com as aparências.
Quando te vejas no usufruto dessa ou daquela promoção, atento às circunstâncias do mundo, às imposições dos que te cercam ou às convenções em que a existência se te condiciona, escolhe a senda da abnegação, em auxílio aos outros, porque o Senhor nos ensinou, em espírito e verdade, que somente a preço do esforço máximo pela vitória do bem com o esquecimento de todo egoísmo, é que escalaremos o monte da paz com a nossa própria renovação.

(Emmanuel, do livro "Nascer e Renascer", Francisco Cândido Xavier)